Whack-a-Mole trouxe um caso interessante, histórias novas, andamento das antigas, desenvolvimento de personagens e a apresentação de um novo, que fez meu alarme Blake/Nick apitar loucamente.

O curativo a gente arranca de sopetão, então comecemos pelo novo advogado que integra o time cada vez mais podre da LG. Eu não fui muito com a cara de Damian Boyle (Jason O’Mara), apesar de ter sido uma adição divertida ao enredo. O começo do episódio me deixou interessada, principalmente por causa da sua apresentação de costas. Aos poucos, meus sensores começaram a captar pitadas de Blake (segunda temporada) e Nick (quarta temporada) no novo personagem e aí o estrago já estava feito. Eu achei que Kalinda reagiu de forma original diante dele, o que talvez seja um sinal de que ela não será arrastada para mais uma história sexualmente bizarra, já que a única coisa que salvou o arco Blake foi o segredo de que a investigadora tinha transado com Peter.

Um outro problema que o meu sensor captou foram características de Damian que eu receio que tenham virado cacoetes no programa – o efeito Tascioni. Desde o sucesso estrondoso que a personagem de Carrie Preston teve, personagens recorrentes novos começaram a ganhar traços similares. Aquela mesma ousadia, irresponsabilidade e estranheza nós vimos em David LaGuardia e Josh Perotti, por exemplo. Em grau menor, o personagem de T. R. Knight seguiu na mesma linha. Esse cacoete foi um dos problemas que a quarta temporada teve e eu não queria ver uma temporada que começou tão lindamente descer pelo ralo por causa disso.

Mas, não foi só de Damian Boyle que Whack-a-Mole foi feito e nesta semana nós tivemos um caso novamente tirado das páginas de jornais. Desta vez, The Good Wife retratou a maneira como a rede social Reddit ajudou – ou atrapalhou – a prender os responsáveis pelos atentados na maratona de Boston, aqui chamados de Scabbit e Milwaukee. Ressalta-se muito o fato de os culpados terem sido encontrados depressa porque se esqueceu que várias pessoas foram apontadas injustamente como possíveis terroristas e tiveram suas vidas de cabeça para baixo.

Novamente, o caso acabou pela metade, na verdade, mais pro final, deixando no ar um possível acordo entre a LG e FAA, o que trouxe Will e Diane para os escritórios rústicos dos rivais. Para Diane essa visão trouxe uma nostalgia (ideológica?) que vai de encontro as ideias e atos de Will. Há algumas reviews, comentei que essa overdose de energia de Will poderia fazê-lo tomar decisões que acabaria machucando a ele e a outras pessoas, talvez Damian Boyle seja o ponto de partida disso.

Talvez não seja assim uma tragédia anunciada, mas que ele está lá para fazer o trabalho sujo da LG, isso está – e Diane não está muito empolgada com a ideia e eu torço para que ela consiga assumir as rédeas de sua firma. Bom, mas se todas as pegadinhas de Boyle servir para eles tomarem ChumHum de volta, talvez, Diane continue na dela.

Falemos, por fim, do Juiz. Então, o pai de Peter teve amantes e o filho seguiu o mesmo caminho. Jackie se parece com Peter, ao destruir tudo, irracionalmente, para proteger seus entes queridos, misturando profissional e pessoal.  É, Peter teve a quem puxar, de ambos os pais. E nós sabemos, pelo o que o próprio Peter disse uma vez, que ele não queria que seu casamento acabasse igual ao dos pais, ou seja, dividindo o mesmo teto, mas dormindo em quartos diferentes.

Isso nos leva a refletir sobre a forma como Jackie tratou Alicia. Tendo passado pelo mesmo problema, traição, ela poderia ela ter tido mais simpática com Alicia. Pelo menos Alicia conseguiu ir por um caminho um pouco diferente, não ficou passiva nem amarga com a traição e até consegue não descontar seu rancor nas amantes, pois não vejo Alicia fazendo com Kalinda o que Jackie fez com a preferida dO juiz.  Alicia não é Jackie, apesar de ambas terem continuado com seus poderosos maridos infiéis.

Em tempo:

– Aparentemente a abreviatura LG ainda não pegou e ainda soa mal.

– Que medo da possibilidade de haver um robô troll por aí criando intrigas virtuais e difamando pessoas. Já não basta os seres humanos que agem assim?

– Sei que tem muita raiva ali, mas, ei, Alicia e Will estavam um pouco flertando um com o outro ali no tribunal com aquela troca de olhares, não estavam?

– Jason O’Mara já trabalhou com os Kings, em In Justice, antiga série do casal.

– Será que a saída de Rachel Kaiser do páreo significa que Diane estará de volta na corrida para a magistratura?

– A cena que o juiz Kluger convida Alicia para um café me parece mais um convite de amizade do que de namoro. E, sendo amizade, ainda podem explorar a questão de juízes privilegiarem alguns advogados por simpatia e, convenhamos, Kluger estava favorecendo Alicia. O que acham?

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