Teen Wolf retorna em boa forma, utilizando-se dos chavões que consagraram o sucesso adolescente da MTV.

A série dos jovens lobinhos voltou para sua segunda metade no inverno americano, com o mesmo senso de urgência de sempre. Após uma muito breve recapitulação, somos jogados na sequência dos acontecimentos e, devo dizer, que fiquei um pouco perdido tentando lembrar onde cada história tinha sido pausada meses atrás.

Retomando a já batida – e também consagrada – fórmula de bomba-relógio, o roteiro de The Last Chimera transforma como missão da semana salvar a vida do xerife Stilinski, tarefa que fica a cargo do estraçalhado pack de Scott. Em ritmo de contagem regressiva, o trio formado por Scott, Stiles, Malia consegue ser bem-sucedido no intento, com a notável e significativa ajuda de Chris Argent. Todas as relações internas da matilha de Scott permanecem mal resolvidas: a dele com Stiles e a de Malia com Stiles. Sem dúvida isso perdurará pelos próximos capítulos a fim de que haja conteúdo dramático para os roteiristas trabalharem em cima.

Além dos danos físicos, parece faltar em Scott a autoconfiança de um líder que a duras penas ele foi adquirindo no decorrer das temporadas da série. E restabelecer a confiança e companheirismo de Stiles também parece ser um longo caminho a percorrer. Apreciei também que o episódio focou na relação de Stilinski pai e filho, garantindo bons momentos na tela.

Lydia permanece sendo um dos maiores mistérios da trama, que dá dicas de que a banshee está longe de alcançar o total potencial de seus poderes. Gostei de ouvir que ela é capaz de rachar crânios com seu grito, se bem treinada. A personagem continua servindo bem seu papel de ir montando o intrincado quebra-cabeças que é a trama de Teen Wolf, com revelações para o público telespectador bem dosadas. Ao abrir o episódio, fiquei confuso com a linha do tempo: será que novamente ela estava no futuro dos acontecimentos ocorridos?

Theo continua a ganhar cada vez mais espaço e importância na trama de Teen Wolf. Já notei aqui em The Last Chimera que o personagem pode caminhar sim para uma redenção, com seu discurso de “sobrevivente”. Será que isso faria bem para a série, para a narrativa da história? Pois sei que continuar olhando para o ator que o interpreta em cena não irá incomodar nenhum telespectador ou telespectadora nele interessado.

Os Dread Doctors continuam implacáveis, imbatíveis e invencíveis para os poderes que nossos heróis possuem no momento. Anseio para que eles finalmente descubram algum ponto fraco no trio sinistro de vilões. E, aparentemente, a coisa não deve melhorar, já que eles fizeram uma criatura pior do que eles próprios.

Liam, o lobinho caçula, seguiu sua própria jornada nesse episódio, ao lado de Mason. Confesso que sua obsessão com Selena Gomez, ressuscitada dos mortos, está começando a me irritar. Espero que ainda haja tempo dos roteiristas desenvolverem uma trama mais interessante para o rapaz, pretenso sucessor de Scott em Beacon Hills.

E talvez a maior revelação contida em The Last Chimera seja o tipo de criatura que Parrish realmente é. Um hellhound (cão de caça do inferno), aqui em conceito bem diferente do apresentando anteriormente em Supernatural. E até compreensível, já que Teen Wolf nunca apresentou o universo sobrenatural sob óticas religiosas. Agora só nos resta aguardar mais respostas e shirtless gratuitos do personagem.

O décimo primeiro episódio da quinta temporada de Teen Wolf retoma a série com o fôlego e vigor de sempre. De ritmo acertado, o capítulo continua a maior parte das tramas deixadas em suspenso lá no final de agosto do ano passado. Todos os ingredientes da fórmula de sucesso estão lá (edição, montagem, roteiro, trilha sonora, ação, aventura, humor, etc), mantendo a série crocante e apetitosa como entretenimento semanal descompromissado.

A ausência mais significativa que senti foi a de Kira, que está sumida já há alguns capítulos e estou sentindo falta de suas acrobacias com a espada. Nada que o desfile de colírios na tela, dignos da Capricho, não consigam distrair o telespectador o suficiente para superar tal ausência ou demais incongruências de roteiro.

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