Sobre acordos, trocas, manipulações e destaque para Philip!
Nesta semana The Americans apresentou um episódio maior do que sua duração habitual e, consequentemente, um maior desenvolvimento da trama.
O início de The Deal começa exatamente onde Elizabeth e Philip foram deixados na conclusão do quarto episódio, A Little Night Music. Diante daquela moderada impossible situation, o casal de espiões, novamente, tirou de letra a resolução para mais essa enrascada. Apesar de terem contornado rapidamente a situação, a cena não deixou de ser tensa, pois eles sequer possuíam um veículo de fuga, já que o seu próprio fora levado.
Após quatro episódios principalmente focados em Elizabeth, foi a vez de Philip finalmente ficar sob os holofotes, como eu já havia pleiteado nas reviews anteriores. A interação entre ele e o ferido agente do Mossad foi bem interessante de se observar, principalmente pelo misto de camaradagem e rivalidade demonstrado entre colegas de profissão, ainda que em lados “opostos” e/ou com objetivos distintos.
Ainda na safe house foi introduzida a personagem que é a agente substituta de Claudia. Foi interessante notar o status de celebridade do casal de Americanos perante a Central, que inclusive anda meio sumida no que concerne interagir diretamente com seus agentes de campo. Porém a animosidade entre Elizabeth e Claudia é sempre algo bom de observar na tela.
A cena entre Elizabeth, disfarçada como irmã de Clark, e Martha foi outra ótima sequência do episódio. Ali Elizabeth pode mostrar toda sua destreza e perícia em manipular pessoas suscetíveis, inseguras e influenciáveis como Martha, a fim de que a mesma não declare Clark como marido para o FBI, podendo comprometer assim o disfarce de Philip para o bureau americano.
O tom cômico da cena se deveu à curiosidade de Elizabeth ouvir, ao mesmo tempo incomodada e curiosa, às proezas sexuais de Clark/Philip para com Martha. A ironia ficou por conta de Liz conseguir manipular e conter uma adulta como Martha, enquanto fracassa em controlar, argumentar e persuadir a filha adolescente.
Enquanto isso, na Rezidentura, as coisas começaram a se movimentar mais e mostrar alguma evolução da história. O agente recém-chegado, Oleg, parece que pretende em breve tomar o lugar de Arkady Ivanovich como chefe da embaixada. Suas articulações chagam a envolver até mesmo o agente do FBI Stan, em um interessante e promissor esquema de “duplo jogo duplo” com Nina. Confuso não?!
O acordo do título do episódio, que envolvia a troca do agente do Mossad pelo professor judeu, permitiu um desenvolvimento ainda maior de Philip, que o cumpriu com certa hesitação, dúvidas e questionamentos, ao devolver o cientista para a União Soviética, de onde ele desesperadamente fugira. Isso permite uma evolução do personagem, que está longe de ser bidimensional. Muito pelo contrário, tanto Phil como Liz são personagens profundamente complexos e interessantes e, não por acaso, protagonistas da série!
Elizabeth findou seu curto (e cativante) relacionamento com o rapaz que lhe forneceu os documentos militares que buscava. Só espero que os arquivos lhe ajudem a identificar o principal algoz dos Americanos nesta temporada.
Com um significativo desenvolvimento das diversas tramas paralelas da temporada, The Deal não poderia ter se encerrado melhor: com uma simples, singela e serena cena, mas nem por isso menos importante e significativa. E essa, eu tenho que lhes dizer, é uma das melhores qualidades de The Americans: saber como encerrar magistralmente seus episódios, ou de forma simples ou com um bom cliffhanger.
A julgar pelas muito bem editadas cenas do próximo episódio, tem muita coisa boa e interessante vindo por aí. Até a próxima semana!














