Para toda a melancolia que o desaparecimento de Lee nos causou, “No One Mourns the Wicked” foi o episódio perfeito para a semana, pois teve uma trama dramática e tensa – onde mais uma vez podemos acreditar que Rizzoli and Isles é uma série policial. Um episódio que voltou com os “fantasmas” de Jane, nos lembrando da complexidade deste personagem – com uma interpretação impecável de Angie Harmon.
Sim, Charles Hoyt voltou para infernizar a vida de Jane – mesmo que sejam apenas em pesadelos. Muitos fãs lamentam a morte deste serial killer – dizendo ter sido precoce – pois com certeza absoluta ele foi o melhor criminoso construído em Rizzoli and Isles – e arrisco a dizer também que sempre vai merecer ser lembrado como um dos grandes vilões das séries. Michael Massee deu uma interpretação única para o personagem o tornando implacável e assustador com toda a sua maldade e loucura.
Jane Rizzoli sofreu muito nas mãos de Hoyt e não consegue de forma alguma assumir para si mesma o seu imenso trauma. Neste episódio por alguns momentos, quase acreditamos que ela iria ceder e pedir ajuda para Maura – o que teria sido essencial, já que percebemos o quanto as suas marcas nunca cicatrizaram. Mas de qualquer forma, Dra. Isles foi muito fofa cuidando de Jane e provando mais uma vez que esta amizade é fundamental em sua vida – e também não podemos esquecer Angela que é a mãezona mais protetora do mundo. Nossa Detetive Rizzoli terminou o episódio do mesma forma de sempre, tomando a dianteira e mostrando toda a sua força – mas sabemos que no fundo ela é muito mais sensível do que aparenta ser. Seria muito bom se Jane em algum momento entendesse que às vezes precisamos ser protegidos ao invés de proteger.
Em “No One Mourns the Wicked” apesar de ficar evidente – desde a primeira cena – que Dra. Nolan era a assassina, tivemos alguns elementos muito surpreendentes que dentro do contexto tornaram o resultado final deste episódio muito interessante – principalmente o aparecimento do seu filho como cúmplice. Dra. Nolan é uma serial killer clássica, onde os abusos sexuais na infância afloraram a psicopatia – e infelizmente também geraram um filho indesejado que jamais poderia ser amado. Então podemos afirmar que o roteiro teve um cuidado expressivo com a criação destes personagens, tornando-os fortes e cruéis a ponto de nos fazer ficar inquietos na cadeira, principalmente durante o final do episódio com seus ótimos diálogos. Também foi bem legal ver Jane salvando Korzak – prova de amizade e companheirismo.
Enfim, “No One Mourns the Wicked” foi mais um bom episódio de uma boa temporada de Rizzoli and Isles que infelizmente sofreu um choque muito grande com a morte precoce de Lee e neste momento teve a gravação do último episódio da temporada suspensa até o elenco ter condições psicológicas para seguir em frente e para a produção ter tempo de alterar o roteiro, pois precisam dar um final ao personagem de Frost.
Nesta semana, o Série Maníacos publicou uma homenagem à Lee Thompson Young, mas reforço aqui toda a minha tristeza por um acontecimento tão inesperado e chocante. Um ator com tantas qualidades e uma pessoa conhecida por ser amável e bem humorado – sempre será muito difícil acreditar que ele partiu. Nós, fãs da família Rizzoli and Isles com certeza ficaremos por um longo tempo em luto – mas a cena final deste episódio traduziu com perfeição nossos sentimentos, então apesar da melancolia e tristeza sempre devemos brindar a amizade.
PS. Excelente a cena do pesadelo de Jane…
PS. Informações úteis de Dra. Isles: Quinoa é da família do Amaranto… sei, sei…
PS. Jane roubando os chocolates de Frankie… hahahahahahaha…
PS. Eu também mataria por aqueles filhotinhos do Korzak… coisas bem lindinhas…
PS. Foi muito legal ver Jo Friday no colo de Jane Rizzoli.
PS. Quero a varanda do Korzak na minha casa!!






















