O sentimento de ver algo que você acompanha há nove anos com tanto carinho é complicado, mas já estou me preparando para o adeus…

Spoilers Abaixo:

Agora minha ficha caiu. Com esse episódio duplo posso dizer que finalmente vejo que The Office vai acabar e me senti triste. É engraçado porque quando vi Darryl aparecendo e que o Andy teria uma trama, eu fiquei com raiva, mas ao final do episódio eu não me sentia mais chateado. Senti-me um pai, que apesar de todos os defeitos de um filho sempre vai amá-lo e é isso que eu sinto por The Office. Para mim não me importa se a Nellie perdeu totalmente o sentido de existir, se o Pete e o Clark pouco acrescentaram, para mim só me importou degustar os penúltimos quarenta minutos de episódio. Cada cena foi aproveitada ao máximo, eu via, revia e me atentava a cada mínimo detalhe, porque sei que vai acabar e quero dar valor a isso, mesmo que seja tarde.

E começo esses detalhes pelo Dwight. Óbvio que ele e Angela ficariam juntos, mas nessa altura do campeonato dane-se a obviedade só o que me importava era como isso seria feito e não poderia ter sido melhor, com um alto falante, nonsense e muito carinho. Angela e Dwight passaram por muita coisa na série desde traição, casamento, brigas e muitas idas e vindas e a contadora cresceu muito na trama desde o início da série, por isso torcia demais pelos dois e o que aconteceu com Dwight é algo que acontece com muitas pessoas: amar a pessoa que parece errada e não conseguir sentir nada por alguém que teoricamente é perfeita. E para resolver isso nada melhor do que seguir o conselho do Jim: vá pelo amor! Adorei ver Dwight de gerente. Toda aquela camada de exagero se manteve, mas em um nível aceitável. A cena de entrada dele com o vapor foi muito bacana, mas o que mais gostei foram dos detalhes que agora permeiam o escritório: a árvore genealógica dos Scrhute, o quadro dele como rei com o Moses em sua sala e na sala de conferência ainda tem um quadro dele ao melhor estilo Hitler. Os roteiristas foram cruéis e nos deram o melhor somente no final. Uma boa tática, mas cruel, muito cruel.

Jim e Pam finalmente se acertaram e esse episódio serviu mais para dar um flashback no que os dois viveram já que sempre foram o casal mais importante da série. Ai vem aquela parte que muitos devem ter se emocionado com a música do Snow Patrol de fundo. Jim e Pam sempre foram, acima de tudo, amigos e a maior prova veio nesse episódio com Pam se preocupando com a felicidade do seu amado e ele se preocupando em provar a ela que ele estava bem. Acho que minha teoria de que o Jim saísse do escritório se foi, mas pelo que vi na Promo muita coisa boa vai acontecer.

Por fim ainda tive tempo de torcer pelo Andy e pela primeira vez me chatear pelo seu fracasso. Queria muito que ele passasse na seleção e que ficasse com a garota loira, mas infelizmente isso não aconteceu, mas ainda acho que ele conseguirá o tão esperado sucesso, principalmente com o documentário e a iminente fama que ele fará. Darryl também deu as caras e pelo menos fizeram da trama dele uma boa despedida das palhaçadas no escritório. A cena da dança foi ótima e só me fez sentir mais nostalgia.

E Oscar e Angela mereciam mais atenção, hein? Os dois juntos formaram uma ótima dupla mesmo com o Kevin carente tentando atrapalhar…

The Office vai acabar e eu agora já não quero saber de erros de roteiro, furos, má atuações. Quero sentar e chorar, rir, me divertir e dar adeus a uma das maiores produções da televisão de todos os tempos.

Observações:

– Emocionante ver a turma reunida no bar e a voz do Michael falando com o Jim no começo não? Ainda mais que aquela fala é a do primeiro episódio de The Office, na primeira cena.

– Creed economizando na lavagem a seco! Épico!

– Stanley com três amantes. Mineiro total!!

– Queria que mostrasse o Dwight na mesa do gerente na abertura, uma pena que cortaram, teria sido divertido.

– Jim genial com a ideia do A.A.R.M. Muito bem bolado e só nos fez sentir mais nostalgia das épicas batalhas entre ele e o Dwight. Destaque para a super elaborada prova do café com obstáculos.

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