O que você faria quando se seu desejo mais profundo fosse atendido? Se você conseguisse conquistar aquilo tudo que você queria? Valeria a pena sofrer as consequências de suas escolhas?

Tendo posto isso, podemos ver que a reta final de The Exorcist mostra como todos os personagens fizeram suas escolhas e como isso impactou, ou que ainda pode impactar em suas vidas.

“- Isso parece tão normal

– Você fala como se fosse algo ruim”

 Em “Help Me” acompanhamos Andy abraçando de vez o demônio que o cercava. Mas interessante ver todo o jogo que o demônio fez, e uma grande sacada do roteiro de praticamente dedicar o episódio a essa trama de sedução, onde o demônio tentou a todo custo conquistar Andy pelo que ele mais queria, o que não era muito difícil de saber o que seria, mas mesmo assim não deixar de ser gratificante.

Conhecer um pouco da história de Andy e Nikki, antes das crianças chegarem, e até mesmo durante o processo de sentir a necessidade de adotar as crianças, deu mais camadas a todos os personagens, e começamos a entender um pouco mais da relação entre eles. E temos que dar os parabéns para Brianna Hildebrand não somente por esse episódio, mas por conseguir transmitir toda dor e sofrimento que Verity passou, e passa atualmente. A cena onde jogaram as cinzas de Nikki no jardim foi de partir o coração.

Já em “A Heaven of Hell”, voltamos a ter a tensão tomando conta do episódio. Como já temos Andy possuído, agora é só ver tudo que poderia acontecer com a família. E foi um episódio que não teve grandes surpresas, mas que conseguiu prender pela sensação de que a qualquer momento alguma tragédia poderia acontecer, principalmente no diálogo entre “Andy” e Verity.

Entretanto, no episódio anterior não tivemos participação do Plot da igreja, já neste não só tivemos a participação como tivemos flashback da relação entre Marcus e Mouse, que eu, particularmente, fiquei meio “tá, e daí?”. Mouse foi possuída por querer se sentir tão importante quanto Marcus, mas no final das contas não agregou ao personagem, já que ela não apresentou algo relevante.

Até mesmo a relação de Mouse e Marcus ficou algo meio sem graça, o que valeu a pena foi ver Marcus ainda em início de carreira, ainda sendo um exorcista inseguro e bem imaturo e que também deixava seus sentimentos guiarem os seus julgamentos, igual a Tomas.

Então tivemos “Ritual & Repetition” que basicamente foi um “Three Rooms 2.0”, pois a estrutura do episódio foi basicamente a mesma. A família reunida com o possuído fazendo aquele terror psicológico, um dos membros se saindo bem prejudicado, o possuído tentando lutar contra o demônio. Enfim, bem similares. Mas como foi dito, a segunda temporada veio como uma lapidação e mesmo tendo essas similaridades, o episódio não perdeu o brilho em nenhum momento.

Mas tenho que admitir que abri um sorriso imenso quando Casey retornou. Hannah Kasulka dominou a primeira temporada, e mesmo com pouco tempo em cena, mostrou todo potencial que a atriz tem.

A história segue em sua reta final sem a correria da temporada inaugural, entretanto, a história está dando a entender que está sendo conduzida para a existência de uma terceira temporada. Se formos nos basear em números de audiência, que pode ser lido na nossa coluna Análise da Audiência, a série caminha para o seu cancelamento, o que pode ser um pouco frustrante se ela ficar com algumas questões em aberto.

A temporada logicamente apresentou erros, mas apresentou muitos acertos, como no caso da maturidade da história. É uma das séries de terror mais cativantes da atualidade, e que realmente possui elementos do gênero, mas que pode padecer por conta da audiência.

PS1: Os efeitos especiais destes episódios foram muito bons

PS2: Marcus e Peter, melhor casal

PS3: Casey, melhor repossuída

PS4: Finalmente as histórias convergiram

REVISÃO GERAL
Nota:
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the-exorcist-2x07-09-help-mea-heaven-of-hellritual-repetitionCaminhando para o seu final, The Exorcist caminha em passos seguros e preciso, conseguindo criar todo clima de terror, mas que infelizmente pode ser cancelada por conta da audiência.