O amor geek em tempos de indentação.
Para o pessoal que vive fora do mundinho da programação, pode parecer que houve um erro de digitação na frase acima: “ele quis digitar ‘O amor geek em tempos de identificação’”. Para esse mesmo pessoal, usar aspas simples dentro de aspas duplas, como feito na sentença anterior, configuraria um erro inaceitável de gramática. Assim, os codificadores se distinguem da sociedade normal.
Identação é coisa séria! Para quem não está acostumado com o termo, nada mais é do usar blocos de espaços no começo das linhas que fazem partes de uma mesma condição ou looping. Serve, basicamente, para que os desenvolvedores compreendam visualmente os aninhamentos dos comandos. Exemplo:

Nos meus 26 anos como programador, eu já presenciei brigas horríveis por conta de códigos mal identados e, por isso não me surpreende que esse assunto tenha levado ao rompimento precoce do namoro do protagonista. Winnie não se mostrou uma programadora que escreve códigos mal identados e isso pode ser confirmado através do seu github da menina (palmas para o preciosismo da HBO).
Porém, existe um outro conflito envolvendo esse tema: #teamTAB x #teamSPACEBAR. Para criar esse bloco vazio, os programadores podem usar 1 TAB ou 3 ou 4 Espaços (essa é outra briga…). Nada que justifique perder uma namorada, depois de passar 3 temporadas sozinho por causa disso, mas tenho que concordar que não faz sentido algum, optar por espaços, ao invés de tabs.
Adoraria que Winnie continuasse na série, a despeito das minhas ressalvas sobre o quanto relacionamentos atrapalhariam a dinâmica da série, pois ela se encaixou muito bem e conseguiu manter o mesmo ritmo do roteiro. Inclusive, demonstrou que Richard não é somente um merdalhão corporativo e social; ele também estende essa característica para o âmbito sentimental.
Outra evidência que esse clima de romance deve ter sido passageiro é o fato que os outros 3 flautistas que se envolveram (ou tentaram se envolver) neste episódio, voltaram para o status quo original rapidamente. Gilfoyle continuou tendo uma namorada que nunca aparece (juro que eu não lembrava disso), Jared demonstrou que quando precisa de sexo, basta “abrir as suas plumas” que as meninas aparecem e, por fim, o pobre Dinesh teve até o seu namoro virtual com a engenheira estoniana Elizabet interrompido após usar o Pied Piper para melhorar o streaming e a menina conseguir vê-lo melhor. Ironicamente, ele só melhorou a conexão para ter certeza que ela era tão bela quanto achava. O feitiço virou contra o feiticeiro, para o delírio do troll Gilfoyle.

E, enfim, chegamos à Bachmanity Insanity, que dá nome ao episódio. Para promover o empreendimento com Big Head, Erlich decide fazer uma festa de inauguração em Alcatraz, gastando todo o recurso da empresa e entrando numa dívida gigantesca. Evidentemente, que (somente) a festa não foi responsável por essa bancarrota, como ficou evidente em todas as participações do administrador dos fundos do Cabeção, mas esta parceria acelerou demais o processo, pois o custo de trocar piscinas de lugar é desprezível perto de 20 milhões de dólares.
Todo o imbróglio envolvendo a quebra de confidencialidade teve um final inusitado. Eu esperava um processo gigante da Hooli tentando tomar os 20 milhões de volta, porém a compra da Code/Rag (mesmo que por meio milhão de dólares) resolveu esse problema. A não ser que o cheque dado para C.J. também bata sem fundos no banco… Mas isso não deve acontecer, pois, também existe um site fake da Code/Rag construído para a série e um dos posts confirma a aquisição Bachmanity Capital como investidora do blog.
Problemas mesmo deve ter Gavin Belson com o escândalo divulgado no Blog. Até quando ele se sustentará como CEO da Hooli?
Até semana que vem.
















