Sem dúvida uma das melhores season premiere do ano. 

No ano passado, a TNT fez o que poucos foram capazes de fazer ao longo dos anos: trazer a veracidade de um filme de ação produzido por Michael Bay para televisão – com a ajuda do próprio Bay. The Last Ship deixou muito a desejar em sua primeira temporada, mas posso dizer que isso não foi culpa dele. Presumo que Bay não está por trás do roteiro – presumo –, mas sim da adrenalina da série, como cenas de ação, explosão… Em termos de efeitos especiais, The Last Ship não pecou. O que tenha levado a série a terminar sua primeira temporada com alguma desconfiança por parte dos fãs foi o fato de a trama ser muito mais legal quando a tripulação está fora do Nathan James. É estranho, já que a série carrega um título específico. Mas ao ver os dois primeiros episódios da segunda temporada, refleti. Nathan James é apenas um plano de fundo, e se os escritores concordarem comigo, pode-se chegar a muitos lugares com aquele navio.

Felizmente, The Last Ship voltou a todo vapor, como havia terminado a primeira temporada, quando o USS Nathan James chegou à Baltimore. A invasão do navio por parte de Amy Granderson foi tensa, desde a tentativa de Rios em esconder a cura dos guardas até a morte de Quincy – um pouco emocionante, confesso. Mas o que deixou tudo mais empolgante foi mesmo quando toda a tripulação trabalhou junta para retomar o navio. Não me arrisco a dizer o nome de todos os personagens aqui, mas o que posso dizer é que os envolvidos pelo roteiro estão de parabéns. Finalmente The Last Ship soube aproveitar sua alta gama de personagens, fazendo com que a temporada estreasse em alto nível. Fiquei tão feliz quanto Mike, naquela cena em que ele diz: meus garotos.

Foi estranhamente perfeito ver como cada marujo soube aproveitar bem a situação em que estavam. Mike Slattery foi um verdadeiro gênio, sabendo aproveitar as câmeras do navio e as luzes, como forma de se comunicar. Também faço questão de destacar Bacon e os outros três marujos que aproveitaram o tamanho dele para fugir – ri muito nessa cena. Podemos dizer que o trio trabalhou muito bem, superando tudo o que fizeram na temporada passada e fechando com chave de ouro o resgate às escuras dos outros marujos – cena sensacional também.

Deixando o Nathan James um pouco de lado, The Last Ship mostrou – finalmente – o quão a gama de personagens foi importante para essa season premiere. Enquanto Slattery comandava seus garotos na retomada do Nathan James, Tom Chandler e Tex Nolan mostraram o porquê The Last Ship nos proporcionou um verdadeiro show nesses dois primeiros episódios.

Vou começar falando de Tex. Como eu gosto desse personagem desde sua primeira aparição na série – e ainda achei que ele fosse aprontar alguma. Sempre divertido, perde o amigo, mas não perde a piada. Sem contar a roubada de beijo que ele deu em Scott na season finale. A cena em que ele entra no elevador foi muito bem trabalhada, devido a situação e a cara que Scott fez ao vê-lo. Todo o lance do resgate de Kara também foi legal, principalmente quando todos começaram a se encontrar. Por mais que Tex não tenha participado dos episódios tanto quanto Mike e Tom, ele conseguiu bem fazer seu papel e nos proporcionar cenas legais.

Confesso que fiquei muito surpreso ao ver Thorwald e Granderson morrer. Passei a achar que ambos dariam do de cabeça para Chandler pelo menos nos quatro primeiros episódios. Idealizei que a premissa de que ‘o inimigo do meu inimigo pode ser meu amigo’ fosse durar por pouco tempo, quando Thorwald tirasse Granderson do comando da cidade. Diante desse meu ‘achismo’, não me arrisco a adivinhar o que acontecerá semana que vem.

Enquanto Chandler e Thorwald se entrosavam, Green mostrava seu potencial como personagem, enrolando os homens de Granderson na usina. Mal sabia ele pelo que Kara estava passando. Mas passado é passado, então vamos esquecer sua choradeira pela mãe de seu futuro filho e destacar toda a operação na usina – também achei que foi de tirar o fôlego.

Russ Jeter talvez tenha ficado com a família de Chandler para dar importância nas cenas envolvendo os mesmos. Convenhamos que ele era o cara certo para estar naquela situação, talvez por ele ser uma pessoa experiente, tanto quanto o pai de Chandler, o qual mostrou pulsos firmes em todo episódio.

O veredicto

Não me arriscarei em presumir os acontecimentos dessa temporada, mas me arrisco a dizer que o episódio duplo que a TNT nos mostrou é sem dúvida uma das melhores season premiere do ano. Se a série deixou a desejar no ano passado, esse ano estreou a todo vapor, e mostrou que tem potencial para desbancar qualquer série do gênero. Um muito obrigado, aos envolvidos.

Considerações finais

– Alguém aí arrisca dizer o que o filho de Chandler tem?

– Desculpem se exagerei nos elogios, mas eu realmente não consegui achar nenhum defeito nessa estréia de temporada.

– Quem era aquela garota que entregou a localização de Jeter? Devemos levá-la em consideração?

– E a filha de Granderson? Não citei ela na review, mas gostei da participação dela.

– Não consigo escolher qual foi a melhor cena dessa season premiere.

– O que vocês acharam da intro da série? Achei super legal.

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