“Um médico cuida de seus pacientes. Um bom médico se importa com eles.” – MOREIRA, Evandro. 

E o primeiro episódio da segunda metade da terceira temporada de Sob Pressão começou com uma triste e recorrente abordagem dos dias atuais: a violência acometida por alunos para com os professores em sala de aula.

Além disso, tivemos a presença de uma moça com reações adversas por conta de um procedimento estético mal feito; um surto psíquico – proveniente do uso de drogas – e um idoso acometido com câncer por ter fumado durante toda uma vida. Muito assunto para debatermos, né?! Vamos lá:

Tudo começa com dois alunos “se estranhando” na classe e a brigada é formada. Na tentativa de parar a violência e levar os dois para a diretoria, a professora Sueli (Clarice Niskier de A Diarista) acaba levando uma cadeirada no rosto por Wallace (Fabrício Assis de A Terra Prometida), deixando todos perplexos com o ocorrido. Aqui vale ressaltar que por mais que o garoto não quisesse atingir a mestre, uma vez que o seu alvo era o seu colega, nada justifica o ato. Quem nunca ouviu falar na frase: “violência gera violência?” Pois é! O mundo dá voltas e Wallace, também, sofreu agressões por parte de seu padrasto e longe de mim ter desejado isso pra ele, mas é a vida, não é mesmo?! #LeiDoRetorno Todavia, isso é assunto para mais tarde. Voltemos o foco na vítima:

Suely, 50 anos, é separada e mora longe dos filhos, sendo o seu trabalho um dos seus únicos refúgios. Ela fica bastante abalada com tamanha brutalidade e não é para menos, afinal, Suely é autoridade dentro de sala de aula e deveria ser respeitada, tanto por ser mestre, por ser mulher e, principalmente, por ser ser humano. Apesar de não ter vivido o ensino de 40 anos atrás, meus pais, sempre, exigiram de mim, na escola, até mesmo antes das notas, o respeito aos docentes. Infelizmente, essa cultura de violência física, psicológica e verbal aos professores está imperando no século XXI. É inadmissível uma situação dessas! Professor tem que ser valorizado e ainda bem que Sob Pressão, nos pequenos detalhes, como sempre, mostrou essa valorização. Foi linda a homenagem feita pelo seus alunos e ex-alunos, na parte externa do Hospital São Tomé Apóstolo, pois, desse modo, ela se sentiu acolhida, apesar do medo que imperava em seu coração. O final da história dela a gente debate alguns parágrafos logo mais!

Já a segunda paciente, chamada Thaís, chega ao pronto atendimento dentro de um táxi, vítima de um procedimento estético nas nádegas, realizado em um apart-hotel. A substância injetada na irmã de Diana (Ana Flávia Cavalcanti de Além do Tempo) foi o polimetilmetacrilato – mais conhecido como PMMA – um material de plástico em formato de microesferas, que tem como objetivo alterar algumas formas do corpo. Contudo, procedimentos que oferecem riscos devem ser realizados em clínicas especializadas, correto?! Para piorar a situação a jovem não sabia dos perigos que estava correndo. Evandro e Carolina até que tentaram ser mais rápidos que o PMMA, mas não conseguiram: a substância seguiu para os pulmões, ocorrendo uma embolia. Resultado? A jovem acaba falecendo na cirurgia. Diana se revolta com tudo e com todos e decide processar, tanto o hospital quanto o Dr. Evandro, por erro médico. Só que não, né, querida?! Estava na cara que a culpa foi do “profissional” que aplicou o plástico na sua irmã e descontar isso no Evandro não iria trazer a sua irmã de volta.

Depois de se desentender com o nosso McDreamy Brasileiro, Diana retorno à porta do necrotério querendo ver a irmã e acaba tendo um surto, devido ao uso de drogas. Evandro quem a socorre, afinal, ele é um bom médico e fez um juramento ao se formar. Após ser medicada e hidratada, Evandro a indica para os Narcóticos Anônimos, como uma ajuda para se limpar da cocaína. De família simples, Diana chega à cidade com o intuito de mudar de vida, mas em uma das suas diversões, na vida noturna, acaba conhecendo produtos ilícitos. Consequentemente, ela se perde e apesar de ter tido a ajuda da irmã, Diana acaba tendo uma recaída. Agora, ela terá o Dr. Evandro como padrinho nos próximos episódios. Como será essa relação, hein?! O que padrinho e afilhada irão fazer juntos? Não quero nem pensar naquilo…

Além disso, o antepenúltimo paciente da semana foi o Seu João da Silva, um “faz tudo” em uma obra, que mora sozinho em seu local de trabalho. Fumante assíduo, ele cega para ser atendido pela Drª. Vera, apresentando um cansaço enorme e o diagnóstico – posteriormente, a retirada do líquido turvo da pleura – foi certeiro: câncer de pulmão. Vale enfatizar a grandiosidade no atendimento feito tanto pela médica quanto pela enfermeira. Os diálogos foram regados de bom humor! Quem não sentiu um alívio quando ele resgata Keiko no elevador e recebe a notícia de que poderia ter um leito? Pois é, Seu João! Não adianta fugir, não. Apesar da gravidade do seu estado de saúde (com a presença de muito tumor e procedimento cirúrgico fora de cogitação), o melhor é ficar aos cuidados dos profissionais de saúde. 

“Doutora, a gente é um pouco parecido. Eu conserto coisas e vocês consertam pessoas.” – Seu João, paciente.

Por fim, o último paciente da semana foi o Wallace, que sofrera agressões de seu padrasto, tendo a perna direita quebrada e o ombro esquerdo deslocado. O primeiro pedido de desculpas do garoto foi, obviamente, por obrigação, e não por estar, realmente, arrependido. Quem não teria medo de ter uma figura paterna igual aquele homem rancoroso?! Ao mesmo tempo em que o jovem era atendido, Sueli assistiu tudo com os olhos vidrados no garoto e, no final, tivemos um dos momentos mais profundos do episódio: o perdão por parte da professora, que usa de seu conhecimento para acolher o estudante desamparado pela vida. Quem aqui não chorou com aquela cena de Suely explicando sobre as características anatômicas do coração para o Wallace? Ele, com certeza, teve a sua redenção e, com a ajuda da mestre, poderá se tornar uma pessoa melhor.

> A MITOLOGIA SECRETA DE DARK!

Para finalizar essa review, não posso me esquecer da parte cômica do episódio, não é mesmo?! “Não conta para ninguém o que eu estou te contando, viu?!” É sério que alguém iria guardar esse segredo lindo sobre a gravidez de Carolina? Lógico que não!  Eu não sei o que foi mais engraçado: Evandro querendo proteger a amada ou a fofoca em si pelos colegas de trabalho. No primeiro, ele quer evitá-la de, praticamente, todos os afazeres: desde descer uma simples escada até permanecer em uma sala de exames (tomografia computadorizada) ou sala de cirúrgica. Vamos lembrar ao futuro papai bobão de um lembrete super importante: Carolina está grávida e não doente, viu, Dr. Evandro?! Já no segundo item, recordo a cena em que o Charles, durante ao atendimento ao jovem Wallace, diz pra ela ter cuidado com a barriga. A cara da Carolina foi impagável! Mais momentos engraçados como esses, repletos, também, de fofura em meio ao caos que é a saúde pública brasileira. Eles servem como uma esperança para não desistirmos do Sistema Único de Saúde (SUS).

p.s.01: A primeira observação final é destinada aos três pontos que eu deixei no final do parágrafo sobre a nova relação de Evandro e Diana. Sabemos que o senhorito está todo babão por estar grávido junto de sua amada, mas aí de você em pular a cerca com a Carolina, hein?! Essa Diana não é flor que se cheire. Estamos de olho!;

p.s.02: Uma das consequências de ser o novo diretor do hospital é pagar mais caro no lanche do lado de fora da unidade. Tadinho do Décio;

p.s.03: A atriz Ana Flávia Cavalcanti, além de relembrar a sua carreira na Rede Globo, afirmou, no site oficial do seriado, a importância dos assuntos abordados, como o racismo. “A dramaturgia é fundamental. A gente pauta nossa existência enquanto sociedade pela televisão no Brasil. É muito nosso. O que está passando na novela vai reverberar nas nossas vidas e essa responsabilidade a TV, o dramaturgo, os roteiristas precisam ter”, reflete;

p.s.04: Já a Marjorie Estiano, enfatiza que o seu trabalho vai muito além de entreter os telespectadores, ou seja, é uma ferramenta que dá voz a questões sérias e pertinentes na sociedade. “É a mesma coisa que tem de novidade no sistema público, são os mesmos problemas, só que abordados de outras formas. Mas ainda continuamos com a falta de equipe, falta remuneração, falta de instrumento e também de participação do Estado em um serviço público”, contou a atriz ao Jornal Correio Popular;

p.s.05: No quesito audiência, a série manteve, praticamente, a mesma média, com 22,3 pontos, na Grande São Paulo. Pelo menos não caiu, né?! Seguimos na luta! Up, Sob Pressão!;

p.s.06: Cadê o desenvolvimento da história do anestesista Marcelo, hein?! Queremos saber da sua vida íntima, oras;

p.s.07: Serviço de Utilidade Pública da Semana 01: Procedimentos cirúrgicos estéticos devem ser realizados por médicos em ambientes hospitalares. Segurança também é saúde;

p.s.08: Serviço de Utilidade Pública da Semana 02: #SalvaSobPressão

REVISÃO GERAL
Nota:
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sob-pressao-3x08-episodio-08A valorização aos professores tem que ser diária. Já a violência, tem que ser banida e, para isso, precisa ser pautada na reflexão, como ocorreu em Sob Pressão. A gente agradece, mais uma vez, a produção pelos assuntos recorrentes.