Enquanto tivermos esperança, temos tudo…
Apenas dois episódios nos separam do final da temporada e se tornou impossível não ficar chateado e nostálgico com este fato. Pois até agora, tivemos 16 episódios de uma trama onde o ritmo na medida certa entrelaça as palavras e as atitudes de forma natural e coerente por este elenco impecável. E como já falei algumas vezes, Saving Hope tem um plus para nos fazer ainda mais felizes – o elenco de apoio é sempre muito talentoso e parece ser escolhido a dedo. E podemos continuar nos perguntando – existe um episódio em destaque diante de tantos ótimos episódios? Pois é, “Breathless” foi mais um destes ótimos episódios.
Dra. Reid continua nos dando uma aula de como se deve exercer a medicina. O lema de Alex é proteger os pacientes acima de tudo e nunca, eu disse NUNCA desistir – apesar de que por Connor acredito que qualquer médico lutaria com unhas e dentes pela sua vida. Reycfraft também nos prova isto quando decide fazer motovelocidade nas estradas de Toronto carregando um pulmão a “tira colo” – foi muito triste saber que todo o seu esforço tinha sido em vão. Ainda bem que Dr. Rocca apareceu para transformar o desespero em ESPERANÇA.
A cena em que Connor fica sozinho para assistir os seus futuros pulmões pulsarem a vida, nos lembra como o ser humano, em geral, perde tempo com bobagens e esquece que ao ter saúde pode fazer o que quiser, ir onde quiser, ser feliz como quiser – aquele menino só queria isto, a simplicidade de entender a vida fora de um hospital, mantendo sempre a sua esperança em uma vida melhor. Impossível não se comover e viver toda a tensão daquele transplante – aliás, a realidade dos efeitos especiais da série está cada vez mais impressionante. E, mais uma vez, Alex se mostrou uma cirurgiã em plena ascensão, salvando mais uma vida com toda a intensidade e entrega que sempre foram suas principais características. Faz tempo que não falo, mas me sinto obrigada a chamar a atenção para o crescimento de Erica Durance em sua interpretação – sua entrega é tanta que às vezes esquecemos que Alex é apenas um personagem de série de TV.
E Charlie? A inteligência dos roteiristas em relação às suas atitudes neste episódio fez toda a diferença. Desde que acordou do coma, Charlie luta com ele mesmo para tentar entender o seu dom e como usá-lo. Primeiramente, veio a negação, depois a tentativa de manter tudo absolutamente normal, mesmo sabendo que não seria possível. Depois veio a aceitação e o uso de seu dom para salvar vidas, porém, em muitos momentos não conseguiu conciliar suas habilidades médicas com suas habilidades médiuns e todas estas atitudes o tornaram um estranho no ninho dentro do Hope Zion.
É neste aspecto que não podemos condenar Dawn – que no fundo ainda ama o ex-marido – em procurar explicações sobre o que estaria realmente acontecendo. Mas o desespero de Charlie ao descobrir que poderia perder o emprego, demonstra toda a instabilidade dele no momento. Pedir ajuda ao fantasma – ainda mais uma senhora tão simpática – e depois chutá-la para longe não é uma atitude nada condizente com o Charlie que aprendemos a admirar. E depois se entupir de pílulas? Confesso, fiquei um pouco desnorteada com tudo isso e muitas vezes pensei qual seria o verdadeiro objetivo dos roteiristas neste episódio. Mas depois da convulsão, tivemos a resposta e tudo ficou muito claro – Charlie se tornou um médico e uma pessoa muito melhor com a ajuda de seus fantasmas. Seu dom trouxe apenas coisas boas, mas faltou discernimento para que pudesse aceitar este fato. E agora, como vai ser? Será que ele vai realmente ser feliz voltando a sua vida normal? Um roteiro inteligente é aquele que sempre encontra uma forma de conflito na trama e não perde o ritmo, a consistência e a coerência.
E Joel? Pois é, seu caso inusitado da semana só veio afirmar o quanto ele quer voltar para Alex e tentar faze-la feliz. O casal bomba-relógio demonstrou que quando em um relacionamento existe amizade, tudo pode ser amenizado e repensado. A ajuda de Maggie também foi definitiva para Joel enxergar que não pode mais brincar de gato e rato com Alex, pois mesmo depois de tudo que passaram, ainda existe a amizade – e poderia ser somente isto, mas ele quer muito mais.
E como vai ser? Pois é, este relacionamento já vem se ensaiando desde sempre, eu diria. Mesmo quando Alex estava com Charlie, sempre existiu uma tensão, uma afirmação de uma história mal resolvida entre eles. E se pararmos para pensar, não sabemos quase nada deste antigo relacionamento, apenas que Joel foi o culpado de seu término. Então, é muito condizente com a verdade dos fatos que eles estejam no pé que estão. Vai dar certo? Alex realmente ama Joel mais do que Charlie? Porque sabemos que Joel a ama. Mas estas são perguntas que somente o futuro irá responder, mas devo afirmar que a química entre Erica e Daniel sempre foi excelente e isto facilita muito na construção do possível “remember” desta história de amor. É aguardar cenas dos próximos capítulos.
Enfim, nesta reta final desta excelente temporada de Saving Hope acredito que tenhamos muitas surpresas e reviravoltas – com certeza, um Grand Finale à altura da qualidade desta temporada! E vou continuar afirmando, viva Malcolm MacRury!
PS. Adorei a ideia de quebrar um carro para desopilar! Deve ser muito bom!
PS. Apavorada com a cena da fratura exposta de Louie…
PS. Será que ainda rola alguma coisa entre Charlie e Dawn? Acho bem possível…
PS. Coisa bem fofa todos os cartões de Connor. E sua amizade com Cade? Adorável…






















