Não há nada que os Winchester não possam fazer se eles trabalharem juntos

Com esse excelente quote de nossa tão querida Charlie, abriram o típico “The Road So Far” e foi iniciado o nono ano de Supernatural. Depois da ótima temporada passada e da excelente season finale, estava ansiosíssimo pelo retorno dessa série, que voltou a figurar a minha lista de favoritas, e extremamente curioso para saber o que iria acontecer após a queda dos anjos.

Diferentemente da habitual maneira de Supernatural trabalhar em Premieres, com muita ação e já resolvendo a maioria dos problemas da Finale para dar lugar a tramas novas, a Premiere dessa vez foi um pouco mais emocional. Não que a série não tenha feito esse esquema habitual, mas ele apenas aconteceu de uma forma mais reduzida, afinal, o episódio retratou apenas um único dia, momentos após a queda dos anjos. Porém, de qualquer forma, foi um ótimo episódio de estreia, do tipo que nos faz matar as saudades e nos instiga a tudo o que vem pela frente.

Primeiramente tenho que dizer que achei bem inteligente a forma como adaptaram essa nova realidade de anjos na Terra, mesmo sendo um tanto surreal. A maioria dos anjos já encontraram receptáculos, segundo Hael, só não entendo muito bem em que forma estão sobrevivendo os anjos que ainda procuram por um. E o fato da queda ser disfarçada como uma chuva de meteoros é meio hilário, mas faz sentido.

Não sei vocês, mas durante uma temporada e outra, eu me mantenho bem longe de spoilers, só vejo os promos principais mesmo, e por isso não fazia a menor ideia de que começaríamos a temporada com Sam em coma. Mesmo sabendo que ele não iria morrer e nada disso ser uma ideia nova, o roteiro conseguiu fazer tudo de uma forma decente e bem interessante. Ver a mente de Sam se conflitando, por mais que seja um plot bem aleatório, foi bacana porque fizeram direito. Gostei bastante de como colocaram o personagem entre a decisão de tentar lutar para sobreviver ou sucumbir à morte, fazendo-o criar, na sua psique, um Dean que o quer vivo e um Bobby que o diz que a morte não é tão ruim. E rever a própria Morte também foi bacana, mesmo a aparição dela não tendo sido tão relevante como todas as outras vezes.

E enquanto a cabeça de Sam refletia entre vida e morte, a principal carga emocional do episódio é por conta de Dean. É incrível como, em 9 anos, já o vi chorar e se lamentar pelo Sam por todos os motivos possíveis, talvez vezes até demais, mas mesmo assim, isso ainda emociona. O fato é que me apeguei tanto ao personagem do qual acompanho a história há tanto tempo, que é impossível não se importar. E também, se Dean não ficasse arrasado por Sam, como já aconteceu em épocas passadas, eu ficaria revoltado. A união entre os irmãos é o que mais faz a série ser o que é, o que torna até aquela cena simples de Dean orando para Cass, logo no começo do episódio, memorável.

O ataque dos anjos ao Hospital foi excelente. Entendo Dean perder a razão e ter orado passando o endereço para qualquer anjo que o ouvisse. Mas eu não sei se dá pra confiar nesse Ezequiel não. O anjo só havia ganhado alguns pontos de confiança comigo por Cass dizer à Dean que ele era um bom soldado, porém, isso era lá no Céu. Na Terra as coisas são diferentes e é muita irresponsabilidade de Dean deixar que um anjo desconhecido fique usando seu irmão como receptáculo por tempo indeterminado, porém sei que ele fez isso porque era realmente a última opção para deixá-lo vivo e Dean jamais deixaria Sam morrer se pudesse ajudá-lo de alguma maneira. Qualquer maneira.

Aliás, durante o ataque ao hospital, Dean abriu uma boa questão: agora que os anjos foram expulsos do Céu, para onde eles vão quando é realizado o feitiço para mandá-los de volta para o Céu? Eu, sinceramente, achei que não funcionaria, porém funcionou e agora passo a acreditar apenas que essa é uma pergunta para a qual nunca obteremos resposta.

Em um outro plano, temos um Castiel perdido e desprovido de sua graça. Não dá para dizer que ele é exatamente humano, afinal, a rádio dos anjos ainda está ligada na sua cabeça. Mas, fora isso, ele não possui mais poder algum e terá que aprender a sobreviver como um ser humano. Para alguém que antes não dormia nem precisava de água, vai ser difícil. O que me deixa mais aliviado é que Cass conseguiu ligar para Dean rapidamente, caso contrário, teríamos um drama repetido e desnecessário de Dean decepcionado com Cass e se perguntando onde ele está.

O episódio deixa bastante coisa para ir se desenvolvendo aos poucos. Os anjos na Terra ainda nos direcionarão à uma trama mais concreta, talvez uma caça ao pobre Castiel. Desse, veremos como ele tentará ser um humano. Temos Ezequiel e Sam em um mesmo corpo. E também não podemos esquecer de Crowley, que quase foi curado em “Sacrifice” e dessa vez ficou o episódio inteiro preso no Impala. E é claro, envolvido em tudo isso, temos um Dean Winchester para tentar resolver alguma coisa.

PS 1: Metatron e Kevin também devem dar as caras em breve.

PS 2: Melhor vinheta de abertura de Supernatural ever.

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