O retorno da USS Discovery não poderia ser mais empolgante. Introduzindo muito bem o que esperar dessa nova temporada, Star Trek: Discovery abre espaço para personagens queridos das franquias anteriores com a tripulação cruzando com a USS Enterprise.

A ligação de Michael Burnham com a família de Spock é um dos plots que mais envolvem os Trekkers mais ferrenhos. Em toda franquia é interessante tratarem de personagens já conhecidos e com Discovery não seria diferente. Desde a temporada anterior, tentam estabelecer ligações com Spock, através de Sarek e a adoção de Burnham.

No entanto, fizeram a escolha certa não delimitando a conexão de Michael e Spock como única na franquia. Ao optar em colocar o capitão Christopher Pike como o primeiro tripulante da USS Enterprise em contato com os da USS Discovery, entregam um enredo muito mais rico do que seria o reencontro, logo de cara, de Spock e sua irmã humana.

Uma das características mais sensacionais de Discovery é a capacidade de fazer com que episódios de longa duração, como essa premiere de 1 hora, passem tão rapidamente como um de 20 minutos. E não foi diferente nesse início de temporada, a trama foi iniciada e terminada com um ritmo maravilhoso e que entreteve do começo ao fim; dificilmente alguém assiste Discovery esperando que acabe logo.

Com Saru no comando da USS Discovery, tudo parecia tranquilo e sem o clima pós motim que dominou a temporada passada; Michael já não parece mais se martirizar tanto pelo ocorrido e a tripulação parece confiar novamente nela, assim como Saru. Eis que a aparição do capitão Pike, apesar de repentina, não carregou a mesma sensação de quando o capitão do império terráqueo Lorca chegou.

A principal diferença entre Lorca e Pike é que o mistério e a postura reservada não são características compartilhadas entre eles. Enquanto Lorca era cercado de mistérios, Pike parece muito aberto a qualquer membro da tripulação, de uma forma patriarcal até. O incrível é que a parceria entre Pike e Burnham pode funcionar até melhor do que a de Lorca e Burnham – que também era muito interessante.

Em uma missão digna da Frota Estelar, Michael, Pike, Nahn e Connolly (muito teimoso, por sinal) vão ao resgate de uma nave que colidiu há meses em uma área instável. Apesar de não ter muito carisma, a partipacao de Connolly poderia ter sido prolongada, mas serviu muito bem o propósito de criar uma situação em que Pike dependeu diretamente de Michael.

Além da missão de resgate, a exploração serviu tanto para fazer com que Stamets fique balançado em permanecer na Frota Estelar quanto para desenvolverem novas tecnologias e colocar Tilly em evidência. A personagem demonstrou sua lealdade e inteligência diversas vezes, entretanto ainda fica um pouco ofuscada por outros personagens e investir em Tilly agora é uma boa oportunidade para balancear um pouco com a chegada de novos tripulantes.

Partindo do título do episódio, “Brother”, o episódio foi completamente diferente do previsível, e de uma maneira muito mais eficiente. Ao invés de focar em Michael e Spock em um possível reencontro, construíram um enredo que transborda a presença de Spock sem sequer mostrar sua aparência (atual) e revelando somente o necessário para aguçar a curiosidade sobre a relação de Michael com seu irmão Vulcano.

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É virtualmente impossível não criar expectativas sobre essa temporada de Star Trek: Discovery, ainda mais quando entregam um episódio de retorno tão bem trabalhado quanto “Brother”. Mesmo ainda não focando completamente na relação de Michael com Spock, o episódio foi basicamente fundamentado pelo vinculo fraternal de Michael e o que o podemos esperar e antecipar até a aparição de um personagem tão icônico como este.

Live Long And Prosper 1: Pike e Michael formaram uma dupla interessante, mas é difícil não pensar se por acaso veremos Pike e Spock também;

Live Long And Prosper 2: a engenheira da nave que colidiu parece uma personagem que vale a pena reaparecer.

REVISÃO GERAL
Nota:
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star-trek-discovery-2x01-brother-season-premiereÉ virtualmente impossível não criar expectativas sobre essa temporada de Star Trek: Discovery, ainda mais quando entregam um episódio de retorno tão bem trabalhado quanto “Brother”.