Os desdobramentos iniciais continuam a se desenvolver, movimentando a semana em The Americans.
Depois de um início mais do que promissor, a sexta e final temporada da série continua a evoluir seus personagens e tramas. Elizabeth permanece sendo o destaque da vez, se desdobrando em vários disfarces para dar conta das atribuladas missões que são a ti confiadas agora com a aposentadoria precoce de Phillip.
A deterioração do relacionamento com Phillip prossegue, com o silêncio pontuando de forma contundente o fim da cumplicidade do casal de Americanos. Pela manhã ela o evita saindo de casa diretamente para fumar (sequer me lembro de Liz ser fumante nas temporadas anteriores, tamanho o nível de stress da personagem). Já tarde da noite/madrugada, ela chega em silêncio para evitar acordar o marido, reduzindo proposital e significativamente as chances de ter que interagir com Phillip.
O arco principal desse ciclo da temporada obteve desenvolvimento, com Liz ganhando a confiança do cara que investiga, ao se dispor a auxiliá-lo com a eutanásia da esposa doente terminal. O desafio futuro dela será manter a mulher viva o tempo suficiente para ter sucesso em sua missão, como já explicitado por Claudia. Mais um conflito moral e ético para Elizabeth ter de lidar.
Sua relação com Paige se fortifica cada vez mais. Entretanto Liz mentiu descaradamente para a filha quando questionada se é preciso seduzir e transar com pessoas para ter sucesso nas missões. Isso pode levar com que Paige perca confiança na mãe no futuro e atrapalhar sua promissora carreira de espiã dupla.
O clímax do capítulo foi, mais uma vez, chocante, surpreendente e visceral. Tudo se encaminhava no ritmo lento e dramático já característico da série, quando o telespectador é surpreendido pela virada da missão sidequest que Elizabeth recebeu essa semana. Não bastasse Liz ter que lutar por sua sobrevivência, Paige testemunhou a brutalidade e mortalidade que a carreira exige.
Como será que ela irá lidar com isso? Acredito que não mais da mesma forma como a adolescente chata lidava com seus questionamentos religiosos. Ainda assim, deverá ser um caminho espinhoso para Elizabeth doutrinar a filha para a verdade nua e crua do trabalho operacional de campo e seus riscos.
Embora em menor destaque, a curva dramática de Phillip continuou a ser explorada em Tchaikovsky. Ele lida com uma crise no negócio familiar da agência de turismo. Phill acompanha a queda nas vendas e perda de clientes com preocupação. Ele abraçou de vez o American Way Of Life de empreender no capitalismo e todas as agruras que acompanham um negócio que depende de vendas novas para sobreviver.
Stan e o FBI tiveram tempo de tela significativo e útil durante o episódio. Embora não faça mais parte do setor de contraterrorismo, o agente Beeman deu continuidade na abordagem de seu contato com o casal russo, prestes a se separar. Mais uma vez, terá que fazer uso de suas habilidades para manipular o casal para continuarem juntos por um “bem maior” (leia-se do FBI).
Com a ação mais concentrada em determinados núcleos e tramas, Tchaikovsky manteve o primor e a qualidade dramática de The Americans nessa semana. O elenco manteve-se impecável e fico ansioso para testemunhar os desdobramentos de Paige conhecendo a verdade por trás do trabalho de campo de um agente duplo, que deve fazer “o que for necessário” para se manter oculto e alcançar os objetivos das missões.
















