Rizzoli & Isles quer voltar para o seu mais do mesmo.

Spoilers Abaixo:

Na Season Finale da segunda temporada, Jane atirou no pai biológico de Maura, o super- gângster Paddy Doyle. Correndo o risco de parecer insensível, vi uma grande oportunidade para a série durante as lágrimas e gritos da doutora: a oportunidade de sair da sua zona de conforto.

O mote de Rizzoli & Isles sempre foi o de duas amigas, opostas em personalidades, que usam seus talentos para resolver crimes, e os roteiristas já mostraram sua competência seguindo esse mote, entregando boa interação entre personagens e casos interessantes. Quando a briga entre as amigas se anunciou, achei que era o momento perfeito para os roteiristas mostrarem versatilidade, não apresando o óbvio retorno da amizade entre Jane e Maura, fazendo com que essa ruptura durasse alguns episódios.  Sob esse ponto de vista “What Doesn’t Kill You” me parece um pouco equivocado.

O episódio começa no ponto em que terminou a temporada passada, com a ambulância chegando para levar o Paddy para hospital, deixando claro que o tiro e a queda não foram o suficiente para matá-lo. Manter o pai de Maura vivo serve para “suavizar” um pouco toda a situação, sendo o primeiro indicio de que a briga não durará por muito tempo. Outro indicio é que as amigas discutem no começo do episódio, uma discussão que poderia ter sido evitada tão cedo para prolongar a situação. Depois dessa primeira interação entre Rizzoli e Isles, às próximas seguem um caminho mais tranqüilo e partindo para o alivio cômico.

Com o Doyle no hospital, começa uma investigação do FBI em busca de seu livro caixa, que pode incriminar alguns policiais corruptos. A forma com que essa investigação se liga a um assassinato, aparentemente desconexo, é muito bem feita, assim como toda a cadeia de eventos que leva ao policial corrupto. O fato de todos os acontecimentos estarem tão ligados não me incomodou tanto.

O fato do relacionamento entre Jane e Dean terminar não merece elogios, pois foi apenas a série consertando o erro que foi trazê-lo de volta na season finale. Dean ter reaparecido, consumado o caso com Jane e traído sua confiança, tudo no mesmo episódio, foi um dos maiores tropeços da série.

No final do episódio explicam que Doyle enganou a mãe de Maura, fazendo-a acreditar que a filha estava morta. Não sei como essa pode ser uma boa fonte de histórias para a série, mas vou dar um voto de confiança aos roteiristas, talvez eles me surpreendam.

De positivo, a série continua sendo boa em ser um procedural de investigação mais leve que a maior parte dos seus similares, com diálogos divertidos, boa interação entre personagens e casos interessantes. Infelizmente, o sorriso final de Jane e os indícios acima citados demonstram que logo a amizade entre as duas estará reparada. Resumindo, Rizzoli & Isles tem um bom status quo, mas parece que ela não vai fugir muito dele.

P.S: Alguém entendeu a razão dos Flashbacks? Para relembrar a amizade das amigas e servir de alivio? Era necessário?

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