Chega ao fim pelo canal americano Starz a primeira temporada de Spartacus: Blood and Sand. Logo quando a série foi lançada, nós postamos aqui no blog nossas primeiras impressões sobre os dois primeiros episódios e eu não me lembro de uma série que gerou tantos comentários divididos entre os leitores. Uns odiaram, outros adoraram… Eu mesmo fiquei em cima do muro no começo, mas hoje, depois de assistir a todos os trezes episódios da primeira temporada, tenho que admitir que estou 100% convertido.

Spoilers Abaixo:

Antes de tudo você precisa entender que a série abraça de forma literal seu subtítulo. Sangue e areia estão presentes em todos os episódios e de forma bem exagerada. No começo é realmente estranho assistir tanta carnificina com aquele efeito especial constante que foi usado em “300”, mas com o passar das semanas, o sangue que no começo era protagonista, se torna coadjuvante e abre caminho para aquilo que faltava para Spartacus ser uma série de respeito: uma boa trama.

Em treze episódios acompanhamos três arcos que definiram o rumo da temporada onde de inicio vemos Spartacus, um guerreiro livre e apaixonado que cruza caminho com o romano errado e se vê separado da sua esposa e condenado a morte na arena dos gladiadores para o entretenimento do povo. Obviamente que Spartacus surpreende a todos e mata os quatro gladiadores que supostamente seriam seus carrascos, e motivado para encontrar sua amada novamente, ele treina para se tornar um gladiador sob o comando da casa de Batiatus. Aliás, as motivações de Spartacus é que dita o ritmo da série e os três arcos que mencionei antes. Depois de ter sua esposa morta em seus braços a motivação de vida de Spartacus se torna meramente abraçar seu “destino” de gladiador e mais tarde, quando ele descobre que Batiatus foi o responsável pela morte de sua esposa, o arco final é motivado puramente pela vingança.

Logicamente que nem só de sangue vive Spartacus e tanto a qualidade da trama como os bons personagens, vão se elevando semana após semana. As manobras políticas, ambição, traições, os desejos da carne e toda a depravação que fez da Roma antiga famosa, são bem retratados em Spartacus. Os personagens principalmente são muito bem construídos e você chega a se importar não apenas com o protagonista, mas também com o amigo, o rival, o instrutor, os escravos, a esposa do mestre, o braço direito do mestre, o inimigo do mestre… todos os personagens que aparecem somam para a qualidade da trama e isso prova um pouco que o roteiro não ficou perdido entre sangue, areia e sexo.

Spartacus: Blood and Sand não é uma série para todos. Facilmente leva o título de série mais violenta já feita para a televisão e de início aparenta ser focado apenas na luxuria e na arena romana, mas vale a pena continuar assistindo e acompanhar a evolução do texto e o crescimento dos personagens ao longo da temporada. O último episódio é excelente, não deixa pontas soltas e te faz ficar ansioso pela segunda temporada – que já está confirmada, mas vai atrasar um pouco devido ao tratamento de câncer do protagonista.

No geral, a primeira temporada de Spartacus: Blood and Sand fechou com um saldo muito positivo com a minha presença garantida como espectador da segunda temporada.

PS – Eu assisti todos os episódios em high definition e vale muito a pena. Tem muito chroma key na série e se você tem um monitor ou televisão de LCD, Plasma, Led a diferença é monstruosa.

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