Guerra e paz.
Phillip e Elizabeth declaram-se explicitamente em lados opostos, ao mesmo tempo que o cerco do FBI aos Americanos se fecha cada vez mais.
Rififi promoveu uma série de acontecimentos relevantes para a trama e para os personagens de The Americans.
O maior destaque foi a cisão entre o casal de Americanos que, a certa altura, pareceu definitiva. Phillip colocou as cartas na mesa e revelou que não só não iria mais se encontrar com Kimmy, como a alertou sobre a Grécia, minando uma das abordagens da principal missão de Elizabeth na temporada. A discussão sobre a eliminação do casal de russos com uma criança presente no apartamento foi tensa e dramaturgicamente empolgante.
Na jornada solo de Phillip, o reaparecimento de Henry para o feriado de Ação de Graças foi um bom contraponto para o personagem. Havia tempo que o filho não interagia com a família, e também serviu para reforçar as dificuldades financeiras que o negócio da agência de turismo vem passando.
Definitivamente Phill demonstra não ter muito estômago para lidar com demissões. Mas isso é algo, acredito eu, que o personagem pode se acostumar facilmente se quiser manter a cabeça acima da linha d´água no capitalismo. Esse é o jogo.
O cerco aos “ilegais” pelo FBI obteve um novo desdobramento, animando o agente Aderholt a convocar Stan de vez novamente para a unidade de contraterrorismo. Descobriram um infiltrado em Chicago, que justamente se transforma na missão paralela e urgente de Elizabeth da semana.
A probabilidade dos personagens se cruzarem aumenta a cada episódio, o que deve ser inevitável e uma recompensa (payoff no jargão dos roteiristas) merecida que o telespectador aguarda há seis longos anos.
Ainda no que se refere a Stan, mais uma vez é mencionado o fato da namorada ir trabalhar no FBI. Os roteiristas persistem nisso, praticamente todo episódio. Como em The Americans nem o previously é aleatório, essa subtrama deve se desdobrar em algo relevante no (curto) futuro da série.
Em sua jornada solo, Elizabeth tenta arranjar um novo contato no gabinete de um senador americano, provavelmente para tornar possível seu sucesso na empreitada da cúpula que se aproxima. Fiquei tenso na cena do metrô, de soar forçada a “coincidência” do encontro para o rapaz, já que ele recusou o café após a saída do cinema. Porém, aparentemente, ele mordeu a isca e Liz deve triunfar na missão.
O plano de extrair o ilegal de Chicago apresenta dificuldade e condições desfavoráveis para a equipe reduzida de Elizabeth. Eis que contamos com uma virada interessante no final quando Phillip oferece ajuda. Se no início de Rififi eles praticamente declararam guerra um ao outro, aqui no final encontram uma paz temporária, em uma trégua que busca um bem maior.
Isso já me deixa bem ansioso pelo próximo episódio, já que o senso de urgência e perigo vem crescendo a cada semana. Além disso, o fato de estarmos em contagem regressiva para o derradeiro final deixa tudo mais interessante de assistir.
Nessa reta final, já passamos para a segunda metade da sexta temporada de The Americans com um gancho que infere perigo real e imediato para os Jennings. A cada capítulo, vemos uma evolução da trama e dos complexos personagens de forma significativa, substancial e satisfatória.
A sensação de tragédia também é crescente. Acreditar em final feliz seria ingenuidade nossa. Ainda assim, isso não tornará nem um pouco fácil nos despedirmos, em definitivo, desses maravilhosos, interessantes e profundos personagens.
















