Com a premissa do We Can Kill People, SCD abre o seu terceiro episódio nos mostrando o poder da peripécia cênica ao transformar em uma sentença afirmativa um título que carregava uma sentença negativa. A partir desse ponto, Joel e Sheila começaram a montar o perfil da sua provável vítima. As variáveis foram ótimas, mas a escolha certa deles seria um Hitler jovem e solteiro. A melhor fala do episódio surgiu logo nessa sequência inicial:
Joel: – Você não vai fazer isso sozinha querida. Estamos juntos nessa!
Sheila: – Mas eu cuido da matança. Não precisa se preocupar com isso.
Mas essa matança toda certamente deixará rastros. Dan, o vizinho policial, não conseguiu esquecer a história do veneno para formigas contada por Joel no episódio anterior. Tenho certeza que Dan vai começar a fazer uma investigação por conta própria para averiguar a atitude suspeita dos vizinhos. E mesmo o outro vizinho, o Rick, que também é policial, vai acabar suspeitando de alguma coisa.
Se por um lado, Joel e Sheila tentam encontrar a vítima perfeita para ser armazenada aos pedaços dentro de um freezer, por outro lado, a Abby se mostrou mais afetada pela transformação da mãe do que se supunha. A garota apresentou nesse episódio uma personalidade mais destemida, combativa e aventureira. A história da bomba de gás lacrimogênio na casa do traficante Cole para resgatar o casaco da amiga deve ser só a ponta do iceberg para as futuras ações da garota em crise.

Vamos ao que interessa. Vamos falar sobre o traficante Cole, o possível prato do dia. Não gostei da forma como o rapaz foi introduzido na história, mas esqueci rapidamente desse desagrado assim que vi o Instagram do rapaz e depois que dei uma conferida na internet e percebi que a página dele existe na vida real e é passível de ser seguida. Adoro quando uma série cruza esse horizonte.
O rapaz chegou como um vilão e saiu como um cara legal, só que com escolhas equivocadas. Achei excelente a sequência da DR fumegante do Joel com o Cole. Já a reação da Sheila ao descobrir que o jantar dela tinha sido dispensado não foi tão amigável não, mas foi divertida:
Sheila: – Eu deixo você por cinco minutos e você vira amigo do meu jantar!
Falando em jantar, a forma como a Sheila consegui arranjar comida para saciar a sua fome imediata e para estocar foi realmente muito boa e pelo visto a vítima se encaixava no perfil proposto pelo casal. Só acho que os pais e Abby precisam se aproximar um pouco mais para não haver a necessidade de mascararem a realidade como fizeram no constrangedor jantar.
We Can Kill People foi um excelente episódio, com um humor ácido e com situações muito bem desenvolvidas, nos relembrando que uma comédia pode ser simples, despretensiosa, absurda, emocionante e ao mesmo tempo pode nos fazer rir sem nenhum motivo aparente.
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Vamos seguir com essa maratona louca! Até a próxima!














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