Um pouco de haxixe vai bem com quase tudo.
Salve, salve.
Oi, pessoas. Comecei errado porque estava escrevendo um discurso pro Bial – inclusive, foi por isso que atrasei aqui. Minhas mais sinceras desculpas. Fazer resenha, e encontrar tempo para ela, é mais difícil do que eu pensava. Peço perdão a todos os colaboradores do site que já xinguei mentalmente por atrasarem uns dias.
Pois tudo muito bom, tudo muito bem, todo mundo gordo depois do Natal, ressacado do Ano novo e malhando pro Carnaval, que vai ser, tipo, antes de eu aceitar 2016, … enfim, estamos aí, The Blacklist voltou, 4ª temporada tá confirmada e eu estou de volta para fundar uma igreja para louvar o MUSO SPADER dividir com vocês essa paixão inexplicável pela Lista Negra.
Sobre a frase do início, bem, achei polêmica, mas, na verdade, eu assisti o episódio comendo lasanha. Lasanha vai bem com quase tudo – ou pelo menos quase qualquer série. A exceção é I Zombie, que requer miojo. Agora, não sei mensurar se o episódio foi bom mesmo ou se o meu humor está ainda mergulhado em queijo e molho.
Aproveitando a simpatia, então, resolvi fazer observações meigas para tratar das melhores frases desse episódio. Ou nem necessariamente as melhores, mas aquelas que vão me servir para comentar o episódio, e seus melhores momentos. Ou, simplesmente, as que eu pensei: vai pra review!
Simbora.
“Eu estou feliz que você tem convicções. Só não quero morrer por elas.”. Masha Rostova, miga, sua louca, é você? Resumiu todos os meus sentimentos em relação às ilusões do cansativo agente Ressler.
“Três horas pra fazer uma mulher sumir? Nós destruímos governos em menos tempo.”. (Jack Bauer não curtiu). Esse poderia ser um momento “bitch, please…”, mas fica no poderia só, na voz do Diretor. Alguém acreditou? O cara não dá conta nem do Ressler. … mas foi bom, ele fez cara de mau, logo no início. Pena que já sou macaca velha.
“Admita, Reddington, eu te venci.”. Uma certeza: o roteirista pegou essa frase emprestada de outra história, de uma personagem de cinco anos de idade. Outra explicação não há nem na psicologia nem na astrologia.
“O que vier a acontecer, não te culpo.”. Masha-Lizzie metralhou aí. Migo, seu tonto, se eu morrer, você vai passar o resto da vida SE culpando. Por isso, liberarei a minha alma desse rancor, mas só porque conto com a sua consciência pesada.
“Você ficará sob a autoridade e proteção da Reven Wright.”. A morta do episódio passado. Lembra? Não? Seu nome nunca será tão repetido como agora.
“Sempre acreditei que sorte fosse uma função da intenção. Nesse caso, a minha.”. Além da lindeza que foi a volta da caixa de sapatos tecnológica que serviu para prender o Red no primeiro episódio e naquele outro em que ele se prende, na saudosa primeira temporada, vê-lo se gabar de como consegue controlar tudo que acontece lá dentro é sensacional.
“Ele tentou te dizer, Donald, você não ouviu.”. Por que será que essa frase se aplica a milhares de situações envolvendo nosso querido agente Ressler? E, para ser honesta, empática e meiga… quem nunca? História da minha vida.
“Cuidado, esse é o tipo de espírito que salvaria a América.” (Tomar responsabilidade pelos próprios atos). Em tempos de eleição, eu fico a divagar se uma frase dessas é: a) relacionada a algum causo específico lá; b) um lugar comum proferido para se fazer de politizado (os roteiristas); c) uma proposta de slogan da campanha do Red.
“Tommy Markin. Não, nunca ouvi nada.”. Viram? Eu sempre disse que ele era esperto. Mentira. Ainda estou em choque com esse momento de quase redenção do Ressler. Chegou perto de eu poder dizer “Hoje, Ressler não me cansou”, mas aí também seria necessário mais que uma lasanha. Podemos tentar acrescentando um vinho. Ou dois.
“Fotos nunca mostram a história toda.”. Esse é o slogan de campanha do Peter Florick. Desculpa aê, estou dando uma de Marvel e cruzando todas as séries. … mas, sério, gostei dessa frase, isoladamente. E, bem, é o Red manipulando, distorcendo, zoando e distribuindo gracejos e presentes de aniversário por aí. Agora, a cara de sério e a autoridade com que disse “Rafael, hoje, tô mandando, porra”. Não bem assim, mas bem assim. Vocês sabem, vocês viram. Red lindo. Spader muso.
“Eldorado nunca foi uma cidade.”. Red lindo. Spader muso. História, cultura e filosofia. Você vê por aqui e ainda pede mais. Só eu ou vocês também já imaginaram o plágio de Game of Thrones misturado com Eldorado? Só eu? A única? A escritora premiada? A mais vendida da Veja? A mais amada da Folha? A bonitona das tapiocas? Tá. Vou mandar pra HBO. Game of RED Eldorados. Coming soon.
“Se não era pelo sexo, por que você fez sexo?”. Quem pensou que eu ia reclamar da discussão conjugal aleatória, errou feio. AMEI. Quero mais, casal Cooper. Quero saber por que teve sexo se não era pelo sexo também!!
“Estou mais perto. Me envia o endereço.”. Essa eu coloquei aqui para pedir explicações. Vocês, xovens, entenderam? Captaram? Concordam? Eu, sem o endereço, não saio nem de casa. Ele colocou no Waze o que? Cabana secreta para esconder terroristas? Se foi, pra que pedir o endereço?
“Você já descobriu? A conexão com você?”. Esse é o momento em que zombaram legal da nossa cara. Sim, nenhuma dúvida de que foi pra gente. E aí, gente boa, além da teoria da filha, vocês tem outra? Tô tentando elaborar uma em que ela na verdade é a mãe dele, mais jovem, mas isso requer um pouco de cuidado.
“Bifes?” Sim, vegetarianos, desculpa, mas Red come carne. Não haverá polêmica verde. O choro é livre.
“Traficante? Não mesmo!”. Mas, ao contrário de uns e outros, o presidenciável Raymond Reddington se coloca claramente a favor da maconha medicinal. E do consumo livre, ainda mais do haxixe, que vai bem com quase tudo. Já pode votar?
“Vamos montar uma cena de crime?”. Claro e, depois, podemos fazer de novo? … gente, sem brincadeira, cena de crime não, mas lista falsa de voo eu já fiz. Forjar evidências muda sua vida. Vale a experiência.
“Igual meu tio … num sábado à noite.”. Não peguei o nome do tio, mas não podia deixar de registrar minha curiosidade: cadê a família Red, que não dá as caras e as fuças pra nos deliciar com toda essa irreverência?
“Você está bem? Já estive melhor.”. Você está bem, aí trancada, presa, correndo risco de vida e sem comida? Olha, já estive melhor, mas se puder descolar uma tv… Queria netflix. Tava fugindo e ainda não tive tempo de atualizar minhas séries.
“Mal consigo respirar…”. Eu honestamente pensei que ela estivesse sendo irônica. “Eu não posso respirar.”. Eu honestamente pensei que fosse tudo parte de um plano. Já deu para perceber que eu SEMPRE espero que seja tudo um plano do Red, né?
“Desculpe, não tenho o código da porta”. Esse foi o único momento do episódio que eu achei o Diretor foda, escroto, assustador, necessário. Único. Durou dois segundos.
“É bom ela valer a pena, a garota que anulou o casamento de vocês”. Ei, cara, você não sabe da minha vida, da minha história, do meu papel de trouxa, da vez que ela me sequestrou e eu finalmente me apaixonei. Se você soubesse…
“Não atire, é o Donald Ressler”. Eu teria atirado. Só digo isso.
“O Cabal não está vindo, eles já estão aqui”. Daí a câmera vai no Mr. Solomon. Eu fui a única a pensar F-U-D-E-U? Foi, a única, a besta, a rainha da NBC… tá, parei.
“Você é a liga da justiça de um homem só, não é? Você sabe que vai nos matar antes disso tudo terminar?”. A liga da justiça já pode processar os produtores de The Blacklist por essa difamação. Só foi uma pena que ninguém passou dessa pra melhor. Não que eu esteja desejando o mal ao próximo, mas aquela cena merecia um estrago. E o estrago para o dono da cabana não vale, ele ajudou a chifrar o Cooper e mereceu o prejuízo.
“Você pode me dar uma arma, pra eu poder me defender? Se estiver virada para as nossas costas, sem chance.” Essa frase vai começar todo debate presidencial sobre o uso de armas de fogo. Quando eu for a dona do mundo.
“Eu irei para a imprensa! Eu vou contar ao mundo o que você está fazendo aqui”. Aram, imprensa, Aram? Que decepção! INTERNET. Adeus ano velho, feliz ano novo.
“Você está olhando para um fantasma”. Não há fantasma se não há morte. Não há herança se não há morte. Não há problema resolvido se o problema é loiro e é a prima ballerina do Red. Melhorem, vilões.
“Tenho uma pergunta para vocês, agentes federais: o que é preciso para…”. Fazer papel de trouxa? Basta perder uma evidência super ultra mega importante chamada Eldorado ou precisa também usar pochete?
“Confiei na pessoa errada”. Quem nunca? Rolou até uma simpatia.
“Meu pai era um policial…”. Que acabou aí.
“Principles are a bitch, man”. Não há sonoridade se traduzir. Não dá. Já disse, tem muita filosofia em The Blacklist. Teoria da ética, por Tom Keen.
“O código de acesso é Navabi”. A dor de cotovelo que não vai acabar antes do Natal de 2021. Eu já tinha esquecido. Pra que lembrar? Pra que mentir, fingir que perdoou, tentar ficar amigos, sem rancoooor.
“Você já fez o suficiente… Não te culpo”. Masha-Lizzie, miga, que bicho te mordeu? Nunca vi tanta praga. Não te culpo por me prender. Não te culpo por me entregar. Não te culpo por abrir a caixa. Só sei que vocês se culparão. HAHAHHA. Nã. Rancor demais nessa mulher.
“Excuse me”. Outra que não dá para traduzir. E você tem que ler com o sotaque, com entonação de cheguei pra arrasar, cantando Bitch, better have my money.
“Acredito que pontualidade seja uma virtude”. Não vamos ser amigas, a não ser que você seja a minha médica.
“Por que a Venezuela concordaria? Pra alfinetar os EUA”. Claro. O centro do mundo. Os únicos. A coca cola da coca cola. O tio Sam. A mãe do Chávez. PAREI. JURO. É que eu queria evitar a fadiga de observar seriamente todas as possíveis implicações dessa frase. Deus abençoe a América.
“Assim que ele atirar em mim, você atira nele”. Tom Keen, marido do ano. Não, Cooper, você foi eliminado da competição no segundo que a Charlene falou clube do livro. Sorry, not sorry.
“Eu não me importo com seus amigos. E odeio esse país”. Sim, o demônio é antipatriota e antiamericano. Eles sempre souberam, tanto que… é crime ser antiamericano. O Ressler devia ter mencionado esse também.
“O Tribunal que eu quiser, com o juiz que eu quiser.” Quem fala assim não é gago. “Deus abençoe a América”. HÁ. HÁ. HÁ. HÁ. Sacanagem.
“Eu sei o que você fez. Isso não acabou. Eu quero que você tenha ido embora quando eu voltar.”. Olha quem ficou mandão, do nada. Sim, agente Ressler!
“Preciso vir aqui com mais frequência.”. Pode chegar, Deirdre Lovejoy. Com esse nome na vida real, já me conquistou.
“Por que você me pediu pra te encontrar numa tumba vazia?”. Eu sairia correndo. Deixaria a bicicleta. Jamais me aproximaria de uma tumba vazia. Jurei que o Red ia empurrar o Aram lá. Foram maus bocados, mas tudo é bem quando acaba bem.
“Eu estou para sempre em débito com você.”. Ôoooo. O Aram é legal. Só cortar o cotovelo fora, que dá certo.
“É hora de derrubar o Cabal”. Sim, senhor, senhor. Queremos, a propósito, logo, pra aparecer algo mais legal, sem Cabal e sem Fulcrum. Já deu.
Obs. 1. Liz, miga, teu cabelo… Não desbota. Que tinta é essa?
Obs. 2. Que sorrisinhos foram aqueles entre o Red e a Navabi? A atriz estava rindo espontaneamente ou foram sorrisinhos entre o Red e a Navabi?
Obs. 3. Afinal, qual a função do techno boy magia do mal? Porque o Aram parece gostar da fruta da mesma árvore da Navabi, então…
Obs. 4. Aliás, eu senti o desespero do Aram. Mesmo achando que fosse um plano. Mesmo sabendo que ela não ia morrer sem ar. Amir Arison está de parabéns e merece todo o destaque que quiserem dar à sua personagem. Não só por ser o único secundário com uma base sólida de fãs.
Obs. 5. Karakurt já está desenvolvendo uma síndrome de Estocolmo pelo Tom. Ele e Liz vão se dar benzão.
É isso. Até… eu adoraria que fosse até sexta, mas vamos ser realistas. Não sei se consigo entregar a próxima resenha antes do fim de semana. Fica ruim pra vocês?
















