Uma premiere arroz com feijão, incapaz de ofender ou de empolgar demais.
Após uma das melhores temporadas de todos os tempos, uma nova edição de Survivor chega, com a difícil missão de manter o alto nível de David Vs. Goliath. Mesmo que Edge of Extinction seja boa, é muito complicado manter a qualidade apresentada na temporada passada, que teve grandes personagens, muitas reviravoltas, um jogo estratégico de alto nível e um excelente vencedor. Para piorar um pouco as coisas, Edge of Extinction chega sob muita desconfiança por parte dos fãs, muito por conta da Twist que dá nome à temporada.
Edge of Extinction, o Tema

Quem acompanhou minhas reviews em David Vs. Goliath já sabe que eu abomino esta twist da Edge of Extinction e praticamente tudo a seu respeito. A mecânica é simples. Quando a pessoa é eliminada, ao invés de ir para casa, vai para uma ilha, em que terá que sobreviver para, num momento futuro, ter uma chance de retornar ao jogo. Por mais que Jeff Probst insista em dizer que Edge of Extinction é Survivor indo a um novo nível ao explorar ainda mais os limites dos participantes, nada nesta twist parece diferenciá-la da Redemption Island, que eu sempre apelidei de Flopation Island.
Na temporada de número 22, a “grande sacada” da produção foi trazer de volta dois dos mais icônicos vilões da história do reality para que eles pudessem terminar uma disputada pessoal iniciada em Heroes Vs. Villains. Em algum momento do Brain Storm, alguém com certeza apontou um defeito da principal aposta que eles tinham no momento: “E se os dois retornantes saírem logo de cara?”. Assim, para evitar o fracasso da trama central prevista para aquela temporada, inventou-se a Redemption Island.
Dessa forma, não consigo imaginar outro motivo para que a Edge of Extinction fosse inventada, se não para garantir a permanência em tela dos retornantes da vez, que tem a missão de garantir algum entretenimento para o público. Esta minha tese ganhou ainda mais força quando a diretora de elenco, responsável pela seleção dos participantes, foi demitida logo após as filmagens da trigésima oitava temporada de Survivor. Tudo leva a crer que eles não ficaram satisfeitos com o elenco a seleção realizada e com o seu desempenho. Então, faz todo sentido a ideia de que Joe, Aubry, Kelley Wentworth e David foram escalados para salvar uma temporada com um elenco ruim. Então, a Edge of Extinction, por sua vez, foi criada para mantê-los na tela até o último episódio.
A Edge of Extinction não me anima em nada e duvido muito que ela tenha de fato algum diferencial em relação à Redemption Island. A simples melhora de uma dinâmica para outra é que não teremos que suportar toda semana os Duels da Flopation Island, o que prejudicava bastante a edição dos episódios, já que os Duels eram chatos e ocupavam bastante tempo. A ideia da Twist ser secreta também entendo como algo positivo, uma vez que, ao saber que o eliminado pode retornar ao jogo, os participantes podem ter algum receio de dar aquele belo blindside num forte adversário. Isto aconteceu em Redemption Island e South Pacific, resultando em duas das temporadas mais previsíveis e sem graça de todos os tempos.
Única edição que a Redemption Island funcionou, em algum sentido, foi em Blood Vs. Water, mas o que rendeu nem foi a sua dinâmica e sim o fato da Redemption Island ter sido o palco de muitos barracos envolvendo os parentes do último eliminado e os responsáveis pela eliminação. Assim, consiste muito mais no mérito da ideia de loved ones presentes em Blood Vs. Water do que pela mecânica da Flopation Island.
A primeira pessoa que retornou depois de diversos duelos foi Matt, que, logo em seguida, já levou um novo blindside de Boston Rob, retornando à Flopation Island. Na mesma temporada, o mesmo destino teve Andrea, que se tornou queridinha dos fãs apenas em Caramoan, sendo eliminada no F5 depois de ter se juntado aos 4 finalistas na sua primeira participação.
Em South Pacific, Ozzy até inovou ao se voluntariar à eliminação com a missão de voltar ao jogo na Merge e assim manter empatado o número de jogadores entre as duas tribos. Contudo, além de sua estratégia ter flopado horrores, já que quem seria eliminado no seu lugar foi justamente quem flipou e deu a vantagem numérica para a tribo rival, a temporada também foi um grande fracasso e teve um tedioso Pagong, apesar de ter uma ótima vencedora. No segundo retorno, inclusive, Ozzy voltou ao jogo com boas chances de vencer todos os challenges até o fim e vencer, mas foi eliminado assim que os outros tiveram chance. Nesta ocasião, digo que Sophie salvou Survivor da sua total destruição, pois ver Ozzy vencendo depois de duas eliminações e um jogo que se resumiu a ficar sozinho na Redemption Island seria muito ruim para a continuidade da franquia.
Em Blood Vs. Water, além de ser palco de barracos e de ter sido fundamental para que Ciera eliminasse a própria mãe, a Redemption Island também foi um grande fracasso, não impactando muito no jogo. Laura foi eliminada, pela própria filha alguns episódios depois de voltar e Tina saiu no F4, sobrevivendo, após o retorno, a um Tribal Council, em que Ciera foi eliminada.
Diante deste retrospecto, não tenho como me animar com uma dinâmica tão semelhante. É bem verdade que apenas presumimos que alguém voltará ao jogo após uma estadia na Extinction Island por um challenge, sendo que isto ainda não foi confirmado de maneira oficial. Talvez possa ter uma dinâmica diferente para o retorno, como uma votação, do mesmo jeito que Lill e Burton retornaram a Pearl Islands. Entretanto, de qualquer forma, torcerei contra o sobrevivente da Edge of Flopation mesmo que seja alguém que eu gosto. Acredito que este tipo de twist acaba com a essência do jogo e apenas bagunça o reality que gosto tanto.
Quanto Menos Tempo Mais Genérico o Episódio

Por ser uma premiere com apenas 43 minutos e 27 segundos de duração, a edição não teve muito tempo para sair do básico e aprofundar muita coisa. Isto foi bastante prejudicial, já que os novos jogadores não tiveram tempo suficiente para serem apresentados de forma mais profunda, sem ter condições, por enquanto, de conquistar a audiência. A premiere de Edge of Extinction nem de longe chegou perto da de David Vs. Goliath, mas é importante lembrar que o primeiro episódio da temporada passada teve um pouco mais de uma hora de duração e ainda não teve Tribal Council, o que deu ainda mais tempo para os editores trabalharem logo de cara uma grande variedade de personagens.
Aponto 4 participantes que, já na premiere, ganharam mais destaque, Reem, a primeira eliminada, Wendy, a portadora de síndrome de Tourette que quase foi eliminada, Keith, o jovem estudante que não sabe nadar e não pensou duas vezes antes de se voltar contra uma aliada e Rick, o âncora de telejornal. De resto, alguns são até mais promissores do que outros, mas de forma geral ninguém saiu do genérico. Nem mesmo os vencedores chegaram a brilhar por enquanto, sendo que obviamente Joe foi quem teve mais airtime.
Sei que estamos falando apenas do primeiro episódio e que com o tempo as coisas tendem a melhorar. Pelo menos, torcerei para que isso seja verdade.
The Advantage Menu

O já mais do que batido início de temporada em que os participantes devem pegar o máximo de provisões de um barco, deu uma nova vantagem para Ron. Ao invés de ter uma vantagem clara tipo um voto extra, um idol ou a Legacy Advantage, o professor universitário foi agraciado com um verdadeiro cardápio de vantagens que irá expirar após o terceiro Tribal Council da temporada. Vamos as iguarias que Ron tem como opção para escolher ao Cheff:
1- Steal The Reward: mesmo que sua tribo perca um challenge com uma recompensa, caso Ron quiser, ele poderá roubar a Reward para a sua tribo. Acho até legal ter algo para o coletivo entre as opções, mas não escolheria em hipótese alguma esta opção, que tem a oferecer muito pouco a Ron. Pode até ser que a tribo de Ron nem pise no Tribal Council até o terceiro, o que inviabilizaria que ele a usasse, mas usar a vantagem para roubar um Reward e correr o risco de ser eliminado no dia seguinte seria um Flop gigantesco.
2- Extra Vote: um voto extra é sempre bem vindo. Ron pode escolher esta opção, mas numa tribo de 9 pessoas e que é superior nos challenges é difícil que um voto extra tenha um impacto positivo até o terceiro Tribal Council.
3- Individual Immunity: tem o mesmo poder de um idol, sendo que só pode ser usado até o terceiro Tribal Council, como todas as outras opções. É a melhor das vantagens com certeza. Mesmo que Ron não esteja em apuros, uma vantagem como esta e sua data de validade é um grande convite para que ele faça um Big Move já nos primeiros momentos do jogo.
Acho natural que Ron não queira desperdiçar o seu Advantage Menu e esta é a boa parte desta nova vantagem. Caso sua tribo vá ao Tribal Council até o terceiro episódio, ele, mesmo que não esteja em risco de ser eliminado, vai pensar em usar alguma destas vantagens para se colocar numa posição mais favorável ou, ao menos, para ter algum impacto no jogo. Achei interessante.
Já imagino que algumas pessoas podem dizer que o The Advantage Menu foi colocado no jogo para beneficiar os retornantes. Eu sinceramente não descarto e nem concordo com esta tese, mas, de qualquer forma, achei que pode ser interessante. Vantagens com data de validade é uma ótima maneira de fazer os participantes saírem da zona de conforto.
Reem, um verdadeiro guia do que não fazer em Survivor

Infelizmente, uma das pessoas que mostrou personalidade e que poderia render bons momentos foi a primeira eliminada após um Tribal Council bem Casos de Família. Não vou mentir que esta eliminação me fez ter flashbacks de Redemption Island, quando FrancesQUA (hahahahaha, never gets old) foi a primeira sair. Contudo, é bem difícil defender Reem depois de tantos erros cometidos.
Reem só por ser mulher com uma certa idade já tinha que saber que era uma das favoritas a sair logo de cara, para, assim, errar o menos possível e ter chances de ir longe. Chrissy, em HHH, por exemplo, foi com este espírito para o jogo e conseguiu chegar no segundo lugar de forma muito honrosa.
Entretanto, Reem só foi capaz de facilitar ainda mais a sua eliminação. Se Flopation Island rendeu o livro “BR Rules”, Edge of Flopation já rendeu o “Reem Rules” do que não fazer em Survivor:
1- Não criar tensões desnecessárias com os outros, como mexer nas coisas alheias. Só fico imaginando Reem numa mesma temporada com Abi-Maria e mexendo no seu bracelete. Seria icônico. Reem, filha bancar a mãe que arruma o quarto do filho e encontra maconha em Survivor claramente é uma ideia muito merda.
2- Não se segregar da maioria, se isolando num grupo menor.
3- Não ser a primeira pessoa a apontar quem deve ser o eliminado. Boatos que todo mundo usaria esta informação contra a própria pessoa para se salvar no primeiro Tribal Council, como Keith fez.
4- Não surtar e ser agressivo e grosso desnecessariamente com os outros na expectativa que assim possa se manter no jogo. Se estava ruim a sua situação, no Tribal Council só foi piorando.
5- Não acusar ninguém de discriminação por tentar te eliminar. Pareceu uma desculpa tão esfarrapada quanto uma desculpa dada pelos depósitos do Queiroz.
Muitos sempre disseram que, para não ser o primeiro eliminado, basta não fazer nada e deixar que alguém cave a própria cova. Na minha opinião, esta visão talvez não se encaixe completamente em todas as temporadas do Survivor moderno, que tem um jogo muito dinâmico, agressivo e feroz. Contudo, tal tese é precisa para resumir a primeira eliminação de Edge of Extinction, já que Reem desafiou o limite da paciência dos seus colegas de tribo, sendo mais desastrosa que o governo Bolsonazi.
Algo que, desde San Juan Del Sur, gera grandes momentos é Kelley Wentworth ficando irritada com alguns dos seus companheiros de tribo e as suas reações com Reem já foram ótimas. Tomara que, ao longo desta temporada, alguém supere Drew Christy e consiga extrair de Kelley mais bons momentos.

O episódio se encerrou com Reem chegando à Extinction Island num clima de mistério e tensão. Não gosto da twist, mas achei legal o clima criado e o fato de que, realmente, Reem parece não ter recebido muitas instruções. Ela pareceu estar, de verdade, bem perdida e talvez isso ajude a levá-la ao seu limite.
Gostei também da trilha sonora do Tribal Council, que está bem diferente do que é normalmente. Num reality com 38 temporadas, é sempre bom algo diferente. O mesmo não posso dizer do Tribal Council, que, por mais que esteja bem grandioso, está muito parecido com o de Game Changers.
Retonantes, o que Tenho a ver?

Resolvi falar um pouco sobre a minha impressão a respeito de como os novos jogadores devem lidar com os retornantes nestas temporadas com 2, 3 ou 4 ex participantes. Para começo de conversa é bom lembrar que situações parecidas com a de Edge of Extinction aconteceram em Guatemala, Redemption Island, South Pacific e Philippines. Em todas elas um retornante chegou ao Final Tribal Council (Stephenie, Boston Rob, Coach e Skulpin), o que mostra que a experiência tem sim o seu peso, dado o ótimo retrospecto dos retornantes dentro da probabilidade. Contudo, de todos eles, só Boston Rob foi capaz de vencer.
Na minha opinião, os retornantes, na verdade, começam numa enorme desvantagem, uma vez que nem toda a experiência do mundo é capaz de superar a grande desvantagem numérica. Esta desvantagem é ainda maior no Survivor de hoje, o da temporada de número 38. Em primeiro lugar, todos sabem que Boston Rob não só venceu Redemption Island como também fez os novatos de gato e sapato. Este fato por si só já dificulta muito a vida dos retornantes de hoje, que enfrentam grandes fãs do reality. Além disso, o estilo de jogo atual é muito mais agressivo, sendo que os jogadores começam a ir atrás das grandes ameaças bem mais cedo do que se fazia antigamente.
Uma das melhores maneiras de enxergar um jogo em que os próprios concorrentes escolhem quem fica e quem sai é a lei do “prego que se destaca leva martelada”. Assim, na minha opinião, a melhor maneira de lidar com os retornantes é usá-los como escudo e martelá-los apenas mais para frente, assim evitando ser o próximo prego na tábua.
No final das contas, é bem claro, para mim, que na merge é muito mais fácil escapar da eliminação mirando em Joe, Wentworth, Aubry e David do que mirando em alguém como Wendy, Reem ou Keith. É óbvio que os novatos precisam ter muito cuidado com os retornantes, que são bons jogadores (e o Joe), mas a estratégia de usar e depois descartar é muito mais interessante do que persegui-los logo cedo. Vejo Wardog como alguém que não quer ser alvo, por ter características participantes como Tony, Domenick e Boston Rob, e que pode se beneficiar muito da presença dos retornantes.
Survivor é um jogo de números e apenas no F7, os quatro retornantes teriam condições de mandar em alguma coisa, sem precisar dos novatos. Isto se eles permanecerem unidos, o que acredito que seja quase impossível. Kelley e David parece que já vão se atacar no próximo episódio e não vejo Aubry leal a Joe por muito tempo na merge.
Os retornantes são sim ameaças, mas, na sua maioria, também são ótimo nos challenges, bons no acampamento e possuem experiência, que pode ser compartilhada, a respeito de todos os aspectos do jogo.
No final das contas, é cada um por si. Eu não seria o jogador obcecado em eliminar os novatos. Nenhum dos participantes está passando fome, frio e um perrengue danado para apenas evitar a vitória de um retornante. Eles estão dispostos a passar por tudo isso para vencer. Se não for Wendy, para ela pouco deveria importar se o vencedor é Eric ou Wenthworth. Assim, acredito que existem muitas formas de usar os retornantes para tentar vencer e isto varia de jogador para jogador. Cada um deles têm necessidades diferentes, se fechar aos retornantes pode ser uma decisão de que muitos podem se arrepender.
Contudo, acredito que, ao estar no bottom, próximo da eliminação, o jogador tem mesmo é que tentar se salvar jogando o nome de um dos retornantes na lama. A chance de dar certo é com certeza maior do que ao mirar num outro novato.
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Outro fator extremamente relevante é quem é o retornante em questão. Um Russel da vida obviamente prejudica mais do que ajuda a tribo. Enquanto Boston Rob é extremamente valioso na fase tribal e extremamente perigoso na merge. Dos retornantes de Edge of Extinction, acredito que todos podem ser úteis para quem mostrar lealdade para eles. Seria uma grande loucura desperdiçar a habilidade de Joe em evitar Tribal Councils por exemplo. A hora de eliminá-lo vai chegar e Worlds Apart e Second Chance já mostraram isso. Isto é outra vantagem de se jogar com retornantes, é mais fácil saber o que esperar de cada um deles do que de completos desconhecidos.
Ranking Após “It Smells Like Sucess”:
1- Wardog. Justamente por ter aparecido de forma contida, sem se expor demais, coloco Wardog no topo do ranking. O momento em que ele conversa com David a respeito de Wendy indica que ele sabe que usar os retornantes como escudo é uma ótima estratégia.
2- Rick. Este episódio revelou muito pouco a respeito da dinâmica nas tribos. Assim, Rick vai para o topo por ter tido um bom espaço, principalmente dividindo com a sua tribo coisas da sua vida pessoal, algo sempre presente na edição de vencedor.
3- Gavin. Outro que foi retratado de forma positiva.
4- Ron. Parece ser meio maluquinho, mas está bem cotado por já ter uma vantagem no bolso. Segundo seus relatos, Ron não saiu do barco até encontrar a vantagem e Kelley e David estavam fazendo a mesma coisa, mas foi ele quem encontrou.
5- Julie. Jurei que seria planta, mas ganhou um segmento tentando se adaptar à realidade de Survivor.
6- Joe. Entre os 18 jogadores, a aposta em Joe como vencedor é a aposta menos arriscada possível, diante da twist de Edge of Extinction. Joe deve ter uma espécie de passe livre até a merge, que talvez seja quebrado bem próximo dela quando é uma boa hora de eliminá-lo, porque ainda dá para a tribo entregar o challenge, deixando-o sem ter o que fazer. Mesmo que ele seja eliminado no próximo episódio, Joe é o favorito a retornar pela Extinction Island e assim poderá ganhar um ou dois challenges seguidos, fazer fogo no F4 e chegar ao Final Tribal Council.
7- Aubry. Desde que os retornantes foram revelado, coloco Aubry como aquela que tem as melhores chances de ir longe, dado o seu histórico tanto positivo quanto negativo. Na premiere, ela teve uma edição contida, principalmente se comparada com a de Joe e Wentoworth. Porém, deu um confessional bem sóbrio e foi apontada por Eric como o possível alvo no primeiro Tribal Council. Toda temporada alguém apontado para sair no primeiro episódio dá a volta por cima e vai muito longe. Acho que esta é a vez de Aubry fazer isso. Não estou dizendo que ela vai ganhar e nem que vai chegar ficar segundo lugar, mas é importante lembrar que na premiere de David Vs. Goliath Nick (vencedor) e Mike (runner-up) foram apontados como possíveis eliminados se suas tribos fossem ao Tribal Council. Trata-se de um artifício, já manjado, da produção para construir uma narrativa de superação e com reviravoltas.
8- Lauren. Apareceu bem e é forte fisicamente. Acho que ao demonstrar ser tão fã de Kelley e Joe, Lauren pode ser prejudicar, se colocando na linha de tiro.
9 – Aurora. Mesmo sendo gay ela é Team Joey Amazing e só.
10- Victoria. Teve um confessionário genérico e só.
11- Eric. Fez um discurso de que é a vez dos novatos brilharem. Por mais que eu entenda o seu sentimento e ache que eu falaria o mesmo tipo de coisa, vi a edição dele muito em função dos retornantes. Ao invés de criar o próprio arco, Eric parece ser apenas uma peça que sairá em breve, mas está sendo usada para contar a história de como Joe e Aubry começaram como ameaças e saíram do bottom.
12- Kelley Wentworth. É o principal alvo da tribo que já perdeu e tem tudo para continuar perdendo. Torcendo muito para que o idol venha no próximo episódio.
13- David. Era a minha aposta de primeiro eliminado e, agora, é a minha aposta para segundo eliminado. Tentar tirar a minha Wentworth me parece uma ideia horrível. Me ajuda a te ajudar, David. Se ele conseguir eliminá-la, tem tudo para ser o próximo.
14- Chris. Assim como Julia, também não teve nenhum confessional, mas vimos que ele está na maioria da tribo.
15- Julia. Comemorou o fato de Aubry estar na temporada e só. Candidata a Purple Julia.
16- Keith. Mostrou que está jogando individualmente, não tendo problema nenhum em jogar Reem debaixo do ônibus. Está no bottom, mas mostrou condições de sair dele rapidamente. Não o vejo ganhando, mas acho que pode ir longe.
17- Wendy. Acho que ela tem chances de sair do bottom e ir longe, arrastada por alguém. Contudo, diante do que foi mostrado na premiere, Wendy seria a favorita a sair em seguida de Reem. É legal ver alguém com a sua condição no reality. Wendy não parece alguém capaz de ser boa jogadora ou vencer, mas tem potencial para render bastante entretenimento.
PS: Black Mirror: Bandersnatch

PS2: Eu quando Wentworth ou Aubry forem eliminadas.

PS3: Eu quando o governo Bolsonazi se mostra mais incompetente do que a Jtia construindo um shelter:
















