Assistir a Unclean, evocou pensamentos que aprendemos em períodos históricos, como quando a loucura era tratada como possessão, e por vezes a doença que não era conhecida, atribuíam um aspecto “sobrenatural” para explicar sua causa.
Mas a loucura não precisa necessariamente ser uma desordem neurológica ou genética, mas situações extremas podem nos transformar em “loucos” em busca de soluções e/ou explicações, nem que a mesma seja “sobrenatural”.
“Toda Natureza, com fogo se renova”.
Unclean foi se desenvolvendo na questão das crenças e desesperos, no qual nos fez ver o quão o ser humano é capaz para alcançar seus objetivos. Por mais que a intenção tenha seja “boa”, a execução não é necessariamente das melhores.
Pensando um pouco além, quem somos nós para julgar uma pessoa que não tem mais opções para ajudar seu filho? Rose, mesmo aparentando ser implacável, é uma personagem com bom senso e que consegue fazer um julgamento coerente da situação, como no caso conseguiu ver o desespero de uma mãe para ajudar sua filha, e nada mais sensato do que utilizar a mesma como o elo entre os padres e o “orfanato”.
Seguindo por essa vertente da loucura, eu entendo que a ilha tem alguma coisa sobrenatural envolta dela, mas acredito que estão fazendo o Shelby ser um pouco acima do tom, que já está beirando um fanático religioso de fato. As atitudes dele, além de serem estereotipadas, ainda se tornam exageradas. No primeiro episódio tínhamos aquele que tinha tudo para ser o certinho entre os ‘irmãos” e agora temos alguém foge um pouco do que era no início.
Agora vamos para o problema central da série, a parte da corrupção do vaticano. A série iniciou isso na primeira temporada de forma meio lenta, até um pouco preguiçosa, e agora a história fica meio perdida de novo.
Na cena inicial a única coisa que fiquei pensando foi “é tão fácil matar gente possuída?”. Foi algo que me fez torcer o nariz para o que acontecia, porque não estava ornando a situação. O pessoal do mal que é tão perigoso que agora tem o poder na igreja, morre facilmente “envenenado”. É algo que não faz muito sentido, já que na primeira temporada tivemos Casey bebendo água benta e só causou mal-estar. Entendo que são coisas diferentes, mas existe uma hierarquia nos equipamentos sagrados? A hóstia por ser o corpo mata, então vinho teria o mesmo poder? Simplesmente não deu para engolir tudo aquilo.

Outra coisa que Unclean mostra é que os exorcistas estão sendo possuídos a força, mas fico aquela sensação de que está faltando alguma coisa, pois até agora essa se mostrou a história mais frágil dentre as demais. E isso é algo preocupante, já que ela vai acabar tendo mais abordagem nessa temporada.
Os pontos positivos deste episódio temos a dupla Marcus e Tomas e no orfanato temos Andy. A dupla de caçadores de demônios a cada episódio mostra uma relação cada vez mais próxima que quase beira a uma certa dependência. A dinâmica entre eles está ficando cada vez mais afinada e mostrando o poder que os dois tem juntos. Enquanto um segue seus sentimentos o outro é o racional. Essa dualidade nessa dinâmica mostra como um precisa do outro.
Já Andy se tornou um dos personagens mais carismáticos desta temporada, e muito disso se deve a interpretação de John Cho, que consegue passar veracidade com seu pai adotivo que carrega alguns traumas do passado. Uma escolha acertada que fez o personagem se tornar bastante interessante.
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A história central está andando em passos lentos, mas sem ficar no marasmo. Enquanto as histórias paralelas se dividem em uma bem interessante e outra que se mostra frágil e não tão interessante. Por mais que haja um acerto em manter as histórias unidas, deve-se prestar atenção no trato que cada uma recebe, para não acabar fazendo uma delas se tornar entediante.
PS1: E os defeitos especiais voltaram de novo.
PS2: Dessa vez não mostraram o corvo que quebrou a janela.






















