Após passar metade da temporada desenvolvendo uma trama envolvendo Spock, Discovery finalmente introduz o personagem e não só a ideia dele.

Humanos e vulcanos não tem muita coisa em comum. O ser humano é repleto de emoções e sensações, enquanto os vulcanos sempre se apegam, estritamente, a lógica e racionalidade. O efeito de juntar as duas etnias pode fornecer uma troca interessante, como aconteceu com Michael e também uma problemática, no caso de Spock.

Apesar dessa inconsistência pelo modo em que seus filhos cresceram, Amanda e Sarek parecem funcionar muito bem, apesar dela fazer varias concessões ao estilo de vida vulcano e talvez, até, sentir-se meio sozinha. Entretanto, é inegável que Michael e Spock são boas pessoas e o fato de integrarem a Frota Estelar demonstra que são semelhantes em alguns aspectos.

Enquanto Burnham tenta encontrar seu irmão, a USS Discovery continua a explorar e se depara com uma fenda temporal. A parceria de Pike e Tyler foi um tanto inusitada, mas na ausência de Burnham dificilmente utilizariam algum outro tripulante pra uma missão do tipo. As diferenças entre Christopher e Ash são imensas, no entanto a desconfiança é mútua e uma dupla formada com essa característica estava realmente fadada ao fracasso.

Com as dificuldades sendo acentuadas, Pike mostra que é um excelente líder e confia nos seus próprios instintos para tirá-los da enrascada. E a ajuda de Stamets, ideia de Saru, não poderia ter sido mais bem-vinda, além de colocá-lo em contato mais próximo de outras tarefas além da ciência e navegam através da rede micelial. Todos salvos, porém ficam questões no ar como: quem atacou a nave de Pike e Tyler e por que?

Voltando para a trama principal do episódio, Burnham faz uma expedição extra-oficial em Vulcano e espera encontrar respostas com sua mãe. Não sendo tão difícil de obter respostas, Michael encontra Spock e não entende bem o que acontece e Sarek discorda sobre a escolha de Amanda em escondê-lo, optando, mais uma vez, pra racionalidade. Entretanto, o problema de Spock é tudo, menos lógico.

Tendo que entregar seu irmão para o Capitão Leland, Michael recebe uma ajuda inesperada de Georgiou e de quebra temos mais um momento excelente entre elas; as duas atrizes tem uma química indubitável e compartillham a cena como ninguém no elenco.

E mais uma vez, Michael quebra as regras e “sequestra” Spock para salvar a mente do irmão e descobrir, junto a ele, onde levam as coordenadas que ele repetia constantemente. Dificilmente a carreira de Michael não vai ser atingida novamente, essa “mania” de não seguir protocolos e regras, mesmo com bons motivos, a torna uma pessoa instável e duvidável, mas por protagonizar a série não deve acarretar tantas consequências.

Com Spock e Michael em fuga, Discovery ainda tem um bom arco a ser desenvolvido e continua tecendo muito bem a ligação da tripulação com os sinais vermelhos e a conexão de Spock com tudo isso (principalmente o anjo vermelho). O embate com os Klingons foi ótimo na temporada anterior, todavia esse plot da temporada é mais empolgante e mais livre, além de possibilitar a evolução dos personagens de forma individual, tornando a trama ainda mais agradável.

Live Long And Prosper 1: o destaque dado a Tyler poderia facilmente ter ido pra Tilly e Saru, às vezes os membros da tripulação são subaproveitados e seria ótimo que participassem mais;

Live Long And Prosper 2: a imperatriz terráquea foi uma adição excepcional a trama, todas as cenas em que participa são engraçadas ou intrigantes. A ideia de um spin off de Georgiou é muito agradável.

REVISÃO GERAL
Nota:
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