“Vamos esperar o coração da minha mãe explodir com tanto sal que ela come, depois enfiamos ela na terra, viramos o colchão e mudamos para o quarto grande.” Pelo menos na teoria, o Howard é um gênio.

Spoilers abaixo:

O ponto alto de The Big Bang Theory é o elenco. Independente da situação que eles se encontram, os personagens interagem de uma forma tão natural, que pra mim parece que estamos assistindo a vida de amigos nossos e não um seriado. Talvez um pouco exagerado, mas a verdade é que este episódio de TBBT lidou exclusivamente sobre relacionamentos. Simples e certeiro, e sensacional!

Howard e Bernardette formam um ótimo casal! Bom, impossível não gostar dela (aquela voz fina faz parte do seu charme), e do Howard… bem, ele tem personalidade: não é qualquer um que sairia na rua com calças amarelas e um cinto do Super-Homem. O namoro dos dois está evoluindo para algo maior, e é quando Bernardette sugere que deveriam morar juntos. Por mais estranho que o Howard pareça, e com todas as suas taras, o problema dele não está ‘nele’ mas em sua mãe, e já é passada a hora dele abandonar a casa dela. A paciência de Bernardette é grande, mas quem disse que ela aguentou morar com Howie? A tentativa foi válida e ele se mostrou corajoso em sair da casa da mãe, mas no final, o bom filho à casa torna!

O outro casal do episódio, Leonard e Pryia (irmã de Raj), vai ter que superar vários obstáculos: todos eles criados por Raj, o irmão ciumento e protetor, que na verdade está apenas cumprindo o Código de Manu, da cultura hindu. Com a palavra, Sheldon: “Se o pai de uma mulher não estiver presente, o dever de controlar seus desejos recai sobre o membro masculino da família mais próximo, no caso Raj.”

O irmão bem que tentou, mas Pryia se mostrou bem madura e consciente sobre os seus desejos. Mesmo assim, Raj protagonizou cenas hilárias seja tentando evitar que a irmã conversasse em particular com Leonard (no quarto e com a porta fechada), como destruindo todo o charme do ‘Eu adoraria’ dito com sotaque indiano pela irmã.

Sheldon perfeito como sempre, mesmo não sendo o centro da estória acaba roubando a cena. De um jeito simples ele fala as coisas certas na hora certa:

Leonard recebe Howard, que chega após discutir com a mãe:

Sheldon: “O protocolo social dita que quando um amigo está incomodado, devemos oferecer uma bebida quente, tipo chá.”

Howard: “Um chá seria bom.”

Sheldon: “Você ouviu Leonard. E já que está aí me faça um achocolatado. Estou incomodado por termos uma visita inesperada.”

Mérito para Jim Parsons e os roteiristas, que sabem aproveitá-lo muito bem.

E por último, mas pela primeira vez não menos importante, Amy Farrah Fowler! As férias forçadas que ela tirou (aparecendo apenas via webcam) foram um ótimo respiro para acabar, ou ao menos diminuir, a implicância que muitos tinham com a personagem (inclusive eu mesmo). Seu figurino livremente inspirado em Ruth Fisher não ajuda muito, mas sua perseverança em tentar ganhar a amizade de Penny é tão louvável, que resolvi oficialmente dar uma chance à Amy.

Penny, por sua vez, passou o episódio negando estar abalada com o novo relacionamento de Leonard, mas no final ela desaba nos braços de sua nova ‘amiga’. Será que ela ainda gosta do Leonard ou apenas está triste porque não está namorando ninguém?

Algumas observações:

*Com o aumento da participação feminina em TBBT nesta temporada, são raríssimos os momentos em que Raj aparece sem alguma bebida alcoólica em mãos.***

*Foi um dos primeiros (se não o primeiro) episódios sem referência alguma ao mundo nerd, seja filmes, quadrinhos, seriados, personagem de sci-fi. Foi apenas sobre relacionamento MESMO!***

*O que é aquele pano preto ridículo que Howard usa por baixo da camisa para falsear uma gola rolê?***

*Alguém sabe o exato momento que Sheldon trocou seu notebook PC por um Macbook?

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