Muitas vezes não há o que falar sobre os casos da semana, pois por mais que eles sejam interessantes, nem sempre possuem uma relação direta com o desenvolvimento dos personagens. Todavia, essa semana a série conseguiu nos fazer emocionar com dois casos incríveis ao mesmo tempo em que nos deu uma dica para o próximo desafio de Shaun.
Todo dia reclamamos de algo que não podemos viver, alguma coisa que não possuímos ou um sonho que parece longe de se tornar realidade, porém algo que a grande maioria vive e não expressa sobre é o medo de viver aquela situação que está na sua frente. Viver não é nada fácil. Com a quantidade de sentimentos que conseguimos sentir ao mesmo tempo, não é incomum sentirmos extasiados e completamente petrificados ao mesmo tempo.
É comum vermos pessoas que realizam atividades perigosas admitirem que têm medo, mas que vivem pela adrenalina. Mais comum do que isso é escutar que pessoas desistiram de fazer algo que tinham muita vontade, porque ficaram com medo.
A insegurança e o sentimento de fracasso encontram-se em toda esquina da nossa vida e existem momentos que simplesmente temos que fechar o olho e seguir em frente. Independente se nosso medo está relacionado com o que outros pensarão de nós ou com uma crítica interna, muito pior do que falhar é ficar na dúvida sobre como seria.

Shaun passará provavelmente pelo maior desafio de sua vida até agora. Após ter extrema dificuldade de ensinar os novos residentes, o personagem agora deverá ensinar um bebê tudo desde o princípio. Se Lea enfrentará um desafio nada fácil sendo mãe, é fácil concluir que o medo recairá com peso dobrado em Shaun.
Mais do que isso, pouco tempo se passou desde que Glassman reclamou por achar que a relação dos dois estava indo rápido demais. Embora o clima tenha melhorado depois de Lea salvar o hospital, o “vovô” não ficará contente com essa nova notícia e sua reação depois do choque ditará muito sobre como a relação entre eles continuará. Creio que de início Glassman não reagirá bem, porém será essa gravidez que o fará abaixar um pouco a guarda e apoiar de verdade a união de Shaun e Lea.
Por querer que Lea tivesse tramas próprias, sem que tivesse qualquer associação ao Shaun, admito que não gostei muito da notícia, porém pelo menos dessa forma acredito que veremos mais a personagem na televisão e se tudo der certo, ela começará a ter cenas com outras pessoas além de Shaun e Glassman.

E falando nessas outras pessoas, estava comemorando que finalmente voltaram a mostrar a relação engraçada de Morgan e Park até que deixaram no ar um clima de romance. Se existe um erro crasso que a série pode cometer, esse erro é transformar os dois em um romance. Poucos são os casais de amigos que vemos na televisão e Morgan e Park possuem zero ligação romântica. Não existe motivo qualquer para mudarem essa relação somente por morarem juntos. O melhor que a série pode fazer é mostrar como os dois se ajudam enquanto fazem apostas, se xingam e fingem que não se suportam.
E um grande exemplo disso é a Claire. Amiga do Shaun, da Morgan, da Lim e já tendo dois momentos de amizade com os novos residentes, Claire é de longe a pessoa que mais possui conexões na série e é incrível ver como podemos sempre conhecer um pouco mais dela em cada amizade que surge. Como David Shore sempre faz, conseguimos perceber claramente quais personagens são seus favoritos, e só posso dizer que meu sonho é que todos fossem tratados como Claire. Misturando perfeitamente um tempo de tela em que podemos compreender suas aspirações profissionais e suas questões pessoais, ela é o exemplo do que a série deveria fazer com todos os personagens.
Mais uma vez tivemos um episódio com casos maravilhosos, com momentos engraçados e mais um desafio na relação Shaun e Lea, porém já está se tornando mais do mesmo. Já deu a hora de outros personagens se tornarem o foco e pararmos de acompanhar a vida de 2 ou 3 personagens, tendo os outros como mero pano de fundo ou escada para os principais brilharem.






















