Impressionante. O personagem título não fez nem falta e 55 minutos passaram voando!

Spoilers Abaixo:

Talvez a vingança seja uma das sensações mais vibrantes de se ver na tela da TV ou do cinema. Olho por olho, dente por dente. Antes de Cristo, essa era a lei. Com o advento do cristianismo, a moral se transformou. Se um homem recebe um tapa em sua face, ele é instruído à oferecer o outro lado.  Essa é a recomendação moral dos dias de hoje, o homem deve estimular a paz e praticar o perdão.  Ora, se na vida real nós buscamos fazer estas coisas, além de confiar na justiça dos homens ou até mesmo na justiça divina, na ficção, a justiça feita pelas próprias mãos desperta uma espécie de catarse que faz pular o coração de qualquer um.

Na primeira temporada da série, acompanhamos a vingança de Spartacus contra Batiatus.  Nós, telespectadores, adoramos. Neste prequel, no entanto, somos estimulados a torcer pela ascensão de Dominus Batiatus, afinal de contas, será através dele que Spartacus surgirá. Tullius humilhou Batiatus, bateu nele, urinou em seu rosto e ameaçou impedir que ele participasse dos Jogos.  Se hoje em dia, com a ‘lei moral do estímulo à paz’, a coisa não seria perdoada facilmente, imagine se naquela época, sob o domínio da ‘lei do olho por olho’, Batiatus iria se resignar e abaixar a cabeça diante de Tullius. Claro que não! Teve troco!Eu pensei que Batiatus faria ainda pior, imaginei que ele cortaria o pênis do seu rival. Mas não, ele se contentou em mandar um de seus escravos para urinar no rosto de Tullius. Convenhamos, receber a urina de um escravo é ainda mais ofensivo, certo?

Com uma sacada esperta, Batiatus se vingou de seu oponente, despertou a admiração do poderoso Varus, não precisou vender seu principal Gladiador e ainda por cima conseguiu ingresso para participar dos Jogos.  Claro que um plano ardiloso deste não poderia sair da cabeça de um homem. Gaia arquitetou toda a ‘tramóia’ e se divertiu fazendo seu ‘joguinho’.

Eu ri quando Batiatus ordenou que Gannicus  agradasse Varus de todas as formas possíveis e ‘chupasse até a última gota’ daquilo se necessário fosse.  Achei uma pena que Varus estava indisposto, seria uma cena hilária. Mas, o que veio a seguir foi ainda melhor. Ser forçado a transar com a mulher do melhor amigo, diante de uma pequena platéia, foi mancada. O pior é que eu tive a impressão de que a danada gostou. Será que teremos um triângulo amoroso? Tomara! Se bem que, contando com Gaia, seria um quarteto, né? Aquela lá tá com a passarinha coçando… Acho demais aquela personagem. Sou fã! Quem disse que Piriguete é uma exclusividade da sociedade moderna?

Pra completar a festa, um “3some” básico. Afinal, ninguém é de ferro. Gaia, Lucretia e Batiatus se entregando a luxuria e à fornicação. Agora, dica: isso sempre dá merda. Mulher é ciumenta. Na hora parece que tá tudo muito bem, mas depois vem brigar: “você beijou ela com mais vontade, pegou ela com mais força”. Enfim, ela vai buzinar na sua orelha, Batiatus, não vai ser legal.

E é claro que eu não poderia terminar esta review sem citar as lutas. Levei um susto quando Gannicus e Crixus foram chamados para o combate. Tive medo do grande conflito deste prequel se encerrar precocemente com a morte de um deles. De novo, Gaia veio pra salvar o drama e permitiu que Crixus vivesse mais um pouco. Outro bom momento foi a luta de Oenormaus com o Doctore. “Nesta casa, fazemos o que temos que fazer”. Fantástico. Agora, temos um novo Doctore!

Bem, como eu disse na introdução desta review, o episódio foi tão bom que nem deu tempo de sentir a ausência do personagem título.  Um grande mérito de toda a equipe responsável pela série. Merecem muito mais que um parabéns.

@tonfreitas_

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