Confiança é algo que todo político tem que ter, seja vinda da população tanto quanto em si mesmo. Até os políticos ruins precisam da autoconfiança, afinal, a pessoa tem que gostar e acreditar muito em si mesmo quando faz tão mal a uma população e precisar que viver com suas escolhas.
Esta semana Courtney sofreu com a falta de confiança da população e de sua própria equipe, o que pode ser demais para alguém sem experiência no mundo político como ele. A ideia central do episódio é boa, mas não chega a fazer muito sentido pensarmos que Courtney acabou de ser eleito e sua aprovação já está baixíssima. Porém entendo a ideia de fazer uso desse artifício agora, pois, ao que parece, o prefeito vai conseguir mais popularidade semana após semana, então a hora de usar esse plot era agora.
Outra coisa que ficou um pouco estranha foi o comportamento de Valentina com Courtney. Até certo ponto do episódio, realmente achei que inverteram a ordem de exibição e que este deveria ser o segundo. As reações de Val foram muito destoantes se compararmos com o que aconteceu no episódio anterior, é como se ela tivesse dado um passo para trás e tivesse voltado ao normal no fim.
E já na terceira semana a rivalidade entre Courtney e Ed Gunt já começou a soar repetitiva. O vereador implica por implicar, sendo o melhor exemplo de oposição política nos dias de hoje, a que é do contra simplesmente porque é oposição e que se explodam os habitantes do lugar. Espero que com a paz selada ao fim do episódio as coisas melhorem entre eles, ou que Ed suma por um tempo e dê lugar a novos problemas.
Mas o que realmente não funcionou muito foi o plot de Jermaine e T.K. brigando pela atenção de Courtney porque gente rica e famosa esquece dos amigos. A ideia é até boa, mas poderia ter sido guardada para o futuro, com os dois brigando pela atenção de um amigo deslumbrado pelo poder. Com Courtney agindo normalmente, a ideia fica fraca e não agrega muito ao episódio.
Apesar disso, o episódio foi bastante sólido e teve seus bons momentos, como a entrevista na TV, que, apesar de clichê, funcionou bem e nos deu o prazer de (re)ver Jim O’Heir (o Garry / Jerry / Larry / Terry / Barry de Parks and Rec). Outro bom momento foi T.K. dando a entrevista falando mal de Courtney e usando quotes de Donald Trump para se proteger da “mídia desonesta”.
Mesmo com alguns deslizes, The Mayor segue firme, já que o mais importante a série conseguiu essa semana, fez o episódio passar rápido e ser agradável. Com alguns ajustes, a série claramente pode conseguir muito mais. Termino deixando um apelo: deem mais espaço para Yvette Nicole Brown brilhar. Ela está ótima como Dina e só precisa de um bom plot para chamar de seu.
















