Esse episódio foi tão engraçado quanto dissecar um sapo.

Spoilers Abaixo:

Se você, leitor, não sofre de nenhum distúrbio patológico, obviamente notou  o sarcasmo embutido na frase acima. De fato, por mais que tenha tido seus momentos engraçadinhos, esse foi um episódio bastante mediano. “Mediano” porque serviu mais para nos mostrar o quão peculiar é a relação de Sheldon e Amy (ou “Shamy”, se prefirir), do que para produzir risos.

Creio que o objetivo devia ter sido transformar o estranho em engraçado, contudo não foi o que aconteceu, já que só a primeira parte desse processo foi atingida em seu âmago, como apontei acima.

No entanto, o episódio teve seus momentos alentadores, como também já havia dito, que incluem o retorno na mãe do Sheldon, que sempre me alegra, e dos gracejos e chacotas culturais da dupla Raj e Howard.

Vamos então a história do episódio:

Sheldon e Amy continuam seguindo com seu relacionamento “não-romântico” as mil maravilhas, até que eles acabam discutindo intelectualmente (como se eles pudessem discutir em outro plano…) sobre qual área de atuação dos dois é mais importante para a humanidade. A discussão acaba produzindo o rompimento formal do relacionamento de ambos, fazendo eu até imaginar que aquilo teria sido definitivo o que se mostrou equivocado mais adiante.

O lado inesperado foi a reação de Sheldon ao rompimento. É particularmente curioso (como a própria Amy fez questão de notar) que o “super-gênio” tenha sido afetado por algo que, como ele fazia questão de repetir enfaticamente, não era um namoro. Claro que nós, o público, sabíamos que isso não passava de irredutibilidade da parte dele para admitir que estava começando a sentir algo não-racional por uma pessoa. Pior: por uma garota.

Uma das sacadas legais foi Sheldon começar a comprar vários gatos a fim de suprir sua nova necessidade emocional, está qual ficou seriamente debilitada, mesmo que ele não admitisse. Sheldon cercado por gatos é uma cena que não sairá da minha memória durante algum tempo.

Aqui que entra a Srª. Sheldon que mostrou suas incríveis habilidades manipulativas sobre seu filho, fazendo-o reatar seu relacionamento com “a garota e amiga” Amy.

É prazeroso acreditar que existe uma pessoa ideal para cada um de nos em algum lugar deste mundo, e como Sheldon sempre foi o ser estranho no ambiente social, a figura de Amy lhe tirou o peso dessa solidão. Perdê-la apenas o mostrou (e também nos mostrou) que o nerd é tão humano quanto nós. Mesmo que algumas vezes seja difícil de acreditar nisso.

P.S: Existe apenas uma questão que acho importante ressaltar em particular, que é esse processo de humanização do Sheldon. Não sei se é o caminho mais adequado, nem se a série conseguirá se manter engraçada minimizando as características que tornam o “personagem-mor” (alguém duvida ainda disso?) tão divertido. Espero sinceramente que isso não ocorra.

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