Utopia é a ideia de civilização ideal, fantástica, imaginária. É um sistema ou plano que parece irrealizável, é uma fantasia, um devaneio, uma ilusão, um sonho. Do grego ‘ou+topos’ que significa “lugar que não existe”

– Web

Seria uma ideia totalmente utópica que uma série transmitida pela MTV, com apelo totalmente teen fugisse dos padrões amarrados do gênero por toda sua temporada. Esse oitavo episódio deixou de lado o teor mais sério da trama e aproveitou para emplacar o “zeitgeist” adolescente em quase sua totalidade. Tivemos mais despedidas e muita coisa acontecendo no background, já que o foco foi o apelo visual ao público jovem.

Utopia a comunidade humana em pleno território Troll, em algum ponto do caminho para o Sepulcro, foi a grande vedete do tempo de narrativa nessa semana. A sociedade que deveria soar como um refúgio hipotético para a humanidade em meio a raças diversas pós hecatombe, acabou saindo como um delírio insosso criado tomando como base uma capa de disco dos “Munford & Sons”, agregando uma aura hippie/ indie/ moderninha atual. Mesmo gostando de tudo na série até agora (incluindo as atuações limitadas de 2/3 dos protagonistas), essa semana não deu para engolir. Foi muita suspensão de crença para com o público. Não bastasse o colegial preservado do episódio passada, fomos agraciados com uma modernidade anacrônica para com o período. Foram tantas tendências num só curto pedaço de tempo que chegou a ficar cansativo: decoração sustentável, tatuagens modernosas, estilo lumberjack, raves, música eletrônica?! Todo esse período só serviu para dar ainda mais profundidade a Eretria e colocar ela como um dos pilares do sucesso da empreitada. A nômade acabou ser revelando como recipiente e chave para o Sepulcro. Temos mais dois episódios para descobrir como isso vai se desenrolar.

Em Arborlon, Allanon acabou servindo como bussola moral e mágica para dois personagens distintos. Ander, após perder a família numa tacada só, acabou por ter dúvidas se era capaz de receber o reino e defender não somente os elfos, mas uma aliança perante o exército demoníaco. Cambaleando um pouco ele aceita a coroa e agora é o soberano que terá de demonstrar toda sua força no conflito por vir. Já Bandon se revelou como o “novo druida” como já havia cogitado no episódio passado. Allanon vai treinar o rapaz para seguir o caminho da magia no intuito de impedir que Dagda Mor se aposse do poder, que aparentemente ele possui.

No final, a Utopia se revelou não tão utópica assim, mostrando que para permanecerem vivos os humanos ofereciam duas vítimas aos Trolls, como pedágio pelo local. Acabamos nos despedindo de Cephelus, que se sacrificou para salvar o trio e mostrou que mesmo com as intenções escusas tinha um bom coração. Agora o trio principal ruma a uma São Francisco destruída em busca da salvação da Ellcrys e nós com dois episódios restantes para acompanhar o desenrolar de todas as tramas. Até a próxima semana!

Folhas do Ellcrys 1: Zora só teve a função de separar Eretria do trio. Morreu degolada na floresta sem nenhuma relevância;

Folhas do Ellcrys 2: Ainda existem Trekkers no futuro. E Spock sendo confundido com elfo foi uma sacada bacana;

Folhas do Ellcrys 3: Aquelas pistolas vão ser de alguma serventia na jornada por vir?

Folhas do Ellcrys 4: Tye e a irmã acabaram pagando o preço, mesmo sem querer, da segurança da comunidade por mais um tempo;

Folhas do Ellcrys 5: O triângulo amoroso continua indo e voltando enquanto Wil não se decide entre Amberle e Eretria. E pelo visto isso vai durar por mais de uma temporada…

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Lucas Fernandes
Cinéfilo, sériemaníaco e designer não praticante nas horas vagas.