
‘99 Problems’ foi um bom episódio. Meio filler, meio mitologia, como grande parte dessa 5ª temporada, mas dessa vez funcionou. Gostei bastante.
Spoilers Abaixo:
Eu achei a primeira parte do episódio muito bem construída. A cidade inteira (não que ela fosse muito grande) de hunters orientados pela suposta profeta, eles atacando os demônios em grupo, as pessoas lidando com a iminência do apocalipse (casamentos, tentativas desesperadas de salvação)… Tudo isso funcionou muito bem, principalmente pelo sentimento continuo (e óbvio) de que algo estava errado naquele lugar, mas sem fazer ideia do que exatamente.
Mais um elemento do livro do apocalipse entra para a mitologia da série: The Whore of Babylon (Prostituta da Babilônia). Eu gosto de como a série mescla esses elementos da bíblia com a sua mitologia. A melhor parte da solução do mistério, entretanto, foi o Castiel explicando tudo bêbado. Já falei que o Misha Collins é sensacional? Bem, não custa repetir. É interessante ver também como a má (ou boa, depende do ponto de vista) influência dos Winchester mudou o Cas. Ele que no começo era um fiel servo do senhor, agora nas suas próprias palavras é “um exemplo decadente” de anjo.
Gostei também da forma como o caso foi resolvido. No momento em que se explicou toda a história de que Leah não era profeta e o Cas contou a história lá do livro Apocalipse, eu achei que o restante do episódio seria bastante óbvio. Que iria ficar apenas na historinha do pai ter que matar a filha. Então, foi muito bom quando Dean matou a ‘Prostitura da Babilônia’, principalmente no instante em que caiu a ficha do porquê de ele ser capaz de matá-la.
Eu escrevi muitos reviews atrás que essa temporada era sobre uma simples decisão: sim ou não. Durante grande parte do meio da temporada esse dilema ficou quase esquecido, por isso fico feliz que agora, na reta final, os roteiristas tenham voltado a dar ênfase a esse assunto. Achei que funcionou bem o Dean ser o primeiro a mudar de ideia e dizer sim, teve muita lógica com os acontecimentos da série e principalmente da temporada. O Sam não poderia ser o primeiro a abandonar a esperança porque a culpa que ele inevitavelmente sente não permite.
O Dean bater na porta da Lisa no final do episódio que, para mim, soou um pouco forçado. Muito infeliz, aliás, aquele spoiler mostrando ela no ‘Then’(também conhecido como cenas dos episódios anteriores). Eu sei que ‘Dream a Little Dream of Me’ (3×10) os roteiristas já tinham colocado a Lisa no sonho do Dean e tal, mas eu lembro que na época que eu vi esse episódio eu também achei isso um pouco forçado. Mas, ok, como Dean não é do tipo que fica contando os sentimentos por aí, eu vou relevar. Só vou reclamar que não apareceu o mini Dean, eu adoro o mini Dean.
Bem, eu ia começar o review dessa semana repetindo a pergunta que um leitor fez semana passada nos comentários sobre o paradeiro do Mark Pellegrino, mas parece que dessa vez o Apocalipse vai realmente começar. Já estava na hora.
IMPORTANTE: Ninguém precisa me contar em que episódio Lúcifer retorna a série. Eu já sei e talvez algum outro leitor não queira saber. Então, favor NÃO compartilhar spoilers.













