Quem mais se sentiu assistindo a uma outra série aqui?

Spoilers Abaixo:

Fiquei surpreso ao descobrir que este episódio estava sendo odiado por uma boa parte dos espectadores. A razão? Ao que parece, ele foi um “filler” e a história não se desenvolveu. Bem, não vi nada de “filler” neste episódio, muito pelo contrário, acho que ele foi o que mais proporcionou um desenvolvimento da história até agora. Não houve muito sobre Rosie Larsen, mas pudemos passar uma hora conhecendo nossos protagonistas. De que adianta uma trama interessante se não há envolvimento com as pessoas que fazem parte dela? E foi assim que, enfim, simpatizei com a Linden.

Aqui, não houve espaço para papai Larsen, ou candidato Richmond, ou professor terrorista, o foco foi total em Linden e Holder. Foi interessante ver a interação entre os dois em um dia em que a investigação sobre o assassinato não teve tanta importância. Com o sumiço de Jack, o filho prego da detetive, os dois puderam passar o dia juntos e trocar confidências, baixar armaduras, expor fragilidades e possibilitar realmente que um conhecesse o outro. Foi algo bem satisfatório de ver e criou um laço tanto entre os dois como com a audiência.

Todo o mistério envolvendo a personalidade de Sara Linden foi revelado. Soubemos sobre o seu caso anterior que a deixou obcecada e a sua infância infeliz, abandonada pela mãe aos cinco anos e passando por vários lares adotivos, mas sem nunca ser adotada. Agora, entendo a dificuldade de relacionamento dela com seu filho e até com o seu noivo. Afinal, ela é alguém que passou boa parte da vida isolada de qualquer contato significativo com outra pessoa. Pobre Linden. Fora que a cena do seu choro me emocionou. Nem me incomodo mais com sua cara de natureza morta. Na verdade, até entendo agora.

Entretanto, não posso deixar de condenar a colocação deste episódio dentro da temporada. Talvez se tivessem acabado com o “lenga-lenga” sobre o professor Bennet um episódio antes e colocassem este aqui lá no meio da cronologia, tudo funcionaria de maneira mais orgânica. A essa altura do campeonato, eu já queria ter conhecido a fundo os detetives, podendo assim assisitir aos últimos passos da investigação, torcendo por eles. Do jeito que ficou, infelizmente, surge o sentimento de que isso aconteceu um pouco tarde demais.

Fora a viagem pelos fantasmas de Sara e Holder, tivemos um pouco de investigação sim. A dupla descobriu que Rosie estava em um cassino na noite que ela desapareceu, por conta das câmeras dos caixas eletrônicos no local. Parece que agora a dona do local e sua fivela de vaqueiro vão levar uma bela pressão no começo do próximo episódio.

Mas, concluindo, fiquei muito feliz com este episódio, apesar das ressalvas com relação ao seu posicionamento dentro da temporada. Tanto é que, pela primeira vez, estou ansioso para saber o que pode acontecer daqui pra frente. “The Killing” é um seriado muito bom e espero que sua equipe criativa possa aprender com os deslizes que tem cometido. Isso poderia então tornar uma, cada vez mais provável, segunda temporada em algo de ainda mais qualidade.

Em Tempo com Dúvidas Sanadas: Finalmente descobrimos quem diabos era a tal de Regi.

Em Tempo de Feedback: A audiência do seriado se manteve próxima aos 2 milhões esta semana. Acho que o segundo caso de assassinato está quase garantido.

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