
Velho George ou novo George?
Spoilers Abaixo:
Suburgatory não apenas está de volta, mas está também mais linda do que nunca. E aqueles que achavam que a série voltaria no mesmo ponto em que parou na temporada passada, inclusive eu, não poderiam estar mais errados. Mas nem por isso o inicio de temporada deixou de ser uma coisa deliciosa de assistir para matar a saudade. Foram tantas cenas, referências e piadas que eu gostei, que talvez fosse preciso duas reviews para comentar tudo, mas vou tentar fazer de forma breve.
A começar pela trama principal e parte pela qual ficamos roendo as unhas por meses: a avó de Tessa. Ok, ela não é a trama principal, mas foi justamente a sua chegada à temporada passada que nos deixou pensando como o relacionamento de George e Tessa mudariam dali para frente. Para mim, todo o desenrolar da história aconteceria só agora na primiere, onde poderíamos ver muito mais da senhora que veio atrás da neta tentando conhecê-la e tendo que lidar com um George super protetor, o velho George. Acabamos não vendo isso, mas achei muito legal da parte dele deixar a Tessa passar o verão com a avó, mesmo sendo em Manhattan. Mostra que mesmo que ele cuide e tente proteger a filha, ele também tem consciência de que ela não é mais criança e que mais cedo ou mais tarde terá que deixar o ninho.
E é aí que entra a parte mais interessante, o novo George. Um George que não fica pressionando a filha, que não fica fuçando as coisas dela para ver onde ela esteve e com quem esteve, mas um George que, acima de tudo, está lá para apoiar sua filha no que der e vier, pronto para guiá-la a partir de sua mãe, o maior exemplo que uma garota poderia ter. Gostei muito da cena em que ele leva o violão para Tessa no Folias de Outono e fazendo todo o discurso sobre a mãe dela, sendo não só uma coisa nova para a garota, como para nós também. Estou muito ansiosa para ver se depois dessa viagem a nossa protagonista vai finalmente poder ter uma vida na cidade grande, ou se ela realmente gostou do subúrbio e pretende ficar lá mais um tempo. E espero também toquem um pouco mais no assunto evolvendo o outro lado da família da Tessa, quem sabe a mamãe não chega mais cedo das férias na Europa.
Já que falei do Folias de Outono, vou dizer que gostei muito da apresentação da Tessa, não só por achar que ela cantou muito bem, mas também por não fazer ideia de que o tema da série (que adoro) estaria tão ligado à personagem. Muito bom. Mas sobre esse show de talentos que em um dia está com as inscrições abertas, no outro com apresentações prontas e no dia seguinte já está acontecendo, outro personagem que teve grande destaque foi Ryan. Não que tenha sido mostrado ele pulando pra fora da lixeira e mostrando todo o seu talento felino, mas ele conseguiu mais uma vez o solo no lugar da irmã, o que é bem legal. Antes que falem algo, vou deixar claro que não sou fã da Lisa. Não tenho nada contra a personagem, só a acho revoltada demais. Tudo bem que ela não tem culpa dos pais serem quem são, mas ás vezes penso que ela exagera na irritação e manipulação. Contudo, Lisa conseguiu me fazer rir nesse episódio como “chefe” da casa, mas só até a mãe dela combater fogo com fogo e ameaçar a garota a ficar para sempre na presença dos pais, claro.
Saindo da parte adolescente e entrando na parte aparentemente adulta, temos Dallas e Noah brigando pela babá Carmen. Gosto muito da Dallas e sou apaixonada pelo Noah (culpa do Alan Tudyk por ele ser tão perfeito), então para mim essa disputa deles foi uma das melhores partes do episódio. Claro que, no final, quem ia escolher para onde Carmen ia era a própria Carmen, que acabou indo pra casa do George. Mas isso não significa que não tenha rendido ótimas cenas, a primeira, em que Noah está pedindo para a babá voltar pra ele foi perfeita, foi mais do que suficiente para me divertir nos primeiros dez minutos do episódio. E a Dallas comendo as barras de limão que estava tentando queimar? Sensacional. Sobrou até para Dalia e suas palavras de conforto ao contrário, tão tocantes quanto a sua sinceridade com Tessa sobre o violão.
Tudo isso para dizer que estou muito feliz com a volta de Suburgatory e não consigo não ficar animada com essa segunda temporada. Que a série continue desse jeito na próxima semana.
Considerações finais:
– Então, lá no inicio eu falei que tinha gostado de muitas referencias, mas vou falar só da minha favorita do episódio que foi quando Tessa e Lisa estavam conversando sobre talentos no quarto e Lisa fala que não é o Carson Daly pra dizer que a Tessa é “cool”. Se você não entendeu é porque não assiste The Voice, se você não assiste The Voice, faça uma forcinha e dê uma chance ou pelo menos confira as reviews que são tão boas quanto o reality. Fica a dica.
– Peace Train? Muito boa.
– Tive uma crise de risos no “Chatswin, bitches!”.
– Noah guardando o filho com os casacos: a cara dele.
– Ainda bem que a Éden foi embora, assim não precisei falar sobre como não gostava da personagem.
– Muito boa a história da adoção do Ryan, só mostrou o quanto a família Shay é maluca.
– Então, gente, infelizmente o Lucas não vai poder continuar cobrindo a série, o que significa que eu vou tomar conta dela a partir de agora. Espero que gostem das reviews.





















