Que episódio, hein meus amigos? Durante essa semana, SPN mostrou que não estava a fim de dar folga para ninguém. Saindo de sua zona de conforto, Destiny’s Child – com o auxílio de personagens com caráter bastante duvidoso – impôs muita resistência aos Winchesters e através de vias bem sensatas, mostrou a ação que queremos ver na série numa mistura de ousadia com agilidade sobre a qual adoro escrever.

Achei bem interessante a aparição seguida de Billie, marcando presença e fazendo com que seus planos não saiam dos trilhos. Levando em conta os episódios anteriores, percebemos que nesse ponto o roteiro está ficando mais focado e minha expectativa é de que até a execução final do plano, as aparições dela só aumentem, o que será ótimo. Como tudo se concentra em fortalecer Jack, se não tivemos mais nenhum filler, Alex Calvert é outro que só ganhará espaço nessa reta final. Acredito que se os demais episódios seguirem o ritmo de deste, a série terá uma reta final bem satisfatória. Minha perspectiva é de que tenhamos mais um ou dois episódios envolvendo missões dadas pela Morte e que Jack seja enfim preparado para a batalha, mais um ou dois episódios de fillers para que o clima comece a esquentar.

Não sei exatamente o que Dean tem em mente quando afirma de forma tão natural e pretensiosa que Jack deveria matar Amara também. Todo esse excesso de confiança tá colaborando para que tudo prossiga de forma normal demais e como comentei antes, isso não tá sendo tão proveitoso para a temporada final. Talvez Billie esteja sendo muito superestimada. O único ponto positivo nesse plano que consigo enxergar é que por ora A Luz e a Escuridão estão separados, porém mais uma vez seguimos sem saber qual o tipo de emboscada a Morte tem em mente para ambos. Só sei que após anos de aparições aleatórias, será bom vê-la descendo de seu pedestal e entrando em ação também.

E após a primeira fase do plano, que era fortalecer o corpo de Jack, essa segunda teve o objetivo de fortalecer seu espírito, totalmente concentrada em fazer com que os protagonistas encontrassem o Occultum. Seguindo uma corrente de informações que acabou não se mostrando nem um pouco confiável com Sergei -> Jo -> Ruby, o episódio estabeleceu seu caminho e de forma bem ágil e demandou uma série de esforços para que nosso time de protagonistas contornassem os problemas.

A nível de roteiro, foi totalmente fan service trazer Ruby de volta só por conta do Occultum. Um pequeno remendo acabou sendo feito no enredo da 4º temporada e mesmo não fazendo muito sentido Jo já estar na terra naquela época e uma relação arranjada de última hora entre ela e Ruby, o que podemos dizer? Trazer a Genevieve, representante de uma das personagens femininas mais importantes da série para a temporada final reforçou a nostalgia da série e funcionou de forma bem melhor que os monstros que nós vimos na premiere dessa mesma.

Jo e Ruby

O episódio também teve uma dinâmica excelente. Tivemos idas ao inferno, idas ao vazio, mais uma vez a presença da própria Entidade, Cães do inferno, Jardim do Éden, planos improvisados para no final, tudo convergir para um clímax do qual ninguém sabia o que esperar, tudo junto numa mistura que amamos assistir durante todo tempo de exibição da série. E depois de acharem que o occultum era uma arma, um local, acabaram descobrindo que o oculto era na verdade um pomo de ouro que em tese serviria para purificar o ser espiritual de Jack. Dado que como nessa luta contra Chuck, espera-se que Jack esgote os seus poderes mais uma vez, ter sua alma de volta evitará que ele saia do controle como saiu na temporada passada e isso foi um ponto pertinente e proveitoso, ainda que eu não curta esses remendos de roteiro que visam fazer e desfazer coisas desse tipo quando é conveniente.

O diálogo que Jack teve com Cass enquanto se empanturrava com frituras meio que puxou o gancho que tinha dito na review passada sobre a morte de Mary. Foi bom ver que não haviam deixado esse detalhe passar e melhor ainda ver que ao invés de fazerem disso um drama desnecessário que provavelmente perduraria por vários episódios, transformaram tudo em uma cena bem tocante ao término do próprio. A reação dos irmãos se mostrou um pouco surpresa e depois de todo esse tempo, fico curioso para saber a resposta de Dean. Espero que um perdão venha sem demora, porque o próprio fato de Dean não ter atirado em Jack na finale passada talvez já seja um indicador desse perdão e além do mais, já passamos do tempo de nos preocupar com isso.

Jack

Falando agora sobre as outras versões dos Winchesters, de início me pareceu um pouco desnecessário para o contexto. Tudo isso serviu apenas para reforçar a ideia de que Chuck estaria acabando com os mundos, mas já sabíamos disso quando o the bad place foi extinto, certo? Contudo, achei interessante e divertido os irmãos se confrontarem com versões diferentes deles mesmos, ainda que o plano de ter os fakes no bunker para o caso de Chuck aparecer por lá fosse um pouco ingênuo, como se o cara não fosse onisciente. Mas no geral, julguei uma aparição legal dos dois, que logo foram embora para o Brasil após o problema ter sido resolvido.

E para quem não está sintonizado com as novidades envolvendo a série, o roteirista Andrew Dabb publicou um twitter avisando que após esse episódio, as exibições de SPN terão uma pausa. Sendo assim, fecho essa review com as observações abaixo e retornarei aqui em breve!

Observações:

  • Novamente Jack usou seus poderes para retirar a graça de Castiel e ninguém se tocou?
  • Começamos a questionar o gosto de Jo quando ela afirma que o receptáculo de Ruby morena é melhor que a loira.
  • Castiel prometeu tirar Ruby do vazio caso ele conseguisse o Occultum. Será que ele vai cumprir a promessa?
REVISÃO GERAL
Nota:
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