Na última sexta-feira, durante o Seminário “Sob Pressão: Diálogos da Ficção com a Realidade”, promovido de forma on-line pela Globo Universidade, juntamente ao Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio, o redator final, Lucas Paraizo (Aos Teus Olhos), afirmou que Sob Pressão tem uma “responsabilidade social” desde a sua estreia, lá em 2017.
Esse tipo de compromisso com os brasileiros se materializa de diversas formas além das cenas, seja por meio das cartelas educativas exibidas no final de cada episódio – os Serviços de Utilidade Pública da Semana presentes aqui, nas minhas reviews -, seja por intermédio da consolidada Campanha Nacional de Doação de Sangue – #CorrenteSobPressão -, que, inclusive, encontra-se em sua 3ª edição até a próxima quinta-feira, dia 09 de setembro de 2021.
Vocês devem estar se perguntando por qual motivo eu comecei esta minha análise de uma forma diferente, né?! Afinal de contas, geralmente, eu abro os trabalhos soltando elogios e mais elogios para com a produção do seriado. No entanto, nesta semana – de coração partido – vou criticar algo que eu já venho reclamando desde a season premiere: o uso e o desuso das máscaras por parte dos personagens, desde pacientes até os profissionais de saúde.

De acordo com o querido e divertidíssimo crítico de televisão Sérgio Santos, mais conhecido como @Zamenza, no Twitter, tal questão de colocar a máscara e tirá-la ao mesmo tempo “é uma licença poética justa”, com o objetivo de “mostrar a expressão dos atores que fazem participações, como a da ótima Miwa Yanagizawa”. No entanto, ao meu ver, tal comportamento acaba sendo um desserviço ao telespectador por dois grandes motivos: primeiro, a pandemia ainda não passou e segundo, confunde e causa angústia para quem assiste. Liberdade poética só é bem-vinda quando ela não subestima a inteligência do telespectador, isto é, quando é trabalhada de maneira exemplar.
“Ah, mas é ficção, Arthur! Dá pra relevar!” Vocês, caros leitores, devem falar isso pra mim, aposto. No entanto, se tratando de Sob Pressão, quando realidade e ficção chegam a se confundir, justamente pelo fato de o texto ser coeso e orgânico, grande parte das vezes, não é aceitável. Chega a ser desrespeitoso, ainda mais um sobre um item tão simples e básico de saúde: o uso de máscaras. É claro que a pandemia do novo Coronavírus não é mais o centro das atenções, uma vez que a série ganhou uma intertemporada colossal em outubro do ano passado – Sob Pressão – Plantão Covid -, e tal temática, agora, segundo Andrucha Waddington (Os Penetras), é “pano de fundo”. E aqui vale lembrar que “pandemia controlada” não significa ser sinônimo de “pano de fundo”, tampouco que ela já inexiste no seriado, como muitas pessoas acreditarem fielmente nisso, nas redes sociais e, claro, debateram (e discutiram) comigo na noite da última quarta-feira, dia 1º de setembro de 2021.
Caso a pandemia estivesse cessada por lá, não haveria a necessidade, por exemplo, de os personagens usarem máscaras, não é mesmo?! Sem contar que, o fato de a equipe médica não atender mais casos de Covid-19, não significa normalidade de jeito nenhum. De onde vocês tiraram essa ideia descabida, hein?! Vejam só: se, infelizmente, até novas variantes do novo Coronavírus estão aparecendo na vida real – no Brasil, inclusive -, como a Delta e a Gama, há cerca de quase dois anos desde o início da disseminação do vírus pelo mundo, apenas alguns meses seriam suficientes para voltar ao “normal” em um seriado baseado em fatos reais? Isso soa um tanto inverossímil, isso sim! Acredito que algo muito simples resolveria esse problema dos roteiristas: um pulo no tempo. Três, quatro, cinco, seis anos… Algo simples que não causaria estranheza em ninguém e, até mesmo, nos deixaria esperançosos para a nossa vez chegar, ou seja, não haveria a necessidade do uso da máscara e com todo mundo vacinado e feliz.
Todavia, o que está em cena é médico deixando paciente retirar o utensílio básico de proteção individual, juntamente aglomerações dentre o fora do Hospital Edith de Magalhães Fraenkel, como a festa de noivado no final do episódio. É óbvio que nunca vai existir uma produção ficcional 100% fiel à realidade – seja brasileira, seja internacional -, pois os seriados são caracterizados por apresentarem erros médicos e técnicos. Porém, um erro tão simples e visível, como o mencionado, é inadmissível. Pra começar, logo no início do episódio, vemos uma partida de futebol com duas torcidas assentadas e aglomeradas em uma arquibancada sem distanciamento social, com uns torcedores usando máscara e outros, não. Isso faz sentido? Nenhum pouco! Depois desse desabafo, vamos, então, ao quarto episódio da 4ª temporada de Sob Pressão:

Temos, a princípio, um casal apaixonado – e sem máscara -, que resolve se encontrar debaixo da arquibancada para dar uns amassos: ela, uma torcedora Quintina e ele, um legítimo Voltense, times rivais que “não se bicam” de maneira alguma. O que ambos não esperavam é a briga generalizada que iniciou-se lá no campo, em uma falta polêmica após a lesão de um dos jogadores, com muita pancadaria e ataques entre os indivíduos, inclusive aqueles que estavam na arquibancada. Desse modo, a estrutura de madeira e de ferros – aparentemente velha e com falta de reparos – desmorona em cima de Robson (Duny Lutch) e de Jucilene Nunes (Giulia Ayumi Iriê de Ela Disse, Ele Disse), o jovem casal. Em contrapartida, na unidade hospitalar, Evandro estava todo cheio de amor com o seu suposto “filho”. E não é pra menos: Francisco é uma doçura de bebê, os olhinhos dele brilham em cena! O único problema foi Evandro desejar colocar o seu nome no Registro Oficial do garoto sem ao menos realizar antes um teste de DNA. Meu caro, você é médico, ou seja, a documentação comprobatória de diversos assuntos, como a realização de exames e de resultados de cirurgias, faz parte da sua vida profissional diária, poxa. Um simples exame faz toda a diferença, ainda mais se tratando de um filho. Aliás, não é possível que o Cartório simplesmente vai acreditar na sua “paternidade”, ainda mais que você não tem nenhum vínculo amoroso com Diana, diga-se de passagem. Portanto, eu pergunto novamente: cadê o exame de DNA, doutor Evandro?
Pra piorar a situação, ele tem a audácia de chamar Diana para a casa dele. Sim, a mesma residência em que ele chama de lar com sua esposa, a Carolina. Como se a nossa médica preferida fosse aceitar a situação na maior naturalidade, né?! A sua combinação tem que ser com a Carolina, Evandro, e não com a intragável da Diana, por mais que Francisco esteja – a partir de agora – para sempre em sua vida pessoal. Por falar em casa, a Dr.ª Vera tenta recuperar os laços perdidos com o filho, o personagem Leonardo. Todavia, ao que tudo indica, ele não facilitará as coisas para o seu lado, não. Enquanto o jovem estava no banho, a médica infectologista procura o carregador de seu celular e, com isso, acaba encontrando dentro da gaveta do quarto dele as folhas amarelas de suas receitas médicas, contendo a falsificação de sua assinatura, juntamente ao seu carimbo médico. Ela ficou obviamente bestializada com a atitude do jovem, criminosa, vale lembrar. Tudo isso para comprar anfetamina, medicamento de tarja preta que precisa de receita para ser comprado nas drogarias e nas farmácias do país. É esse o caráter “ético” que você deseja ter quando for médico, Leonardo? Olha… Não queria falar, não, mas você está de “parabéns”, meu caro! Ademais, ele dá a desculpa esfarrapada de que era para melhorar a concentração nos estudos para o vestibular de Medicina. No entanto, por conta desse ato ilícito, ele pode ser preso e a sua mãe, processada, com o risco de ela perder o registro profissional. Olha a gravidade da situação! Quem não tinha direito de fazer isso era você, Leonardo, seu irresponsável desonesto!
Por outro lado, no que diz respeito ao contexto dos pacientes, tivemos Robson chegando de ambulância para ser atendido. O estado de saúde dele era crítico: além da presença de um pedaço de madeira/metal da arquibancada atravessado no seu corpo, na região do peito, um pouco acima da barriga, em uma lesão transfixante no tórax, ele provavelmente tinha lesões no pulmão, no coração e no abdômen. Imagina a dor que ele, coitado, estava sentindo! Já na cirurgia, o nosso “McDreamy Brasilleiro” teve que usar mais uma vez uma de suas “gambiarras médicas” para salvar a vida do jovem, com o uso de ataduras de crepom, para amarrar e segurar os utensílios usados na operação. E o risco de complicação era eminente e altíssimo, tendo o paciente já precisado de sete bolsas de sangue, segundo o médico anestesista, o Dr. Gustavo, com apenas mais uma no estoque, de acordo com a técnica em enfermagem, Keiko. Lembrando que foi tal enredo que marcou o início da Campanha Nacional de Doação de Sangue promovida pelo seriado, espalhada por 20 estados do Brasil, em diversos Hemocentros.

Além disso, tivemos a presença da segunda paciente, a Dona Esmeralda, em uma participação especial e colossal da atriz Arlete Salles (Eu, a Vó e a Boi), a sua intérprete. Pelos exames mais recentes entregues à Vera, a médica, então, diagnosticou que a idosa é portadora do Vírus da Imunodeficiência Adquirida, o HIV. Ela, no caso, não tem a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, a AIDS, pois o vírus citado ainda está inativo e pode ficar em seu organismo para sempre, e nunca aparecer na forma da doença. Contudo, para isso acontecer, é imprescindível que ela tome alguns cuidados a partir de agora. Aqui vale uma ressalva importante: no portal oficial do Governo Brasileiro, mais especificamente em uma publicação do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis (DCCI), pertencente ao Ministério da Saúde (MS), não se usa mais o termo Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST’s), e sim Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST’s). A nova nomenclatura passou a ser adotada, em 2016, “porque destaca a possibilidade de uma pessoa ter e transmitir uma infecção, mesmo não apresentando sinais e sintomas”.
Isso condiz, portanto, com a situação de Dona Esmeralda, que não apresenta sintomas, tampouco foi diagnosticada com AIDS. A mudança teve o intuito de evitar o preconceito que ainda encontra-se enraizado na sociedade brasileira, embora o Sistema Único de Saúde (SUS) apresente um tratamento gratuito e reconhecido internacionalmente para aqueles que vivem com a doença, conforme já afirmou o respeitado e conhecido médico Drauzio Varella. Ainda há muito o que esclarecer e elucidar sobre as infecções e as doenças sexualmente transmissíveis, afinal de contas não são apenas os jovens que estão deixando de usar preservativos, não. Os idosos, também! Quem fez esse alerta foi o próprio diretor artístico do seriado, Andrucha, durante a Coletiva de Imprensa de lançamento da 4ª temporada, quando ele afirmou que os casos de HIV entre idosos cresceu, no Brasil, em torno de 600%, conforme dados do MS.
Ademais, como terceira paciente, tivemos – na área reservada para ambulância – a chegada da jovem Jucilene, de 19 anos de idade. Ele teve esmagamento na lateral do tórax e apresentava estar hipotensa, com um grave trauma tóraco-abdominal, em função do desabamento da arquibancada. Enquanto vimos Cibele (Miwa Yanagizawa de Sessão de Terapia), a mãe de Jacilene, toda apreensiva à procura de informações sobre o estado de saúde da filha, Arnaldo (Ary Fontoura de Êta Mundo Bom!) também chega e é todo galanteador, repleto de piadas. Como sempre, Miwa e Ary foram ótimos em suas atuações. É uma pena serem apenas participações especiais, afinal de contas eles, assim como Arlette, mereciam estar ao longo de mais episódios pela frente, não é mesmo?! Desejos à parte, voltemos ao contexto hospitalar: Juciele acabou precisando de sangue, mas a última bolsa disponível acabou sendo usada para salvar a vida de seu namorado. E foi nesse exato momento que a briga entre as torcidas toma um maior destaque e Carolina – de forma exemplar e humana – fez tudo: dá um baita de um xingo e consegue contornar a situação, conseguindo, até mesmo, doadores de sangue para os pacientes:
“É por causa de briga, que os filhos de vocês estão precisando de sangue!” – Dr.ª Carolina.
Em um outro panorama, Arnaldo descobre também está com HIV e Esmeralda fica estarrecida e chateada com o namorado, uma vez que tudo indica que foi ele quem passou o vírus à ela em função de outros relacionamentos. Safadinho do jeito que é, fica difícil saber se foi de namoradas passadas ou atuais, que caracterizaria, assim, uma traição, na certa. E os dois tiveram os melhores diálogos juntos, desde “velha com HIV” até com a pergunta: “você acha castigo velhos que têm tesão?” , foram uma das frases ditas. Embora o assunto fosse sério, era essa a trama cômica que estávamos precisando, pois Sob Pressão sempre esteve recheada de dramas profundos e um alívio cômico daqui e outro ali é mais do que bem-vindo: necessário. Fiquei ainda mais contente com a fala de Décio, ao ele ter afirmado que leva uma vida normal ao lado de seu namorado mesmo o segundo tendo o vírus do HIV. Ele evoluiu e está radiantemente feliz! Que gracinha, né?! Pelo visto, ele gostou, e muito, do beijo que recebeu, lá em 2019, posteriormente ter atendido o seu paciente, o Kléber (Kelner Macêdo de Todxs Nós). Meu casal #Klebécio tá on, pessoal. Simbora, então, shippar os dois! Cadê o casamento? Já moram together, será? Quero saber todos os detalhes, por favor! Não me escondam nada!
Voltando à trama de Diana, ela entregou para o Evandro a Certidão de Nascimento do Francisco Almeida de Jesus, nascido no dia 09 de setembro de 2020, às 00:00 horas – tô chocado com a exatidão do horário! -, com o nome da mãe completo – Diana Almeida de Jesus – e, no item separado ao pai está escrito a palavra “desconhecido”. Ela pediu desculpa e disse que estava com medo dos possíveis desdobramentos a partir do momento em que contasse a verdade a Evandro. E o meu ranço para com ela aumenta a cada novo episódio, muito chata e nada comovente, completamente diferente do seu filho, um fofo. Vale enfatizar que o novo “pai” não colabora, porque ele continua na mesma tecla: “depois eu falo com ela, depois eu falo com a Carolina”. Até quando, querido? Continue deixando o “depois” para depois para você ver no que vai dar. Carolina já disse que precisa de um tempo para entender aonde ela se encaixa nessa situação atípica, tadinha. Assume os seus “B.O.’s” e trata logo de fazer o bendito exame de DNA, doutor! Aposto que no hospital ele sairá de graça para o senhor!
Já na finalização da trama de Vera, a nossa médica infectologista acabou tendo uma conversa “franca” com o filho, em casa. Franca entre aspas, pois, pelo que vimos, a sinceridade só partiu da parte dela. Leonardo continuou escondendo dentro de uma latinha, que ficou dentro de outra latinha, estilo porta trecos, comprimidos de anfetamina. Você, Vera, não tem culpa nenhuma de o seu filho ter esse comportamento, e sim o pai dele que não ensinou o filho a ter caráter. Quem exagerou e, pelo visto, vai exagerar mais ainda será o jovem, repleto de medicamentos e de mentiras. Sinto cheiro de uma overdose vindo nos próximos episódios, com ele ficando entre a vida e a morte. Será que Leonardo precisará chegar ao extremo para tomar vergonha na cara? Merecia uns bons tabefes na cara, isso sim! Por falar em tapas, só faltou a Esmeralda dar um em seu namorado, porque ela estava irredutível e decepcionada com o que Arnaldo provocou em sua vida. Mas nada melhor do que um sincero e verdadeiro pedido de desculpas, não é mesmo?! E que tal – de brinde – ter também um pedido de casamento? Ele foi todo amoroso! Por falar em amor, adivinhem quem estava na festa de noivado do casal, dançando ao som de “Deixa a Vida Me Levar”, do Zeca Pagodinho, na gafieira, exalando amor em suas feições? #Klebécio, gente! Amor pra todo mundo, sim!
Por fim, tivemos Carolina e Evandro cuidando do pequeno Francisco, após a alta médica, vestindo-o para irem ao Cartório no horário combinado com Diana. Ele teve a audácia em convidar a sua cônjuge para o momento. Vê se pode?! Vergonha na cara “ficou com Deus”, pelo visto! Uma curiosidade: no décimo primeiro episódio da terceira temporada, Evandro entrou no quartinho do futuro bebê em prantos de choro em virtude de Carolina ter perdido o seu primeiro filho e, ao que tudo indica, o quarto continua intacto, sendo, agora, pertencente ao Francisco. Todavia, antes, Diana pediu que ele cuidasse do menino, abraçando o filho em um tom de despedida. Naquele momento, já deu pra sentir que ela estava prestes a “picar a mula” da vida do nosso casal protagonista. Como ela deseja ajuda tendo atitudes dessa maneira? Abandonar o próprio filho? Um sonsa e dissimulada! Quem será a mãe do menino – em uma verdadeira família – será Carolina, matriarca de Francisco Moreira, já que a Diana, não só não compareceu ao Cartório, como, também, deixou a seguinte mensagem de voz, com #Cavando ficando perplexo:
“Desculpa, Evandro. Cuida do Francisco, eu não consigo ser mãe!” – Diana.
Diante disso, eu volto e reitero a minha teoria da semana passada: com Diana voltando depois de alguns anos à procura de Francisco, querendo, tanto a guarda do menino, quanto uma pensão alimentícia. E vocês, leitores, estão lembrados do trailer de divulgação da nova temporada? Pois é: nele, tem uma música de fundo, repleta de adrenalina e arrepiante, ainda por cima, – “Something In The Water”, de Elizabeth Forde e de Matthew Thomas Sikora -, que diz que “There’s something…”, ou seja, que “há alguma coisa”, juntamente ao barulho de algo quebrando. Isso, pelo menos para mim, significa que a confiança e a relação de Diana, com os dois, estão sendo desfeitas, não tendo mais como voltar pra trás. Agradeço imensamente a minha melhor amiga, a super competente Gabriela “Gaby” Pagano – #AmoMaisQueSéries e #AmoMaisQueVôlei (piadas internas) – por ter me ajudado a descobrir a canção, pois a letra não se encontra disponível no “Tio Google”. Vale lembrar que, em abril de 2020, noticiamos aqui, no Série Maníacos, que a série havia ganhado uma consultoria especializada, em sua produção, no que diz respeito ao contexto da família. Logo, a advogada Olivia Fürst, presidente e cofundadora do Instituto Brasileiro de Práticas Colaborativas (IBPC), auxiliou os roteiristas nesse quesito, mais especificamente nos Direitos de Família para o enredo da paternidade. Os roteiristas, portanto, serão obrigados a darem um salto no tempo e a nos mostrar um exame de DNA, por favor! É bom que eles consertem a questão das máscaras, que está feia, pra não dizer vergonhosa.
Ah, vale lembrar que o Lucas Paraizo (Aos Teus Olhos) prometeu focar na questão do núcleo familiar. “Nesta temporada, a gente órbita a ideia do que é família. E a chegada dessa criança é uma forma da gente fazer essas perguntas ao público: o que significa ser pai e ser mãe? Pai e mãe são aqueles que geram ou que criam? Pai e mãe são os pais biológicos ou aqueles que dão amor e carinho? Esse questionamento virá à tona o tempo todo”, contou – em detalhes – o roteirista-chefe de Sob Pressão. Isso, com certeza, vai nos emocionar, e muito, ao longo dos próximos episódios, afinal de contas família é família, não importa do jeito que ela é ou da forma como ela foi construída. O que vale é o amor e os laços afetivos envolvidos dentro de um lar. E, se depender de Evandro e de Carolina – inclusive -, esse sentimento será dado todos os dias ao pequenino Chiquinho. A briga na Justiça vai ser o grande embate da temporada, assim esperamos! Amém!
PRONTUÁRIO MÉDICO:
p.s.01: E o Francisco com os seus dedinhos brincando com a mão de Carolina, gente? Já pode chamar de mamãe, sim! O olho dele brilhou olhando pra ela, vocês repararam? #MuitoAmorEnvolvido;
p.s.02: Infelizmente, Robson não resistiu e faleceu. Em contrapartida, Jucilene sobreviveu e será cuidada pela sua mãe, Cibele, a partir de agora. Nem sempre o Evandro consegue concretizar o seu lema de que ninguém morre em seu plantão. É a vida!;
p.s.03: Gaby, minha amiga, também lembrou – nos comentários da última review – sobre o retrocesso de integrantes do atual (des)Governo em desejar não incluir pessoas decifientes na educação, por exemplo. Tempos sombrios vivemos, mas passarão, assim esperamos;
p.s.04: Posso estar sendo chato com relação ao uso da máscara, mas espero que os roteiristas arrumem essa questão, embora a temporada já esteja toda gravada. Vamos torcer para que haja um salto no tempo, pois esse trem de tirar a máscara e de colocar a máscara na hora que querem não está legal, não. É um desserviço!;
p.s.05: Zean Bravo, colunista do portal Extra Online, deu um Curti para a brilhante interpretação de Drica Moraes (Justiça), que, como ele lembrou, nas noites de quinta-feira, ela está em dose dupla: em Sob Pressão (2017-atual), como Vera, e em Verdade Secretas (2015-atual), como Carolina, mãe de “Letinha”;
p.s.06: Na Audiência, conforme dados publicados no site Notícias da TV, do UOL, a série marcou exatamente 20 pontos no Ibope, na Grande São Paulo (SP). Que a série mantenha na casa dos 20 e poucos pontos, por favor;
p.s.07: Dentre os diversos assuntos debatidos no Seminário mencionado, mediado pela jornalista Bianca Ramoneda (Starte), os atores e a produção enfatizaram a família que eles acabaram formando nos bastidores desde o filme homônimo de Sob Pressão, lançado em 2016 e, posteriormente, a série, em 2017. Sem contar na questão da valorização dos profissionais de saúde, com destaque para os médicos, que foram humanizados no especial Sob Pressão – Plantão Covid. Adorei, principalmente na parte da explicação sobre os famosos plano-sequências, quando não há cortes nas cenas! Foi um baita evento!;
p.s.08: Recado Importante 01: Lembrando que nesta semana, Sob Pressão será exibida novamente na quarta-feira, no dia 08 de setembro de 2021, em função do futebol, no caso, as Eliminatórias da Copa do Mundo 2022. Anotem na agenda de vocês aí, então, hein?! Será logo após a reprise de Império (2014-2015). Não percam!;
p.s.09: Recado Importante 02: Até o próximo dia 09 de setembro, quinta-feira, continuará acontecendo a Campanha Nacional de Doação de Sangue do seriado, intitulada #CorrenteSobPressão. Diversos Hemocentros do país estão recebendo sangue das pessoas, no qual ele poderá salvar cerca de 04 outras vidas humanas. No dia de inauguração da Campanha, Marjorie Estiano (Malhação), Júlio Andrade (1 Contra Todos), Bárbara Reis (Falas Negras) e David Júnior (Bom Sucesso) deram exemplo e fizeram as suas doações. Não deixem de doar, pois é de fundamental importância!;
p.s.10: Recado Importante 03: O próximo episódio promete ser um dos mais emocionantes da temporada, pois teremos um grande incêndio invadindo as instalações do Hospital Edith. Ele será baseado no caso do Hospital Federal de Bonsucesso, localizado na Zona Norte do Rio de Janeiro, capital, que, em outubro de 2020, sofreu um grande incêndio. Na época, além da mobilização do Corpo de Bombeiros, funcionários da unidade hospitalar tentaram salvar os pacientes, abrigando-os, até mesmo, em uma borracharia vizinha. Infelizmente, a tragédia vitimizou 03 pacientes, em virtude da inalação da fumaça tóxica. Não percam!;
p.s.11: Da mesma forma que nas abordagens anteriores, com a temática da ajuda às pessoas em situação de fome, da necessidade de evitar tragédias no trânsito e da importância da inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, a publicação especial no site oficial de Sob Pressão, nesta semana, é sobre o HIV, no que diz respeito ao seu diagnóstico, à sua prevenção e, claro, ao seu tratamento. É um excelente material de leitura!;
p.s.12: Serviço de Utilidade Pública da Semana 01: “O HIV pode atingir pessoas de qualquer idade. Faça o teste. Iniciar o tratamento cedo pode garantir uma vida saudável.” Acesse: gshow.com/sobpressao;
p.s.13: Serviço de Utilidade Pública da Semana 02: “Mesmo quem já teve Covid-19 pode ser reinfectado e deve manter todos os cuidados.”;
p.s.14: Serviço de Utilidade Pública da Semana 03: #CorrenteSobPressão.
















