Não tem jeito, The Mayor precisa de Courtney Rose para funcionar. Com dois episódios que seguiram a mesma linha que vinha sido seguida até aqui, a série conseguiu reforçar o poder se seu protagonista, enquanto falhou em criar maior empatia com os demais personagens.
No episódio de Halloween, que geralmente, para mim, é um dos melhores episódios do ano de qualquer série, tivemos um roteiro fraco, que deixou um pouco a desejar. A fórmula foi mesma de sempre: Courtney tem uma ideia para resolver um problema, se encrenca com alguém e no fim tudo se resolve.
Apesar de ter algumas boas piadas envolvendo brutalidade policial, em algum momento o plot se perdeu. A chefe de polícia, que poderia ter rendido bem mais, foi esquecida no churrasco e acabou no desperdício de uma ótima personagem e de uma ótima atriz.
O episódio tentou, ainda, humanizar Valentina, mas isso perdeu muita força quando, ao mesmo tempo, ela estava metida no plot ridículo de pegadinhas de Halloween na pessoa que não gosta delas. É algo batido e repetitivo que poderia ter sido evitado.
Já o episódio seguinte conseguiu dar uma melhorada nas coisas. Era previsível que teríamos um episódio com Courtney encarando uma greve, mas tudo foi muito bem construído. Da ideia dele em tentar ajudar todo mundo ao choque de realidade de que, às vezes, sacrifícios tem que ser feitos, tudo esteve bem encaixado e os momentos mais bonitinhos também funcionaram bem melhor.
Além disso, a série deu a partida para o primeiro interesse romântico de Courtney, o que, como já sabemos, vai durar algum tempo e acabar enquanto ele fica mais próximo de Valentina formando o casal inevitável. Eu espero muito estar errado quanto a isso, mas todos nós sabemos como tudo vai acabar.
E ainda tivemos Whitney Day. Adorei como Dina ganhou um plot só seu e isso funcionou bem. A ideia de um evento anual dentro da mitologia da série me anima muito, pois essa construção de uma mitologia própria só ajuda The Mayor a encontrar sua própria identidade nesse começo de exibição. As amigas estavam ótimas e o potencial ali pareceu enorme.
Por outro lado, T.K. e Jermaine parecem não conseguir encontrar o tom certo. Não tenho conseguido gostar dos dois, a menos que estejam com Courtney. Isso é um problema que a série tem que resolver logo, pois ter dois de seus cinco personagens não agradando é algo preocupante.
Com um bom episódio e um bem fraco, The Mayor segue em frente, com uma fórmula definida, mas com personagens ainda em construção. A longo termo, essa demora em encontrar seu tom pode causar uma perda de público, que pode não esperar tanto por uma série.






















