Charlie’s going to make an awesome dad. Where’s Liv?”
Às vezes eu me surpreendo com a capacidade que Scandal tem de nos entreter de verdade em uma semana e na outra fazer com que a gente fique olhando no relógio, calculando quando o episódio vai acabar.
Que tristeza, gente. Wild Card foi o episódio com foco nos personagens com quem 1. Ninguém se importa 2. Ninguém gosta. E são, sim, coisas diferentes. Em algum momento da série, eu achava Mellie uma das personagens mais intragáveis que já existiram, mas eu me importava porque ela e as coisas que ela faz sempre foram muito relevantes para a história. Não gostava, mas me importava. Também tem o outro lado: Susan é uma personagem que me ganhou desde a primeira vez que apareceu em tela, mas ela entra na história justamente por ser irrelevante. Enfim, em uma gama razoável de personagens minimamente interessante, a série escolheu gastar 45 minutos da sua existência com gente que não significa nada para gente. Parabéns a todos os envolvidos.
Porque sério, alguém ai ficou super animado de ver Tom enrolado em uma toalha saindo do banheiro de Cyrus? Alguém pulou de alegria ou explodiu de fofura ao ver Charlie e Quinn cuidando do filho sequestrado do supremacista branco que Cyrus chantageou para ameaçar o governador da Pensilvânia e torna-lo um herói popular? É um absurdo pior que o outro e sabe o que é pior? Faz sentido. Não dá nem para dizer que isso nunca aconteceu antes na série. Ou que isso pode ser um relapso dos roteiristas. Porque Scandal tem disso. Tem episódios que fazem com que os nossos olhos brilhem e com que nossos corações se encham de esperança. Aí tem outros episódios que riem da nossa cara, como foi o dessa semana.
Isso sem contar o absurdo que a dinâmica David-Liz-Susan está virando. Porque eu não quero viver em um mundo em que uma série da Shonda explora uma história em que a garota popular, branca, magra e manipuladora faz com que o nerdão, bobo e apaixonado, explore a ingenuidade da boa moça, gorda e insegura. Dá pra ouvir o nível de absurdo que chegamos?
E aí, para fechar com chave de ouro falso, comprada no R$ 1,99, temos Fitz, não é mesmo? O cara que ficou no poder de uma das nações mais poderosas do mundo, que trabalhou aproximadamente 1 episódio em 5 temporadas e que nesse episódio ficou encanado por ter a vida pessoal completamente controlada pela sua equipe. E nesse processo, impediu que a única pessoa que se importa com o fato de ele ainda ser presidente, Abby, fizesse o trabalho dela. Mas tudo bem, porque no fim do episódio ele permitiu que substituísse o tratamento formal, “Mr. President”, por Fitz. Olha como ele é bonzinho e coerente, gente. Não importa que ele tenha infernizado a vida de Abby, não importa que ele tenha ameaçado demiti-la diversas vezes durante o episódio, no fundo eles são amigos porque eles falam sobre a vida sexual dele.
Me poupe, Scandal. Volta para casa, pensa no que você fez e faça melhores escolhas a partir de agora. Porque se não, não sobra ninguém para assistir. E, como a série mesma já nos ensinou, pior que ser ruim é ser irrelevante.
PS – Olivia de poncho, gente? É sério isso?
















