How the hell did we get here?
A citação da semana não veio do episódio. Veio da minha mente enquanto eu estava vendo o episódio. E querendo pausar a cada 5 minutos para ir pegar uma água, ver o celular ou conferir que horas eram, porque não é possível que um episódio de 45 minutos de repente tenha se transformado em 2 horas.
“Como é que a gente veio parar aqui?” é o que a gente pensa quando temos um episódio em que o melhor plot é o do Cyrus. O personagem já teve alguns dias de glória, mas nunca foi daqueles que a gente vibra e torce pelo seu sucesso. Mesmo lá no começo, eu só torcia por ele por causa de James. E em The fish rots from the head, é Cyrus que carrega a única história com a qual a gente se importa e mais uma vez não é por sua conta: o negócio é que Scandal sempre tratou de um governo republicano. Trazer um personagem latino, democrata, que tem como plano de governo tornar as faculdades estaduais dos Estados Unidos gratuitas e uma filha com câncer é a maior novidade que a série nos traz em muitos e muitos episódios. A manipulação de levar o cara para discutir o plano de carreira com Fitz, dar entrevista na Sally, contar uma historinha sobre um irmão fictício é o papel de Cyrus. Mas a gente quer mesmo é saber quem é Franciso Vargas. E nem é porque ele parece superinteressante. Do jeito que as coisas estão andando, é bem capaz que ele se torne tão insípido, irrelevante e monótono quanto tantos outros personagens que já foram estragados pela série. O fato é que ele é a novidade. Tem um mistério, uma ingenuidade aí. Mas é só isso.
Para todo o resto dos personagens, o episódio foi de pouca serventia. Olivia ainda está naquela de sentir falta do poder que tinha quando estava na Casa Branca. Faz o seu trabalho na OPA tão automaticamente que é Marcus o responsável por chamar atenção para a maneira absurda que eles conduziram o caso da prostituta morta pelos agentes do serviço secreto. Além de zumbizar no trabalho, em suas horas vagas antes usadas para tomar um bom vinho e comer uma pipoquinha, agora são usadas para seguir Jake e tentar entender o que ele quer com uma mulher bonita e inteligente. E como se não bastasse isso, tem aquela cena absurda e sem propósito de Jake no quarto de Olivia no meio da noite, com aquele papinho de “é só dizer para parar” e aquela atitude de “eu duvido que você me fale para parar”. Além de ser completamente desnecessária para a história, mostra para o público a que ponto Olivia regrediu: uma mulher forte e obstinada agora está paranoica e suscetível aos mais baixos níveis de manipulação. Triste.
Mellie não aparece o suficiente para termos algo para dizer sobre ela. O lançamento do livro está tomando muito o seu tempo e estou torcendo para que os próximos episódios tenham um pouquinho mais dela, para ver se a coisa fica um pouco mais interessante. Agora sobre o outro Grant da série, também conhecido como o presidente mais canalha de toda a história ficcional do governo dos Estados Unidos. Fitz continua na vibe garoto de fraternidade, escolhendo uma mulher por evento para se divertir, tomando todo o tempo de Abbi e do serviço secreto, que segue seu mau exemplo e acaba por matar uma mulher inocente. Aí vem Olivia dar um sermão e ele retoma o discurso “eu quero ser um homem melhor”, agora direcionado para sua vice-presidente, que em um momento de glória, assume não estar lá muito interessada no apoio do presidente em sua própria campanha rumo à Casa Branca.
E por falar em Susan Ross… Não quero falar sobre Susan Ross. Toda essa história de David-Lizzie-Susan não é só nojenta, é intragável. Apenas parem, por favor.
A única esperança que carrego em mim é que nem nos dias mais escuros de B-613 a gente teve baixas tão grandes assim. O assunto daquele tempo era o problema. Agora os personagens são. Acho que não tem mais poço para a série se afundar e essa é a única parte boa dessa história toda.






















