
A temporada de sambadas na cara voltou.
Spoilers Abaixo:
Depois do estrondoso sucesso da 1ª Temporada de The Glee Project, um dos realities shows de competição mais undergrounds já lançados na história da TV mundial, não restava alternativa para a trupe de nosso queridíssimo titio Ryan Murphy, que não fosse começar o planejamento de um segundo ano de crocâncias, surpresas e múltiplos vencedores.
A espera foi longa, mas cá estamos nós, prontinhos para debater os novos concorrentes e, acima de tudo, esses maravilhosos mentores, que afirmam categoricamente que dessa vez SOMENTE UM VAI VENCER.
Vocês acreditaram nisso? Porque ficarei muito triste sem aquela vasta distribuição de arcos múltiplos para os competidores. Lembrem que sem a festa do caqui promovida na primeira final, jamais teríamos visto em tela a quenga maravilhosa Lindsão com sua Harmony, ou fator Unique de Alex. Por incrível que pareça, os “perdedores” de TGP se saíram melhor do que os meninos Damião e Samuel que, em vários episódios, nunca causaram o impacto dos dois colegas.
Como tudo isso é coisa do passado e estamos aqui para falar dessa nova geração, vale lembrar que a grande novidade desse ano é que Nikki, a treinadora vocal mais venenosa de que se tem notícia, virou JURADA FIXA. Titio Ryan também está muito mais presente e soltando o verbo, enquanto Robert continua um fofo e Zach vem ainda mais trabalhado no deboche.
Não sei se todos assistiram ao ‘Casting Special’, mas aquilo foi uma bela amostra do que essa temporada nos reserva. As técnicas apuradas de Zach, ensinando corêo pros cegos ainda ecoam na minha mente. Não dá pra não rir ao lembrar dele gesticulando e dizendo: “dois pra lá, dois pra cá”. Os pobres cegos não sabiam se começavam pela direita ou esquerda, depois de uma explicação tão clara como essa.
Nesse especial, também dá pra notar que polêmica continua sendo sinônimo para The Glee Project e que o time de machos escolhidos para o elenco está mil vezes melhor esse ano. Dentre as meninas, a presença de uma Xana, um cosplay do Justin Bieber e uma garota que perdeu a virgindade para o tampax fazem a festa de quem prefere a mulherada.
Aliás, a grande sambada dessa Season Premiere vem justamente da Xana. Quando saiu a lista dos escolhidos e seus perfis, condenei Xana à primeira eliminação logo de cara. Robert não curte Xana. Zach finge que curte, mas a gente sabe que a verdade é outra. Nikki está grávida de um homem (GRANDE CHOQUE) e não gosta de Xana e Titio Ryan Murphy, nem preciso dizer, ODEIA XANA. Logo, a menina tinha tudo pra ser rapidamente colocada na berlinda, mas nós não contávamos com o PODER DE XANA e a descoberta assustadora de que Lea Michelle ADORA XANA. Os shipper de Faberry pulam e gritam em alegria com essa informação tão reveladora, com certeza.
Confesso que não entendi porque Xana ganhou o primeiro desafio, em que todos cantaram e dançaram “Born This Way”, de Lady Gaga. Não a vi fazer nada que outros não fizeram e só consegui me assustar com aquela boca cheia de dentes que passaram por clareamento anteontem e quase nos cegam, mas tudo bem. Lea Michelle, escolhida para ser a primeira mentora especial da temporada deve ter lá seus motivos para gostar tanto de Xana.
Mais tarde, no clipe de “Here I Go Again” do White Snake’s”, no entanto, eu realmente notei as habilidades de Xana em relação aos demais, dominando a situação e mostrando que veio para vencer. No entanto até o fim a jornada ainda é longa e ela terá de escapar dos olhares vorazes de Lily Mae, que tem todo potencial para ser a megera odiada dessa temporada, com seu ego gigantesco e sua meta de destruir todos em seu caminho. Minha torcida será dela, se Lily mãe trouxer barraco, babado e confusão à moda de Lindsão.
Enquanto o momento não chega, divido minha torcida entre os meninos. Blake, por motivos óbvios, é um deles. Parece que vai rolar até SHIRTLESS desse moço. #Fiquemdeolho. Fora isso, também gostei da atitude, da confiança e da voz. Fui muito com a cara de Michael, que com aquele estilo de quem pega todas, insiste em se declarar viciado em matemática e geek de raiz. Abraham, que tem toda a pinta de quem adora criar uma confusão também me agrada bastante.
Charlie, que é o novo Finn Hudson, eu não gosto muito, mas não nego que ele tenha grandes chances de ir até o fim da competição, por ter deixado titio Ryan #todababada durante o período de casting. Além do mais, ele é todo espertinho e já tenta emplacar um romance com Aylin (vejam os vídeos do canal de The Glee Project para saber mais) que se autoproclama como “oferecida” e dentre as meninas, é a que, de fato, tem minha maior simpatia.
Taryn é tão sem graça que espero que ela vaze logo. Nellie me dá a impressão de que nem toda a experiência do mundo vai levá-la muito além. Dani, que será chamada aqui de Justin Bieber ou Maria Gadú (vocês decidem e deixam nos comentários) é aquele tipinho besta que vai longe só porque as pessoas insistem que ela é mega diferente, quando na verdade, não é.
O mesmo vale para Mario. Eu adoro o fato de Glee ser uma série aberta a todo tipo de gente, mas senti nele uma vibe de quem está crente de que a cegueira vai lhe garantir por muito tempo na competição. Não gosto nada disso, assim como não gosto nada de terem escalado uma pessoa como Tyler (o transexual) só pelo fato dele ser transexual e, por isso fonte inesgotável de inspiração para Tio Ryan. Ele canta muito, muito, muito mal e uma voz tão irritante (ou quase) só encontramos em Ali, que berra como taquara rachada, deixando tudo anasalado.
A voz de Tyler, que está mudando por conta dos hormônios, pode até ter sido boa quando ele ainda era menina, mas agora, desculpem, parece que ele é um dos esquilos de “Alvin e os esquilos”. Se bem que não quero sacanear com a afinação dos esquilos, que é bem melhor. Ele não conseguiu dançar, cantar ou representar e deveria ter sido eliminado.
Não estou, porém, dizendo que não aprovei o destino de Maxfield. Por mim, tinham eliminado logo os dois, o que teria sido lindo e cremoso. Eliminação dupla na Premiere sempre dá mais emoção. No grupo dos três piores, só dava para salvar Aylin mesmo, que foi colocada ali por puro RECALQUE de Nikki. Ela deu um show na apresentação final e deixou Zach a ponto de chorar e molhar as calcinhas.
Maxfield, apesar da pinta de cantor country bonitão, não faz muito o perfil de Glee. A série pede mais versatilidade vocal e de estilo, coisa que ele nunca poderia apresentar, julgando pelas performances nesse episódio e durante o casting. Além do mais, ele começou a correr atrás da carreira há pouco mais de seis meses, o que significa que a maioria ali está anos luz à frente dele em experiência e vontade de vencer.

Como dá para notar, as perspectivas para essa 2ª temporada são excelentes. Gostei bastante da estreia e dos participantes, de modo geral, e já estou ansiosa pela próxima semana, quando a dança vai ganhar destaque e Zach poderá zombar à vontade da falta de coordenação de todo mundo.
P.S* Digam aí pra quem vocês torcem. Quero saber TUDO!


















