Ninguém está seguro.
A não ser a personagem do Spader, indicado ao Globo de Ouro (Red, tô contigo e não abro. Aqui é fiel, mano). Ou a personagem da Megan, que é, tipo, a segunda pessoa na série toda. Ou… bem, vamos estabelecer que The Blacklist não é Game of Thrones e estamos conversados.
Eu não vejo propagandas das séries que assisto, mas sou capaz de jurar que a divulgação do episódio passado foi toda na base “vocês sabem, seus lindos, que ela não morreu, mas a gente garantiu muita diversão, emoção e agitação tentando fazer de conta que ela morreu”.
Daí, tem Liz morta no começo do episódio. Tem justiceiro profissional atrás dela. Tem atirador de elite. Tem fuga no carro no meio dos tiros daquele jeitão mentiroso que a gente ama e não vive sem. Tem caçada ao justiceiro com mais tiro. Tem também aquele tiro na porta que ó… Tenso. Tem perseguição no terraço. Tem a profecia tenebrosa de “mais virão”. Tem recompensa. Morta sim, viva não. Tem a irresponsabilidade de ser uma fugitiva, bastante procurada, alvo da maior caçada que o FBI já viu e talz, além de ter a cabeça a prêmio, mas vai zoar na internet no meio da rua. Raça, coragem, determinação, falta de bom senso, você vê por aqui. Tem o que mais? Ah, tem cair na armadilha do Mr. Solomon. Tem o Mr. Solomon (e, poxa, aquilo foi uma ameaça de estupro, de morte na faca ou tudo junto? Tenso viu). Tem mais e mais e mais tiro. E um pouco mais de tiro. Ufa. Olha o tamanho do parágrafo.
No mais, tem também muito amor, porque nem só de tiro vive o homem. E a mulher. Tem reencontro tocante entre Red e Liz. Tem preocupação constante externada na face do Spader, que nem precisa falar para nos dizer algo e por isso devia ganhar o Globo de Ouro e também o Oscar e a presidência dos Estados Unidos. Tem o fato de que ele mata e mata e mata de novo para protegê-la. Ela gostando ou não. Tem até o Mr. Solomon fazendo a pergunta que não quer calar: “afinal, qual a de vocês?”.
Na verdade, esse episódio tem declaração de amor de muita gente. Todos amam Liz. Todos são Liz. Todo o universo (da série) gira em torno dela, porque o universo (da série) gira em torno do Red, e Red gira em torno de sua Lizzie.
Façamos a lista. Red quer proteger Keen, e eu acredito que ele não mentiu para o Ressler quando declarou que estava falhando nisso, afinal, ela está na situação que está, acusada, fugitiva, procurada etc., mas, naquele momento, eu achava que o justiceiro tinha sido contratado pelo Red pra “matar” a Liz e fazer ela assumir a Masha. Doce e tola ilusão. Parece que nem tudo é um plano do Red.
Ressler, pobre Ressler, mesmo levando patada episódio após episódio, quer proteger Keen, como já provou antes, e a cara de malvado dizendo que ia atrás do justiceiro para prendê-la, não enganou nem eu nem você nem a neta do Dembe. Só achei desnecessário aquele depoimento tão com ar de importante apenas para justificar a inclusão do “Diretor” nas cenas do FBI novamente.
Aram quer proteger Keen, e o quer tanto que não para de se declarar #teamliz desde o começo da temporada. Todas as cenas desse modo são trabalhadas na fofura, e ele tem ganhado destaque a cada episódio. E, eu aposto, também fãs. Quietinho, se tornou uma das melhores personagens.
Até Navabi quer proteger Keen, ainda que com a cara mais don’t care do universo. Hipster é pouco. Ela tem sido até agora bastante neutra em relação a isso, não demonstrando muito amor ou muita fé em Keen, até sendo a voz do dever de Ressler vez ou outra, mas nesse episódio ficou muito claro que ela é do #teamliz.
E, claro, Tom e Cooper, unidos para… proteger Keen, limpar o nome dela, encontrar o verdadeiro terrorista ou os russos de verdade ou o que quer que seja o plano do Tom. Não sei, admito, mas se funcionou na primeira temporada, funcionará agora também. Faça o que tiver que fazer, Tom. Sério. Ponho fé. Dinheiro não, que está dureza, mas a minha fé…
É de se admirar, com todos esses anjos da guarda, que a ameaça desse episódio tenha sido, no fim, ninguém menos que… a garota loirinha aleatória. É, não está fácil pra ninguém, e, se apareceu no episódio, tem que trabalhar, fia. É… eu não tenho muitas palavras para descrever. Arioch Cain, nº 50. NÚMERO CINQUENTA DA LISTA MALDITA.
Juro que não quero ser implicante. Juro. Só está muito difícil essa lista negra nessa temporada. Muito mesmo. Ok, a mãe dela, os perigos da internet, os justiceiros dessa vida, a nuvem cobrindo as estrelas no céu. Ok. Não vou nem insistir ou fundamentar demais porque não merece.
No fim, bom saber que Dembe vai ficar bem. Aguardando ver Dembe bem de fato. Acreditando na promessa. Aguardando o desenrolar da história com o Mr. Solomon, porque ele, sim, me dá arrepios. Favor colocá-lo acima do nº 50 nessa lista. Abraços e perdão pela demora. Queria dizer que não vai acontecer de novo, mas vai.
Obs.: (O obs. de hoje se chama “Passou pela minha cabeça extremamente cansada enquanto assistia”): A Mr. Kaplan! Há! Até parece que ela morre. Não tem Stark no nome. “Uma das maiores caçadas da história do FBI”. Eu descreveria de outra forma. Tom sendo lindo. Ashton Sutton pode estar interessado mais nos seus belos olhos do que em como os outros vivem. Foco na calma do Red. Eles ainda estão no teatro? Ela está jurada de morte e ele vai deixar ela só? Armação do Red, certeza. A oração de São Francisco. Ressler é religioso? Ah, lembrar o pessoal que temporada passada ele estava com vício nos remédios. Foi na temporada passada? “O que eu sei só leva dois minutos”: na vida de uns, objetividade e pragmatismo. Na minha, ignorância mesmo. Fazer chamada falsa pra polícia deixa de ser crime quando a pessoa é da polícia? Brasília sendo citada. Como abrigo de bandido. Hahaha! “Obrigado por nos deixar proteger a Ag. Keen”! Aram só não disse “mesmo que a gente não esteja te obedecendo muito, então, tanto faz”.
A pessoa está no meio do tiroteio e Red quer conversar no telefone? Claro, pra já. Claro. Claro. Claro. Carros nos EUA são feitos de isopor? Como ela arrancou o retrovisor? Ok, é o menor dos problemas. Aram ainda se faz de difícil pro Red? Não há presunção de inocência nos EUA pra acusação de terrorismo, Ag. Ressler e Navabi. Direito penal do inimigo. Tem nem advogado no começo do processo. É tortura, confissão e Guantánamo. Fugir é a atitude mais sensata. “Os federais não sabem, mas eu sei”. DIVO. Red está concorrendo a Presidência? Episódio passado criticou a sociedade tradicional da homofobia. Nesse, deu uma lição de morte nos caçadores de elefante. Será que esgotaram a cota de tiro da temporada toda já? Trilha sonora sempre boa. O cabelo da Megan não podia ficar mais estranho. Segure a minha mão, você que quer matar o meu amor. Tá certo. Eu disse, mo-rreu. Foda.
Spader tem muita expressão facial. Muita. Foda. Roteiro escrito ao som de Wanted dead or alive. I’m wanted (wanted) dead or alive and I ride, dead or alive. I still drive, dead or alive. Recompensa. Armação do Red. Financiamento popular para justiceiros? Céus. Medo até da ideia. O Red vai cair como um patinho mesmo? Olha a cara de traíra do cara. Tom Keen, colecionável. Quero. Eu sabia que tinha segundas intenções. ZZZZzzzzzz. Aram fazendo ameaças. Ô. “O que existe entre vocês dois?” Mr. Solomon, tem que assistir, ne assim não. PQP. PQP. PQP. PQP. Isso não vai acontecer. Não vai. Essa série é calminha. Teve tortura. Pode ter estupro. PQP. Sai daí, Tom. Ok, de onde o Dembe surgiu? O qu… Não. Ok, Dembe vai ficar bem. Vai. Liz me representou nesse ir com Dembe, claro. “Então, vamos ter que matá-la”. Sabia. Só que… não era tudo um plano dele? Ou era? Ressler sabe? Olha a cara dela de who cares? Tom tá aparecendo tanto. Meio devagar, mas tá tão lindinho. Arioch Cain é a menina??????????????????????? Eu vou ter que resenhar ISSO? Tô anotando até agora por isso? Massa. Red vai matar essa pentelha. Mata, mata, mata, mata. ZZZzzzzzzz. PQP. Arioch Cain poderia ser até o Ressler, tentando fazer a Keen voltar. A cara de chorona da menina! Lamentável. Não me importo mais. C’est fini.
















