A comédia é da NBC, mas parafraseando a review de One Day at a Time (que você leu aqui), The Good Place é a melhor comédia que todos estão assistindo. Respondendo à pergunta hodierna: sim, tem na Netflix. E foi graças à plataforma que conheci a série, sendo arrebatado pelo carisma de certos humanos, um arquiteto imortal e uma maravilhosa Janet.

Jamais imaginei que uma temporada que parecia repetitiva em seu início, evoluiria tanto em sua reta final. Estou ansioso desde já pela season finale. The Good Place consegue divertir e emocionar sem soar apelativa, se tornando um molho especial para nossa vida de série maníacos. Os pastelões da concorrência morrem de inveja do nosso burrito televisivo.

Vamos ao esperado julgamento que não foi conduzido por um burrito, mas pela excelentíssima Maya Rudolph (Bridesmaid e Saturday Night Live). A juíza Jen esteve incrível desde a sua aparição até o veredito final, sem batida do martelo. A participação especial rendeu bons momentos da meritíssima entediada dos documentários de Ken Burns e desinteressada em Bloodline. Me identifiquei demais, especialmente em sua obsessão pelo sotaque britânico.

Atendendo ao apelo de Paul McCartney, Hey Judge faz um teste com cada elemento do quarteto sem teto para decidir o seu destino eterno. A abordagem dos testes brincou com aquilo que cada humano representa na série, da passarela de Tahani até o porta-copos de Eleanor, cada simbolismo reforçou o quanto estamos conectados a eles.

O teste é enfrentar o seu maior dilema na vida. Jason revoltado com sua recreação púbere, se esquece do respeito a toga e que os Jags não importam para a sua absolvição. A síndrome de Astérope de Tahani a faz desprezar a sala de Blue Ivy e North West, mas não a rejeição de seus pais. Nem é preciso comentar sobre a librianidade de Chidi, que demora para escolher um chapéu o mesmo tempo de Colin Farrell por um fio.

The Good Place 2x12: The Burrito
The Good Place 2×12: The Burrito

A surpresa agradável do episódio anterior em que Michael se sacrifica por Eleanor, se repete com o florescer altruísta da personagem de Kristen Bell. A única aprovada no teste de Jen, omite a informação dos amigos em uma atitude encantadora que espantou até a magistrada. What the fork! Srta. Shellstrop é a prova do quão falho o experimento de Mike foi para o Bad Place, entretanto mostra que deveria haver um lugar alternativo aonde as pessoas podem aprender a se tornar “melhores”, seja ele o Lugar de Ideias Ruins ou na própria Vida.

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O roteiro nos presenteou com ótimas tiradas dos MVPs desta season no Bad Place. Como protagonista que passou uma grande transformação, Michael confrontou Shawn com o “Ya Basic” da Eleanor e ainda usou argumentos hilários envolvendo a obra de Stephen King e episódios de Pretty Little Liars. Convenhamos que ver a Janet Boa interpretando “com sucesso” a Janet Má foi um lindo fan service, com direito a ameaça de furacão anal. Agora, o arquiteto convertido e a robô versátil livrarão seus amigos da condenação eterna, mas a que custo? Enfim, logo menos saberemos a surpresa que o capítulo 26 nos revelará.

REVISÃO GERAL
Nota:
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