O fim de uma temporada desastrosa. É difícil descrever uma série com personagens que eu amo tanto dessa forma, mas mesmo os mais viciados em Riverdale têm que admitir que o quinto ano foi o pior de todos. Na verdade, não ficaria surpresa se essa temporada for o motivo de muitos largarem a série do mesmo modo que a terceira foi para alguns fãs.
Se você se sentir dessa forma e está procurando nessa crítica motivos para ver o sexto ano, vai se desapontar de novo. Riverdale se perdeu de um jeito que é bem difícil ser otimista com o futuro e olha que esse futuro vai contar com Sabrina Spellman. Isso mesmo que você leu. A atriz Kiernan Shipka foi confirmada pelo próprio showrunner, Roberto Aguirre-Sacasa, que já queria fazer isso há bom um tempo. Tanto Riverdale quanto O Mundo Sombrio de Sabrina se passam no mesmo universo, mas o fato de pertencerem a estúdios diferentes deve ter sido o maior empecilho para o crossover que todos queriam ver.
Quanto mais penso nesse crossover, mas entendo o que os roteiristas estavam fazendo com a personagem da Cheryl Blossom. Alguns até especulavam que essa vontade de ser bruxa fosse um modo de trazer o universo de Sabrina a cidade de Riverdale, algo que eu sempre descartei pelo fato de todas as tramas da série acabarem se revelando algo bem pé no chão. O mistério dos homens mariposa não teve nada de extraterrestre. A Cheryl rezando pela deusa Gaia tinha tudo para ser mais uma loucura da família Blossom, que podia muito bem terminar com algo relacionado ao Jason, já que isso sempre é um trauma que os roteiristas não param de utilizar.
Eu estava errado, mas não muda o fato de que eles não fizeram um bom trabalho com a personagem. Cheryl sempre foi que nem o Kevin, um tapa buracos, mas se os roteiristas decidiram que o quinto ano da personagem seria uma preparação para introduzir magia de verdade, eu fico preocupado em como vai ser essa futura participação da Sabrina. Dependendo de como for talvez à sexta temporada devesse ser a última da série, não importa quanta falta sentiremos desses personagens.
Pouco pode ser dito de bom desse quinto ano, mesmo que RIVERDALE: RIP(?) não tenha sido um episódio ruim. Pelo contrário, tirando essa vontade da Cheryl de que todos se desculpassem com ela quando algo muito mais importante estava em jogo, eu achei bem interessante a solução que o Archie e os outros encontraram para salvar a cidade de Riverdale. Não esperava nenhum pouco que esse novo concelho não contasse com ninguém do quarteto principal.
Já o final do Hiram me deixou com sentimentos mistos. Desde Citizen Lodge, eu estava sentindo que o personagem estava caminhando para uma despedida, mas eles poderiam ter feito de um jeito mais impactante. Eu entendo que os roteiristas não quiseram dar um fim definitivo ao personagem porque gostariam de vê-lo em algumas participações futuras, mas havia formas mais criativas. Hiram contornou situações bem piores do que essa que a Veronica e os outros criaram.
No final, o capítulo noventa e cinco foi um bom capítulo, mas ele não ajudou em nada a concertar os problemas da temporada.















