Adivinha quem voltou?!
Pois é, meus queridos. Tio Lu está de volta e lacrou. Simplesmente assim. Tudo que não morre, em Supernatural, está sempre disponível para voltar eventualmente. Lúcifer era uma dessas criaturas que não haviam morrido e poderia voltar. Todos queriam. Todos pediam.
O episódio, além de trazer o retorno de Lúcifer, também abordou a relação Dean/Amara. Ela, que havia ficado ausente dos últimos episódios, já surgiu com sua aparência definitiva que vimos na premiere. Sua busca por Deus, seu querido irmão, continua, ela questiona seus fiéis e mostra até onde pode chegar para conseguir seu objetivo. As cenas de carnificina foram muito legais, assim como todos os diálogos construídos em torno de Amara e sua inocência em relação ao culto a Deus. O que as pessoas acreditam e levam por verdade absoluta, Amara questiona e coloca um monte de interrogações que fazem bastante sentido. Onde está Deus? Por que ele continua se mantendo alheio a tudo? Pior que ser contrariado é ser ignorado. Todo mundo sabe disso.
As visões de Sam se afunilam para algo bem mais específico, saindo do vago e aberto a interpretações e mostra claramente onde ele deve ir: Se encontrar com Lúcifer. Dean, ainda contrário à ideia, aceita pedir a ajuda de Crowley para, pelo menos, testar o encontro com o Diabo, desde que seja seguro para Sammy. Rowena entra em cena e, com ela, o Livro dos Condenados também. Todos ficam a par da situação, do parentesco entre Deus e A Escuridão e das visões de Sam. Muito interessante o uso do livro e da personagem Rowena, pois mostra um aproveitamento de itens mágicos que a série sempre soube usar com maestria e de uma personagem importante dentro da trama principal.
Finalmente mostrando alguma consequência daquela reunião avulsa de “The Bad Seed” (S11E03), os anjos se reúnem para tentar conter a Escuridão, emulando tipo uma revolta operária. A comparação é interessante, pois eles estão se sentindo desamparados, sem um líder declarado e cansados da briga entre facções de anjos que se estendeu durante algumas temporadas da série. Vale mencionar também o sumiço de Castiel nos últimos episódios. Ele não é visto desde o episódio “Our Little World” (S11E06). Porém, olhando o episódio de forma crítica e deixando o lado fã um pouco de lado, a presença de Castiel poderia até atrapalhar o andamento da história desse episódio ou iria parecer desnecessária a sua presença. Acredito que foi melhor assim mesmo. Vamos fingir que ele não apareceu porque estava na Comic Con Experience e pronto.
O arcanjo mais badass de Supernatural é invocado em uma jaula enfeitiçada e seu retorno arrepiou até o pelo mais obsoleto no local mais obscuro possível de meu corpo. Tio Lu e seus olhos vermelhos voltaram. O carisma tomou conta em sua volta. Todas as falas sacanas dele e o medo na cara de Sam foram ótimos. Claro que ele iria pedir o corpo de Sam novamente, pois é o receptáculo ideal para Lúcifer e onde ele deve ficar para seu corpo não se degradar. Lembram-se da danificação do receptáculo Mark Pellegrino, com cascas de feridas e carne viva? Vale também mencionar a aparição de Lúcifer no corpo de Pellegrino, pois eu tive que rever a cena da 5ª temporada em que Sam diz “sim” para não falar coisa errada. Um demônio ou um anjo, quando vão trocar de receptáculo, abandonam o corpo antigo. Na 5ª temporada, quando Lúcifer assume o corpo de Sam, seu receptáculo some da cena, ou seja, aquele corpo em que ele estava foi transportado junto para dentro de Sam. Pelo menos foi isso que entendi revendo a cena. Por isso não soa como um erro a aparição de Lúcifer no corpo de Pellegrino, porém, o mais correto eu acho que seria ele ter abandonado o corpo, assim como todos fazem, mas aí isso talvez seja algo que passou despercebido lá na 5ª temporada e não me cabe analisar isso agora na 11ª. Um ponto que alguém mencionou nos comentários de alguma review anterior: Sam ainda era o receptáculo de Lúcifer e ele seria obrigado a aceitá-lo de volta. Pelo visto, quando Sam conseguiu sair da jaula, automaticamente seu “sim” foi anulado e ele conseguiu se desprender de Lúcifer.
Por mais legal que seja o retorno de Lúcifer, por mais empolgante que isso seja, não podemos nos esquecer quem é o vilão principal da temporada e sobre quem estávamos falando até então. Amara e Dean, intercalando com as cenas de Sam e Lúcifer, conversaram a respeito das intenções dela para com as pessoas e Dean, especificamente. Senti que foi meio redundante, pois não trouxe nada realmente revelador ou empolgante. Basicamente foi um repeteco daquela cena com Amara jovem de “Our Little World”, só que com beijo. Amara não tem nada contra as pessoas, ela apenas quer suas almas para nutrir seus poderes e, segundo ela, as almas não foram tiradas das pessoas, apenas consumidas. Elas fazem parte de Amara e irão impulsionar sua vingança contra Deus, que aliás, é seu irmão e não tem nenhum papai, sendo deixado bem claro. Seu remorso em relação a Deus faz sentido, tornando a personagem mais humana e a distanciando do caricato e forçado. Por fim, ela assumiu sua ligação com Dean, devido a marca, e ele está encantado por ela também, muito devido ao seu poder de influência, algo parecido com o que aconteceu com a garota assassina em “Thin Lizzie” (S11E05). É um êxtase inexplicável, um prazer terminal. Por fim, após a lâmina angelical falhar, ela desiste de consumir a alma de Dean e o beija, finalmente saindo do zero a zero esse flerte entre os dois. Os anjos aparecem em cena e são lindamente exterminados. Um golpe certeiro vem do céu, abrindo duas possibilidades: ou é muita presunção dos roteiristas nos fazer pensar que a vilã da temporada, talvez a mais poderosa que a série já teve, a qual tem a mesma força bruta de Deus (segundo Lúcifer), seria morta por um raio dos anjos em plena mid-season finale, ou seria muita besteira dos roteiristas matar uma personagem com um enorme potencial de um jeito tão simplório.
A revelação que tomou conta do gancho para o próximo episódio já tinha sido levantada nos comentários de reviews anteriores. Parabéns pela esperteza para quem havia já adivinhado quem era o verdadeiro responsável pelas visões de Sam. Totalmente plausível e igualmente empolgante. Só ficou um pouco o gosto agridoce de termos novamente quebrado a cara ao pensarmos ter sido mesmo Deus. Lúcifer ser o responsável também é legal, mas ficamos na vontade de conhecer Deus e agora, mais do que nunca, acredito que nós o queremos ver na série para matar essa curiosidade. Será que ele nunca vai aparecer? E o feitiço que falhou? Foi Rowena a responsável? Ela estava encantada com Lúcifer e não pareceu surpresa quando houve a reviravolta no fim. Lúcifer pode ter sido o responsável também, pois se tudo já era planejado por ele para trazer Sam de volta, é bem possível que fora ele quem desfez o feitiço no momento em que ele quis. Ou foi o acaso mesmo. Falhou e ponto. Somente as consequências e reações dos personagens no próximo episódio responderão. Fica a dúvida também sobre o paradeiro de Adam/Miguel. Será que ele vai salvar Sam dessa enrascada?
O texto já está enorme, por isso encerrarei por aqui. Quem quiser debater o tema nos comentários, fique a vontade. Foi um cliffhanger e tanto! Em uma grande mid-season finale, Supernatural fecha 2015 como um bom ano para a série, apesar de alguns episódios irregulares no meio-fim do seu 10º ano. A reta final daquela temporada e essa inteira praticamente impecável devolveram um pouco do brilho do show que havia se enrolado com as tramas mal aproveitadas da metade final da 9ª e 10ª temporada. Supernatural retorna em 20 de janeiro e nos veremos por aqui, no Série Maníacos, alguns dias depois disso. Boas festas e bom descanso a todos!
OBS.: O título do episódio é uma referência ao filme homônimo de 2000 (título no Brasil: E Aí, Meu Irmão, Cadê Você?), dirigido pelos Irmãos Coen. Aliás, se você conhecesse o filme ou lesse a sinopse, já saberia o desfecho do episódio. Hahahaha!
OBS.2: Se você fosse Sam, preferiria a cama de cima ou de baixo? Ou iria dividir? ( ͡° ͜ʖ ͡°)















