Posso gritar de alegria?

Spoilers Abaixo:

Estou satisfeito com o resultado de Beacon por diversos motivos: Chloe, Martha, Lionel, Lex, Tess, Lois e até Clark em um episódio equilibrado, interessante, com direito ao clichê ridículo da tentativa de assassinato.

Uma das tramas principais do episódio foi o veto do Ato de Registro dos Vigilantes, com plebiscito e causa defendida pela senadora Martha Kent, sempre linda e maravilhosa ao defender Clark, apesar do fiasco Red Queen e da mania maluca dos roteiristas em transformar personagens antes suaves e fofinhos em criaturas fodas e duronas. Apesar disso, a volta de Martha foi importante para mostrar que os vigilantes são importantes e não estão sozinhos. Assim como Clark também não está.

Chloe Sullivan voltou, mas continua em surdina, trabalhando com seu notebook patrocinado pela Windows e tentando evitar que Oliver se exponha. Aproveitando o tempo ocioso, Chloe seguiu a ideia de Lois, inspirada nos ideais de Perry White e da Revolução Francesa. Felizmente existe a internet para ajudar na campanha maciça do plebiscito, que funcionou e tirou de cena a lei que proibia o livre circular dos heróis.

Contribuição de Chloe também foram os vídeos dos fãs do Blur, tão maravilhosos, arrepiantes e importantes para convencer Clark de que o mundo precisa dele sem crises. Inclusive, gostei do momento em que Clark decide que irá usar os óculos e seu disfarce de jornalista. Martha, como sempre, arrasou e até ajudou no lance do uniforme. Minha felicidade é que em poucos meses veremos Tom Welling de colant. E com os vigilantes livres da lei de registro, a Watchtower voltou com direito a cena metafórica e de impacto. Lois, Chloe e Clark, amo vocês.

Do lado negro da trama vimos Lionel Luthor retomar o controle de suas empresas e tentar manipular seus pupilos Tess e Lex, mas sem sucesso. Honestamente, foi bacana rever John Glover interpretando o bad Lionel, mas já estou com preguiça deste plot de manipulação, “amor” e poder. Chega, né? O que também não dá para aceitar é um Lex Luthor manipulado pelo amor de Tess. Seria fofo se não fosse piegas, justamente quando novos elementos foram inseridos na trama de Lex como amnésia e poderes.

Foi impressão minha ou aquilo na seringa de Tess era veneno para matar o pequeno Lex? Se for isso, vai por água abaixo todo o discurso de bondade que a nova Luthor vem defendendo, inclusive com aquele papinho furado de que Clark a salvou. Bléh!

Nessa trama dos Luthor ainda teremos bons momentos, mesmo que a mansão tenha sido destruída, assim como o Talon, e Clark tenha salvado o Lionel da Terra 2. Esta última temporada de Smallville é, com certeza, o momento de rever elementos dos tempos de ouro da série e destruí-los para fazer nossos personagens seguirem em frente com seu destino.

Por último deixei para comentar o plot sem sal de Oliver. Queridos e queridas, não dá para suportar o Arqueiro Verde vivendo na clandestinidade e achando que vai continuar combatendo o crime  sem ser reconhecido. Pelos céus, ou melhor, pelos cidadãos americanos, os vigilantes estão de volta para tirar Oliver da mediocridade que sempre o colocam. Grato.

Por fim, considero que este foi um episódio melhor do que seu anterior, com uma trama mais centrada e que evoluiu a história da temporada. Quero saber quando Darkseid e seus súditos irão voltar a agitar a atmosfera sombria e escura de Metrópolis. É só esperar.

Nota dentro do PQS (Padrão de Qualidade Smallville): 9.

P.S. Momento de felicidade extrema: Michael Rosenbaum (Lex Luthor) vai voltar para os dois últimos episódios da série. Hora de chorar e agradecer a todos os deuses por isso. Imaginaram o Series Finale com ROSENBAUM? Eu morri! Ainda bem que todo o mistério, angústia e espera valeram a pena.

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