O mais apático dos três episódios, The Romanoffs fez o quase impossível, “reduzindo” Christina Hendricks a uma personagem de profundidade duvidável.
Uma jovem estrela de cinema em conflito com uma atriz que iniciou sua empreitada na arte da direção, se enfrentam no set presas entre o que é real ou uma mera provocação em uma guerra de egos. A produção de uma minissérie sobre os Romanov tem os planos mudados quando a ex-protagonista se afasta e precisam planejar tudo novamente.
Olivia Rogers (Christina Hendricks) é uma atriz em ascensão, que aceita o papel de portar a esposa do ultimo Czar, Nicolau II. Ao chegar no set de gravação, Olivia encontra um certo ar de estranheza acerca de toda a produção, no entanto releva essa atmosfera pela excentricidade do meio artístico. Prontamente conhece a diretora, Jacqueline (Isabelle Huppert), uma atriz conceituada da qual Rogers expressa sua admiração.
Em sua primeira noite na locação, Olivia começa a acreditar que seu hotel tem coisas estranhas, mas associa ao cansaço da viagem e mudança de fuso. Além do trauma do recente falecimento de sua mãe, tópico que poderia ter sido muito mais explorado por Weiner no enredo deste capítulo.

Ao conhecer o restante do elenco, Brian (Mike Doyle) o seu Czar e Samuel (Jack Huston) portando o infame Rasputin. A relação dos Romanov nesse episódio foi mais restrita a produção da minissérie, já que Jacqueline mentiu ser relacionada a família para conseguir seu debut como diretora.
O clima de estranheza permanece, mas Olivia consegue se conectar a Samuel e a distração serviu o propósito para que seu empresário, Bob (Paul Reiser), conseguisse colaboração de sua cliente por mais tempo. Entretanto, as assombrações no quarto de Olivia continuam, adicionalmente a sua percepção de que os funcionários do hotel não a ajudam em nada e se comportam obscuramente.
Com o desconforto crescente de Olivia, a tentativa de devolver o interesse da atriz ao papel interpretado, veio em um jantar com um dos principais investidores da produção. O jantar foi completamente bizarro, a inclusão da temática sobrenatural através da “possessão” de Jacqueline foi completamente fora de nexo, não encaixou nem no episódio e muito menos nessa antologia; realmente ficou muito mal feito essa parte, se foi a intenção do roteiro, parabéns aos envolvidos.
O episódio de Jacqueline no jantar não ajudou a apaziguar o clima na produção, tanto Olivia quanto Samuel já não pareciam muito investidos em seus papéis. O desaparecimento de Samuel foi o que precisou para Olivia implorar a Bob que a tirasse de lá, porém o melhor que o empresário pensou foi enganá-la junto com Jacqueline para apavorá-la e fazer com que a sua cena ficasse mais autêntica. E uma história Romanov sempre acaba em assassinato, mas dessa vez foi o da desavisada Olivia Rogers.
> A Maldição da Residência Hill – QUASE MORRI DE MEDO!!
De certo foi o episódio que menos explorou o potencial do próprio enredo, houveram falhas desde a trama principal ao desperdício das maiores estrelas do elenco: Hendricks e Huppert; o problema foi a construção dos personagens, beirando ao fútil e raso, o enredo não conseguiu entregar maior envolvimento do telespectador com nenhuma delas. Todavia se fosse obrigação fazer um elogio ao episódio, a única coisa que poderia dizer é que a fotografia estava bonita.
Notas do Czarevich:
- O título do episódio vem da casa onde o Czar Nicolau II e sua família permaneceram em seus últimos meses vivos;
- A ordem de não se comunicar com Olivia é completamente fora de compreensão, não funcionou na trama e não conseguiu nem ser engraçado;
- O romance entre Olivia e Samuel não causou o que o enredo esperava, tão apático como os dois personagens;
- Finalmente, esse episódio foi um desperdício absurdo e imperdoável de Christina Hendricks.






















