Que fique anotado: sempre que um parente aparece em uma série é sinal de problema.

Spoilers Abaixo:

É normal um procedural de investigação ter uma cena pré-créditos de assassinato, e Rizzoli & Isles nos presenteou com uma estranhíssima: uma mulher pratica ioga no meio de uma tubulação enquanto entoa frases de auto-ajuda, quando é estrangulada por um homem com um garrote (Não vejo um garrote desde “O Poderoso Chefão”). A expressão da moça morrendo foi inadvertidamente hilária. Ainda anterior aos créditos, Rizzoli demonstra sua inaptidão na cozinha enquanto os irmãos assistem o baseball, quando seu pai bate a porta.

Por começar com essas premissas, achei que o episódio focaria mais na investigação e na relação de Rizzoli com o pai, tirando o foco da briga entre as protagonistas e adiando, pelo menos um pouco, sua resolução. Afinal, com o sorriso de Rizzoli no fim do episódio passado e a certeza de que a doutora Isles não abandonaria o trabalho na delegacia, não há motivos para apressar as pazes entre as duas. Só colocar as protagonistas no mesmo meio tendo que lidar com o trabalho e com a vida pessoal sem ajuda uma da outra já prepara o terreno para uma reconciliação, que poderia vir mais para frente. Infelizmente, o episódio opta pelo contrario, em usar o caso da semana para colocar as duas amigas em uma situação limite para já reavivar a amizade entre elas. Não que tenha sido ruim, foi até muito bom, mas soa bem apressado.

 Como novamente a amizade de Maura e Jane é a estrela do episódio, o plot do pai de Rizzoli é mais explorado como potencialidade para os próximos episódios.  O patriarca quer a anulação do casamento para poder casar-se na igreja, o que é rejeitado pela mãe de Jane. Após umas duas cenas de conflito familiar, Tommy revela para Maura que teve um caso com a noiva do pai.  Colocar Tommy no episódio só para ser uma fonte de tensão no relacionamento com o pai traz a sensação de que a série só desenterra personagens para trazer problemas aos protagonistas (vide Dean na Season Finale da segunda temporada).  Seria muito melhor se ao invés de Tommy fosse Frank (o outro irmão) quem tivesse tido o caso.

Um problema do episódio é que esse já é o terceiro episódio em que investigações aparentemente desconexas se reúnem em um mesmo caso e começa a ficar repetitivo. Está na hora da série voltar a ter episódios com apenas uma investigação, ou duas investigações realmente distintas.

Não me entendam mal, Rizzoli & Isles teve mais um bom episódio, com ótimos momentos cômicos e emocionantes, mas a forma com a qual a ela apressou suas tramas me deixa um pouco preocupado. Pressa desperdiça premissas interessantes, e nenhuma série pode se dar tal luxo.

P.S: Korsak na ioga. Hilário!

Artigo anteriorJeff Pinkner deixa a produção de Fringe
Próximo artigoThe Legend of Korra – 1×10: Turning the Tides