Quem disse que quando está bom ainda não pode melhorar?

Pois é, Saving Hope nos entregou um episódio memorável nessa semana. Faltando tão pouco para o final da temporada, podemos enxergar ainda com mais clareza a curva ascendente da série nesse ano – difícil mesmo é lembrar de algum episódio abaixo da média, não é mesmo? “Don’t Poke The Bear” além de ter um ótimo roteiro reafirmou outra faceta da série – a capacidade de abordar assuntos complexos de forma consistente e emocionante.

Tudo começa através do também complexo relacionamento entre Alex e Charlie pelos corredores do hospital – depois da fase de negação, agora existe uma tentativa de entendimento sobre toda a confusa situação em se encontram. E quem sabe o que ainda pode acontecer?

Bem, a única coisa que sabemos é que Dawn colocou os dois ex-pombinhos trabalhando juntos em um caso pra lá de complexo. Em um primeiro momento, já podemos pensar, ataque de urso – nossa, que loucura! E que truque, hein? Pois o que ainda estava por vir com certeza seria muito pior.

O dom de Charlie tem sido abordado das mais diversas formas pelo roteiro também através de uma curva pra lá de ascendente. Mas em “Don’t Poke The Bear” chegamos ao ápice dessa ascensão e definitivamente temos Charlie assumindo que sua mediunidade possui um lugar imenso em sua vida e está disposto a encarar o que for preciso para continuar ajudando os fantasmas e salvando vidas – não só pelas mãos do médico, mas também pelas mãos do médium. E se pensarmos no caso abordado nesta semana, o final feliz dificilmente viria se não fosse o poder de Charlie. Sem a sua interferência quanto tempo demorariam para descobrir sobre o sequestro?

Pois é, Saving Hope abordou um assunto muito sério neste episódio, o sequestro de crianças que se tornam dependentes de seus sequestradores – a chamada Síndrome de Estocolmo. Mas apesar desta dependência psicológica, muitas vezes em um determinado momento, as vítimas se dão conta que já não podem mais viver daquela forma – exatamente o que aconteceu com Kayla. Mas na tentativa de fuga foi atacada por um urso chamado Wayne e a violência deste ataque é o que mais impressiona, tanto que a verdade só veio à tona através dos ossos quebrados revelados no RX – um urso Wayne implacável!

É verdadeiramente emocionante a luta de Kayla pela vida e a luta de Alex e Charlie para salvá-la. Alex mais uma vez luta com unhas e dentes pela integridade de seu paciente e segue nos demonstrando como é possível exercer a medicina com total credibilidade e altruísmo. Já Charlie nos prova que além de ser um médico competente, passou a enxergar com clareza as consequências de seus atos em relação ao seu dom – neste momento, ele parece entender verdadeiramente o que significa a palavra SALVAR. E foi com este olhar que ele desenvolveu uma intensa ligação com Kayla capaz de realmente SALVAR sua vida. E o final feliz foi mais que feliz – foi libertador!

E Maggie? As nuances de seu personagem ficaram ainda mais evidentes com a sua gravidez e seu relacionamento com Gavin está cada vez mais engraçado e fofo! Ainda bem que o médico-bonitão não é um drogado, pois seria bem estranho. E a batida do coraçãozinho? Coisa mais amada do mundo!

E Joel? Pois é, seu paciente corcunda ensinou boas coisas para ele e para nós também. Seu amor pela vida o impedia de fazer a cirurgia, e ao mesmo tempo sua deformidade o fazia encontrar o difícil caminho do equilíbrio através da meditação. Mas a coragem de Kai em enfrentar os obstáculos resultou em novas perspectivas para seu futuro que segundo sua filosofia não existe. Fica a reflexão sobre suas palavras para Joel – o que importa é o presente e o agora, este é o momento no qual precisamos estar.

E com estas palavras Joel tenta convencer Alex a sair para esquecer um pouco o seu momento atual de vida. Quem não ficou grudado na cadeira esperando por um beijo no elevador? Pois é, ainda não foi desta vez para aqueles que torcem pelo casal. Não faço nenhum tipo de aposta em quem ela vai ou deve ficar. Charlie e Joel são água e vinho, portanto é muito difícil definir com quem Dra. Reid foi ou será verdadeiramente feliz – pois neste momento seus dois amores fazer parte do passado. E como será o presente? Por enquanto ela está indo para casa se enterrar de pijamas entre as cobertas e assistir televisão. Mas o que virá a seguir?

Faltam apenas três episódios para o final – já sinto uma nostalgia e tristeza chegando – desta temporada impecável de Saving Hope. Para nossa total felicidade, teremos uma terceira temporada, portanto nesse momento nos resta curtir e curtir o grand finale de uma série que segue nos provando como uma obra de qualidade pode estar em qualquer lugar e nascer de qualquer ideia! E continua dizendo viva Malcolm MacRury!

PS. Quem não se desesperou no comecinho de episódio pensando que Alex ficaria presa no elevador??

PS. Coisa mais fofa do mundo ver Joel sentadinho meditando!

PS. O ciuminho de Gavin não é fofinho demais???

PS. Peço desculpas, mas não encontrei as informações sobre a trilha sonora deste episódio. Se alguém souber o nome das músicas, por favor, informe nos comentários, agradeço de coração!

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