Com a cabeça a prêmio.
Após o turbilhão que se seguiu ao fatídico rompimento de Mike e Rachel e à recontratação deste pela Pearson Specter, em Exposure, acompanhamos o desenrolar de tais acontecimentos. Como já estava escrito nas estrelas, o poço de Rachel não tem fundo: Donna fala A, ela faz X; Mike pede espaço, ela invade seu escritório. Obviamente que as atitudes delas foram passionais e desesperadas – compreensíveis de certa forma. Porém, de todo modo, é impressionante a antipatia generalizada que os fãs de Suits vêm demonstrando contra o casal-prodígio: até entendo a aversão a Rachel, mas a antipatia por Mike também é grande (e esta eu não entendo, sinceramente).
De volta a Pearson Specter, Mike só faltou receber um abraço de Harvey – que definitivamente é um homem mais equilibrado e com menor pretensão de manter a sua característica aura de autossuficiência. Porém, se tais momentos sentimentais não deixaram de constar, felizmente sua presença foi diminuta, pois todas as atenções se voltaram para Sean Cahill, o inimigo da vez.
Felizmente Suits encontrou uma forma de redimir parcialmente os momentos morosos e claudicantes desta temporada, construindo um clímax poderoso, bem ao seu estilo. Interessante notar que numa temporada até aqui dominada por Mike X Logan, caminhamos para o hiatus com todas as atenções em Louis. Se por um lado Louis deixou de ser o antagonista que era nas primeiras temporadas, passando a ocupar o papel de “carregador do piano” – aquele que faz o trabalho duro em prol do time – seus sacrifícios o colocam em perigo. Enredado pelo ardil de Forstman de mantê-lo com o “rabo preso” (como forma de chantageá-lo para tramar contra Harvey), Louis oscilou entre a agonia e o alívio, voltando ao final para a agonia, quando descobre que o documento enterrado será entregue junto com todos os arquivos do caso Gillies Industries. No próximo episódio, veremos as reações de Jessica e Harvey ao erro de Louis – e elas prometem!!!
Outro ponto positivo do episódio foi o diálogo entre Jessica e Mike. As usual, Jessica não brinca em serviço nem é de meias palavras. Não deixa sombra de dúvida que ela não desejaria mais outra coisa senão se livrar de Mike. Porém, ele também mostrou atitude – ao afirmar petulantemente que ele voltou, porque pertence àquele lugar.
Que Donna e Harvey já haviam contraído conjunção carnal, era algo que já havíamos visto num flashback, mas aqui a série oportunamente torna a pincelar este fato, confirmando que Donna desejava ter um relacionamento com ele (se o fato dele não estar pronto bem como eles voltarem a trabalhar junto não fossem obstáculos). Gradualmente, a série constrói um caminho que possibilita um romance Darvey. Mas por favor, muito cuidado, Suits. Resolva primeiro a morosidade do romance atual antes de se meter em outro, sob pena de sacrificar a sinergia entre Donna e Harvey – um dos pontos altos da série.
Por fim, falando em romance – é isto mesmo? A dor de corno de Mike durou um dia só? Tanto barulho para isso??? Francamente… Se for isto mesmo, ao menos tem a vantagem de parar com o mimimi entre os dois.













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