Bebida liberada e episódio novo de Trocadas no Nascimento? Não fica melhor do que isso.

Spoilers Abaixo:

Viva, viva, viva! Não sou capaz de conter minha efusividade diante do retorno mais esperado desde a Summer Season. Sim, pessoas, Switched at Birth voltou e esses meses todos não alteraram em nada os elementos maravilhosos da série mais fofa da atualidade, apesar de eu ter notado a sábia decisão dos produtores em não pintar mais o cabelo de Lucas Grabeel com aquele tom de cobre medonho. Obrigada por essa benção!

Enquanto uns evoluem do acaju para o loiro natural, outros continuam encarando grandes dramas e proporcionando ótimos momentos. Claro que estou falando do triângulo formado por Bay-Emmett-Daphne, deixado em suspenso, com a promessa de muita tensão.

Continuo sendo 100% E-Bay, mas afirmo que adoro ver Daphne assumindo o papel da megera vingativa. SURDUMAL, como virou comum apelidá-la, pega sua caranga no meio da noite para dar um golpe em sua rival, na tentativa de “levantar a barraca” de Emmett. Achei isso de uma crueldade digna de vilã de novela mexicana, especialmente porque Surdumal, depois de ser pega no flagra, se faz de ofendida para Toby: “Você acha que sou o tipo de garota que dormiria com o namorado de outra?”. Toby não achava. Tinha certeza. Disfarço apenas para não ser deselegante.

Wilke, que já provou das habilidades de Daphne, sabe melhor. Ficou todo animadinho ao vê-la no festival de rock, abrindo o zíper e liberando sua barraca, numa espécie de metalinguagem surpreendente para os padrões da ABC Family. Outra coisa épica foi a cena do lago. Além do desabafo sentido de Daphne, vimos Wilke jogá-la na água com homérico tapão na cabeça. Só saí da minha crise de riso quando entrei em estado de alerta ao primeiro sinal de SHIRTLESS do moço.

Falando sério agora, a verdade é que toda a sequência no festival, com o lance de gênio que foi transformarem o nome da banda em Free Booze (bebida liberada!) foi muito bacana de acompanhar. Além desses momentos mais engraçados, a discussão maior da série sempre se dá pela relação entre Bay e Emmett. O aprendizado dela é também o nosso e existe tanta química entre eles, que só consigo imaginar o casal formado por Emmett e Daphne como algo muito pouco desafiador e interessante.

O importante é que no final o diálogo esclarece tudo e até mesmo Daphne fica menos DUMAL, quando colocamos a troca dos bebês e a bagunça que virou essa família em perspectiva. Vale notar que Bay se esforça para compreender sua origem e o que poderia ter sido sua vida. Daphne, mesmo tendo tanto acesso aos pais biológicos, prefere manter certa distância. Ela vê tudo isso como uma invasão a sua zona de conforto e suas características mesquinhas e egoístas afloram a cada ameaça, o que é absolutamente compreensível.

Enquanto isso, Regina fica na pior situação de todas. Ela não tem qualquer voz ativa nessa família e assiste aos Kenish ditando regras para tudo, sem conseguir, de fato, agradar Daphne ou estreitar sua relação com Bay. Angelo continua sendo a figura (sedutora) controversa, que deixa tudo ainda mais complicado, até porque, apesar de o lance com a enfermeira parecer legítimo agora, sinto que a história terá desdobramentos inesperados durante o processo judicial e ainda vai trazer muito mais confusão para a vida de todo mundo.

P.S¹- Não pensem que esqueci de TOBAGINA! Reparem na sutil metalinguagem, que continua exalando de Switched at Birth. Regina já foi bebum e Angelo a instiga a beber. O nome da banda de Toby: FREE BOOZE. Regina bebe Toby e nunca mais quer se livrar do vício. Tobagina acontece e todos comemoraremos. Isso que é roteiro amarrado!

P.S² – Daphne virou surda de conveniência. Ouve com aparelho (não precisou nem olhar para Wilke naquela conversa no deck), mas finge não escutar quando tentam obrigá-la a ver filme ruim e comer montanhas de pipoca doce. SURDUMAL ROCKS!

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