Não existe filler bem contado que nos faça torcer o nariz.
Qualquer episódio seguinte a um grande evento, como a saída de Lúcifer da jaula, sempre eleva nossas expectativas. Eu realmente não esperava um episódio filler logo de cara – acho que ninguém previu essa. Porém, que episódio gostoso de assistir! Não foi desinteressante, trouxe novos personagens e desenvolveu a trama principal também. Entendo que haverão aqueles que não gostaram do episódio, pois ele realmente não teve nada muito empolgante. Ele foi morno, porém o considerei divertido.
O episódio nos trouxe um Sam perturbado com a conversa com Lúcifer. Realmente o arcanjo mexeu com o Winchester caçula e isso já liga o sistema de alerta. Será que Sam considera dizer “sim”, se nada der certo? Ele mesmo já havia confessado que Lúcifer sabe influenciar as pessoas e ele quase foi pego. De qualquer forma, foi muito legal de ver, no fim do episódio, Sam pedindo desculpas a Dean por não o ter procurado após ele ter ficado no Purgatório e o mesmo dizendo que já havia desculpado Sam e era para deixar isso para trás. Realmente, galera, vamos deixar a 7ª temporada lá pra trás e fingir que nada disso aconteceu, rs.
Dando sequência à trama de Lúcifer/Castiel, fiquei um pouco desapontado que não deram continuidade àquela cena com Crowley, porém, não fiquei pensando tanto nisso ao longo da trama do episódio. Há outras formas de mostrarem ou contarem o que foi conversado entre os dois sem ser de forma linear. Então vamos esperar pra ver o que foi estabelecido lá. De qualquer forma, Lúcifer está só curtindo uns dias no parque, matando uns anjos num estalar de dedos e fuçando no esconderijo dos Homens das Letras. É bastante perturbador saber que um dos maiores vilões da série está dentro do corpo do maior aliado dos protagonistas, sabe a localização da casa deles e tem acesso a tantas outras maneiras de prejudicá-los. Porém, senti que Lúcifer está mesmo disposto a derrotar Amara. Ele não pegou uma carona para fora da jaula para se libertar, simplesmente. Ele pode realmente ser um aliado necessário, infelizmente. Agora fica a dúvida (levantada nos comentários da review passada): Como Lúcifer conseguiu adentrar em um receptáculo o qual já possui um anjo dentro? Lúcifer expulsou Cas do corpo? É possível a manutenção de dois anjos no corpo devido ao fato de Jimmy já estar morto e, no caso, Cas faria a função do mesmo e Lúcifer faria a função do anjo que possui o corpo?
Em relação ao caso semanal, foi instigante a abertura do episódio e a forma como isso se relacionou depois com a trama. Poderiam muito bem ter mostrado a morte do morador do asilo e, sendo assim, quando Dean o mencionaria você já saberia de quem se trataria. Porém, mantiveram certo mistério acerca de quem seria aquele bebê cujos pais foram mortos há 30 anos. As personagens apresentadas no episódio, Eileen e Mildred, foram muito bem utilizadas, com bons diálogos, um passado interessante e trouxeram um carisma muito bom para a história, mantendo inclusive uma possibilidade para elas voltarem. Espero realmente vê-las novamente em algum episódio futuro, principalmente Eileen.
Fui surpreendido quando Dean foi o escolhido pela Banshee para ser sua vítima, ao invés de Sam. Tínhamos todos os motivos para crer que seria Sam, devido ao seu drama com Lúcifer, porém foi Dean, devido ao seu dilema com Amara. Para mim está um tanto quanto nebuloso essa atração/conexão entre os dois. Não sei se há algo mais a surgir para que isso seja melhor explicado ou se é somente isso mesmo…
Mantendo o bom nível da temporada, “Into The Mystic” trouxe mais um filler para essa temporada, mas sem deixar a trama principal de lado, desenvolvendo personagens e nos divertindo. Uma temporada longa precisa entreter com episódios desse estilo, o que até agora tem feito de uma forma muito competente.
– Shoshannah Stern, a atriz que interpretou Eileen, é realmente uma deficiente auditiva.
– Atlin Mitchell (atriz que interpretou a Banshee) é uma experiente dublê, tendo trabalhado já inclusive em Supernatural, além de Arrow, Crepúsculo, Fringe, Smallville, etc.
– Geezer Butler e Ozzy Osbourne, do Black Sabbath, foram referenciados nos nomes falsos de Sam e Dean.















