A frase icônica de Dean, dita tantas vezes ao longo de Supernatural, nunca fez tanto sentido como agora, nesse começo de temporada. Salvar pessoas e caçar coisas é o negócio da família, sempre o foi para Sam, Dean e até mesmo para o John, por mais que ele tenha entrado no ramo apenas após a morte da esposa. Desde 2005 nós vemos o trio em ação, mas e a Mary? Foram raros os momentos que Supernatural nos apresentou a matriarca da família Winchester em cena (sendo mostrada apenas em viagens do tempo ou quando ela era um fantasma, senão me engano, na primeira temporada) caçando monstros, lutando ou até em algum diálogo com os próprios filhos. É por esse motivo que trazer Mary Winchester de volta para a série pode ter sido a decisão mais sábia dos showrunners até o momento. Seria essa a cartada final dos produtores, simbolizando o estopim para o series finale de Supernatural no futuro? Por mais qualidade que a série venha apresentando, levando em conta, principalmente, a ótima repercussão que a décima primeira temporada teve, uma coisa é certa: em minha opinião já está mais do que na hora de Supernatural acabar. Entrei em um campo minado, pois esse é o maior motivo de discussões sobre o show até hoje, mas essa constatação foi feita propositalmente, pois quero de fato saber o que vocês pensam. Supernatural deve acabar o quanto antes ou ela ainda tem chances de continuar por, no mínimo, mais duas ou três temporadas? Deixem suas opiniões nos comentários!

O que falta em Supernatural?

Atualmente Supernatural se encontra em sua décima segunda temporada, superando até mesmo outras séries gigantescas da história como, por exemplo, Friends e Smallville. Ter uma bagagem dessas, com uma carga de 242 episódios até o momento, tem seus pontos positivos e negativos. A história dos Winchesters é antiga, datada de 2005 (foi, inclusive, a primeira série que eu vi) e muitos telespectadores a acompanham até hoje, em conjunto com mais e mais fãs a cada trama apresentada. Se SN não fosse tão emblemática para a história da CW e poderosa em audiência a série teria acabado em sua quinta temporada, o que não aconteceu. SN perseverou desde então e é, apesar dos pesares, um dos maiores trunfos da emissora, mas, obviamente, todo esse tempo na telinha pode trazer consequências drásticas para a trama de Supernatural.

SN se arrasta e enrola cada vez mais. O produtor já não tem mais nem o quê abordar, mais monstros ou mitologias, de tanto que eles já extraíram desde que a série estreou. Chegaram até a criar a irmã de Deus, Amara (Escuridão) para a temporada anterior ter uma alavancada em sua audiência, trazendo Chuck de volta e inovando como eles nunca tinham feito antes. Mas, infelizmente, toda essa criatividade tem fim ou cansa telespectadores como eu. É claro que eu sempre terei um carinho especial por SN, tanto que eu voltei a ver no ano passado a partir da oitava temporada, mas eu, como muitos de vocês, ainda vejo a série apenas por “ver”, sem nenhuma empolgação de fato. Então eu lhes pergunto: o que falta em Supernatural? Bem, a meu ver, o que falta é uma maneira dos roteiristas prenderem os telespectadores, forçando-nos a assistir a série não mais pela obrigação que todo série maníaco tem com um show antigo como esse (pelo menos para mim é difícil abandonar uma série que vejo há tantos anos como SN, por exemplo), mas pelo apreço por uma trama interessante, inteligente e relevante. A temporada atual, então, pode ser a chave para se alcançar um fim digno à série. Levando esses novos atributos em conta (retorno da Mary e os Homens das Letras, separados em tópicos mais pra frente), caso a intenção dos produtores seja realmente a de finalizar a série na 14ª temporada, SN tem todas as chances de terminar num saldo positivo.

O retorno de Mary Winchester

Esse é um dos únicos artifícios inovadores que os roteiristas ainda podem utilizar na trama de Supernatural. Que consequências esse retorno trará para o desenrolar da série e, principalmente, para a vida de Sam e Dean daqui pra frente? Keep Calm and Carry On deixou claro que a nova vida de Mary não será fácil, tendo em vista principalmente o tempo que passou desde a sua morte. O episódio não focou apenas no desenvolvimento dos computadores, o advento dos celulares ou nas vestimentas da época atual, fatores que assustaram Mary, mas também no quanto ela perdeu da sua relação com Sam e Dean. Mary morreu quando eles ainda eram crianças, então ela praticamente não conhece os filhos, ainda mais quando levamos em conta que eles seguiram o caminho de um caçador (algo que ela não desejava). Será interessante ver esse conflito interno dela e o seu contato com Sam e Dean, além, é claro, dos momentos hilários entre o elenco que por sinal possui uma grande sincronia em cena. No entanto, algo que me preocupou ao ver o episódio foi saber que ela é apenas uma atriz convidada, o que pode significar que ela não permanecerá muito tempo na série, o que seria um erro gravíssimo. A presença de Mary na trama de SN pode desencadear eventos, diálogos e até mesmo confrontos riquíssimos e originais. O retorno de Mary não foi apenas uma surpresa para o Dean ou o Castiel, foi para todos nós, trazendo um sentimento nostálgico e um elemento familiar que Sam e Dean não tinham há anos. Tudo isso é extremamente novo, relevante e uma adição inteligente para o elenco da série, então, pelo amor de Chuck, não a matem. Mary é a possibilidade de Sam e Dean terem um final feliz, finalmente vivendo o amor materno que lhes foi tirado há 33 anos atrás. Parece clichê dizer que o series finale de SN deve ser agridoce, mas é mais do que justo que os irmãos Winchester tenham essa oportunidade, sem se preocuparem com suas próprias sombras. Pois, afinal, se o próprio George Martin, que mata mais personagem do que qualquer outro autor, planeja um final feliz para Game of Thrones, por que SN não pode, não é mesmo?

Uma sacada inteligente                                            

A adição do grupo foi uma sacada inteligente, algo que faltava para a história de Supernatural. Até hoje tivemos acesso à poucas informações sobre o grupo, o que é normal tendo em vista que eles estavam, a princípio, extintos e Sam e Dean eram os últimos da linhagem. Essa é a temática da nova temporada e a chance dos roteiristas explicarem com maior afinco não só a origem dos Homens das Letras como um todo, mas a história dos caçadores também. Mas a pergunta que fica é: que mistérios os Homens das Letras da Inglaterra escondem? A explicação de Toni Bevell (uma personagem feminina singular e forte, algo que faltava para SN desde a saída da Bela, da Ruby e da Charlie) é bastante plausível. O drama que envolve os irmãos Winchesters desde o início da série é com relação à sua intervenção no mundo, se eles de fato fazem a diferença na vida das pessoas que eles salvam. Sam e Dean já salvaram inúmeras vidas, mas, se pensarmos com cautela, analisando tudo o que já aconteceu até aqui, o que Toni disse é a mais pura verdade.

Os Winchesters já prejudicaram a vida de milhares de pessoas, seja caçando ou preocupando-se incessantemente um com a vida do outro, onde, nessa brincadeira de “morto, vivo”, os dois já causaram o Apocalipse na Terra, já soltaram Leviathans, causaram a queda dos anjos, libertaram a Escuridão primordial e muito mais. A preocupação dos Homens das Letras da Inglaterra em suas caçadas, reflexo, talvez, da visão perfeccionista dos britânicos, espalhando selos, vigiando todas as saídas das cidades e evitando a matança de pessoas inocentes é uma alternativa bem mais válida e eficaz do que o velho jeito de ser dos caçadores. Mas será que todo esse cuidado não esconde objetivos mais obscuros como, por exemplo, o de “dominar” uma cidade? E qual será o interesse do grupo nos caçadores dos EUA? Será que essa é uma tentativa de apenas organizar o sistema (como Toni disse) ou, verdadeiramente, implantar uma espécie de “ditadura” onde os Homens das Letras devem sobrepujar os caçadores normais? Melhor ainda: será que os Homens das Letras, os supostos novos “vilões”, superarão o impacto positivo que a Amara gerou na mente do público na última temporada?

WTF?! Como assim “Vinícius Fernandes” é o colunista de Supernatural no Série Maníacos?

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Como assim, gente… Cadê o Pedro Duzzi?!

A pergunta que não quer calar não é “cadê Lúcifer?” (que provavelmente encontra-se em Los Angeles, na FOX), nem o motivo do Dean ter aceitado o retorno da mãe tão facilmente (nem testou se ela era um demônio!) ou de quem a Mary sentiu mais falta, dos filhos ou do Impala (voto na segunda opção), mas sim: Cadê o Pedro Duzzi?! Pois bem, como vocês já devem ter percebido eu não sou o Pedro. Infelizmente o antigo reviewer de Supernatural foi dessa para a melhor… Calma, galera, ele não morreu! Ele apenas teve que se ausentar para realizar uma investigação importante sobre os Homens das Letras da Inglaterra e, como eu tinha acabado a minha cobertura de Fear the Walking Dead (aliás, quem quiser ler o texto, para conhecer melhor meu estilo de escrita e, obviamente, me dar aquela moral, clique aqui) eu resolvi ajudá-lo, assumindo a série até o seu retorno. Farei os textos até o episódio 3, após isso dividirei Supernatural com o Daniel Barcelos (reviewer de séries como Veep, Westworld e Gracepoint, por exemplo). Eu ficarei responsável pelos episódios ímpares e ele, por sua vez, os pares. Ainda não sabemos por quanto tempo cobriremos a décima segunda temporada, mas assim que o Pedro retornar vocês o terão de volta aqui no SM. Espero que gostem do meu estilo de escrita, aguardo ansiosamente pelo feedback de todos vocês, sejam eles positivos ou negativos (todos serão bem-vindos). Enfim, é isso, hunters, até a semana que vem!

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