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Tem alguma coisa muito errada com Royal Pains.

Spoilers Abaixo:

Até aqui, nos comentários que faço sobre a série, eu venho tentando ressaltar os pontos altos dos episódios, pois desde o início já tinha percebido que essa não seria uma das melhores séries do planeta. Até aí tudo bem, pois isso nada mais é do que fazer uma dosagem da própria expectativa, e avaliar o conteúdo do episódio a partir dela: Em um season finale você espera o melhor, em um piloto você espera uma história legal. E assim vai.

Enquando assistia este sexto episódio, porém, me ocorreu que talvez o erro estivesse em mim. Na tentativa de procurar algo de interessante pra comentar, eu achava em Royal Pains algumas qualidades. Mas a verdade é que há, em si, uma clara falta de algo pra se falar sobre Royal Pains. A série não peca por ser ruim, mas – ainda pior – peca por ser mediana em excesso.

O episódio começa com a… ahn… “concretização” da situação Hank-Jill, e com essa primeira transa veio a primeira briguinha. Nada muito grave que não viesse a ser resolvido logo no mesmo episódio. E é aí que está o problema. Com essas pequenas soluções rápidas (sem falar no sumiço do Boris, único personagem que traz uma atmosfera diferente) Royal Pains faz com que o espectador simplesmente fique sem expectativas para o próximo episódio. Todo capítulo, até este sexto, se orientou por mostrar pequenas situações, e resolvê-las logo em seguida, sem criar nenhuma espécie de arco ou história que durasse dois episódios.

A volta do Tucker poderia ter sido melhor explorada, assim como o noivado da Dyvia, que merecia mais foco do que aquele Bar Mitzvá pro cachorro. Essa situação que a indiana passa poderia ser um divisor de água para Royal Pains. O que falta até aqui é um pouco mais de coragem para inovar, para chocar, e o choque com a cultura indiana pode ser essa novidade. Não que Royal Pains precise criar escândalos à toa. Basta um pouco mais de ousadia para sair desse feijão-com-arroz típico de episódio piloto e começar a investir em histórias que valham a pena o comentário.

Contrariando esses ‘contras’, como ‘pró’ do episódio tivemos, mais uma vez, Hank se mostrando o rei da improvisação. Agora ele conseguiu criar um microscópio com um tubo PVC e uma foto do cachorro. Podia muito bem largar a medicina e entrar pra uma Polishop da vida.

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