Os criadores de Castle estão de volta com Take Two, uma nova série também pelo canal americano ABC, onde eles inverteram o gênero e fazem uma espécie de reciclagem no que talvez pode até ser chamado de Castle 2.0! Confesso que como grande de fã de tramas procedurais (os famosos casos da semana), a série já me atraiu logo de cara, ainda mais quando vi Rachel Bilson no elenco e confesso que essa sim foi a grande razão de eu encarar mais essa série na minha grade.

Em Take Two, vemos Sam Swift, uma ex-estrela de série policial, que viu sua carreira despencando após um colapso transmitido ao vivo e acabou indo parar em uma clínica de reabilitação. A todo custo tentando recuperar sua carreira, Sam se vê diante de uma oportunidade em um novo papel e por isso ela começa a seguir Eddie como laboratório para sua nova personagem. Eddie é um detetive um tanto quanto solitário em suas investigações e a princípio ele não gosta da ideia de ser “babá de uma atriz”, porém, aos poucos, Sam o conquista com suas surpreendentes habilidades e carisma provando ser uma parceria promissora.

O que mais temos visto ultimamente da TV, são ideias recicladas, com inúmeras séries retornando de onde pararam anos depois do suposto fim, spin-offs, reboots, remakes… “Na TV nada se cria, tudo se copia”. Você pode até dizer que todo procedural é parecido, sim eu concordo que é uma fórmula que não tem muito para onde fugir, mas quando você pega outra série, inverte os papéis e vende como algo novo, fico me questionando porque tanta falta de criatividade.

Confesso que nunca fui grande fã de Castle e já a achava uma cópia de outra série aí, mas para não criar polêmicas, vamos focar em Take Two. Se você já assistiu pelo menos um ou dois episódios de Castle, é impossível não lembrar de Take Two. Você nem precisa saber que está assistindo a uma produção dos mesmos criadores porque a assinatura deles é muito clara nesse primeiro episódio, principalmente em uma das mais famosas frases que constantemente era utilizada por Beckett, “Stay in the Car”.

Infelizmente o episódio inaugural de Take Two é fraco, mas por ter sido exibido nos EUA durante a atual summer-season, época do ano quem os canais abertos não lançam suas grandes apostas, eu meio que já esperava por isso. Mas embora a trama não seja o pilar dessa estreia, não nego que o ritmo foi bom. O episódio tem seus 40min. e particularmente nem senti o tempo passar, já que a história não chega a ser absurda e convence na solução, sem falar que a química entre a dupla protagonista é muito boa.  Eu diria que é uma série meio preguiçosa, cheia de clichês, mas no geral não te deixa com raiva por ser bem leve. Agora, se você for assistir esperando um grande procedural, talvez não vá passar do primeiro episódio, mas se gostar do elenco, é bem provável que se sinto compelido a continuar.

> WESTWORLD é uma série complicada? \W/

No geral, vale a pena conferir pelo menos a estreia de Take Two. Não sei se a série vai conseguir durar muito, apesar de ABC ter sido esperta em colocar na summer-season, que é uma temporada menos exigente em termos de audiência, porque na fall-season acredito que não teria a menor chance. Sou uma grande fã de séries Lado B, e de “guilty pleasures”, então irei continuar acompanhando e provavelmente, se me conheço bem, o amor irá brotar. A grande verdade é que se você foi fã de Castle e quer ver um reboot com novos personagens, essa é a sua série. Embora eu tenha gostado, não posso fingir que não estamos diante de uma pequena bomba! Oremos para que pelo menos não seja cancelada no meio do caminho.

REVISÃO GERAL
Nota:
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take-two-primeiras-impressoesA grande verdade é que se você foi fã de Castle e quer ver um reboot com novos personagens, essa é a sua série.